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Montra de Destaques

Referência:14142
Autor:Autoria diversa
Título:VESTIRAM-SE OS POETAS DE SOLDADOS - Canto da pátria em guerra
Descrição:

Cidadela, 1973. In-8.º oblongo de 55 págs. Br.

Observações:

Antologia poética da Guerra no Ultramar seleccionada e prefaciada por Rodrigo Emílio. Fez-se esta antologia em homenagem aos combatentes da guerra no Ultramar e ficou concluída em 1 de Junho de 1973, data de abertura do 1º Congresso Nacional dos Combatentes.

Preço:15,00€

Referência:14155
Autor:CASTRO, Jeronimo Osorio de
Título:INVERNO NA TERRA NOVA Pequena Crónica de Uma Viagem. (8 de Novembro de 1944 a 19 de Janeiro de 1945).
Descrição:

Editora Marítimo - Colonial, Lisboa, 1946. In-8º de 168 págs.Br. Ilustrado com desenhos de Alfredo Antunes ao longo do texto e com com fotografias em extra-texto representando a faina marítima em torno da pesca do bacalhau.
Primeira edição.

Observações:

"Por toda a parte vira o Homem, lutando, nas condições mais diversas, contra a Natureza, sempre hostil. Mas trazia, de novo, sobre muitas ilusões, uma certeza de coragem – a certeza de que o Homem está apegado à vida, e sabe enfrentá-la, lutando para o seu domínio."

Preço:26,00€

Referência:14133
Autor:COELHO, José
Título:MEMÓRIAS DE VISEU (Arredores): I - A Freguesia do Salvador e o extincto Concelho do Barreiro e Notas Toponímicas de Viseu e Concelhos limítrofes - Arqueologia, História, Arte, Geografia, Epigrafia, Heraldica, Genealogia, Bibliografia...
Descrição:

Edição do Autor, Viseu, 1941.In-8º de 462 págs. Encadernação em sintético  falho de capa de brochura. Valorizado por uma dedicatória autógrafa. Profusamente ilustrado com  muitas ilustrações (fotografias, desenhos e aguarelas) ao longo do texto e em extra-texto. "Tiragem de 1000 exemplares que vão numerados e rubricados pelo autor." Sendo este o nº 636.


PRIMEIRA EDIÇÃO

 

Observações:

Monografia exaustiva e importante para a zona de Viseu, freguesia do Salvador e o Concelho do Barreiro e notas toponímicas de Viseu e concelhos limítrofes repleta de curiosissimas informações históricas.

Preço:40,00€

Referência:14118
Autor:COSTA, Afonso
Título:DISCURSOS PARLAMENTARES 1900-1901, 1911-1914e 1914-1926 Compilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques
Descrição:

Publicações Europa América/ Livraria Bertrand, Mem Martins, 1973-1977. Três volumes de in-8º de 617-(4), 679 e 460-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto. Capa de José Cândido.

 

COLECÇÃO COMPLETA

Observações:

Compilação dos discurso proferidos por Afonso Costa nas sessões do Parlamento entre 1900 e 1926. Afonso Costa foi  um dos maiores defensores da causa republicana e após a instauração da República foi um dos políticos mais importantes, tendo feito parte do Governo Provisório e de outros governos. Toda a sua actividade parlamentar se baseava na teoria da República como fundamento “obrigando todos a compreender que a República não é apenas uma substituição de fórmulas, mas a substituição de um regime de inutilização do indivíduo, da família e da sociedade, por um regime de trabalho, de moralidade e de progresso”.

Preço:45,00€

Referência:14151
Autor:DIAS, Saúl
Título:SANGUE
Descrição:

Edições “Ser”. Vila do Conde. (1952). In-8º de 56-(2) págs. Brochado. Desenho de Julio, de página inteira.

Rubrica de posse do anterior proprietário, datada de 52. Ligeiros e insignificantes cortes marginais e outros sinais de uso. Capa de brochura posterior com ligeiro restauro.

Observações:

O poeta e pintor Júlio Maria dos Reis Pereira nasceu e viria a falecer em Vila do Conde. Permaneceu em Vila do Conde até completar o quinto ano do Liceu, curso que terminaria já na ci­da­de do Porto, no Liceu Rodrigues de Freitas. Estudou pin­tu­ra como aluno voluntário na Es­co­la de Belas­‑Artes do Porto durante dois anos, entre 1919 e 1921, e licenciou‑se em En­­­ge­­nharia Civil na Faculdade de Ciências da Univer­si­­­da­de também do Porto, já em 1928. Entre 1931 e 1935, exerceu a sua pro­fis­são na Câ­ma­ra Municipal de Vila do Con­de e, a partir de Janeiro de 1936, no Ministério das Obras Públicas, em Coimbra, tendo si­do trans­­­­­­­­­­fe­rido no ano seguinte para Évora, onde fixou residência. No Alentejo viria ain­da a de­­­­­di­­­­car­-se à olaria tradicional, nos anos de 1963-1964. Do seu casa­­mento com Ma­ria Au­­­­­­­gus­ta da Silva Ventura, em 1941, nasceu um filho, José Alberto dos Reis Pe­rei­­ra. Ir­mão mais novo do escritor José Régio (1901‑1969), com quem colaborou ao lon­­go de to­­da a vida, Júlio Maria dos Reis Perei­ra divi­diu a sua actividade artística entre a poesia e pin­­­­­­­tura, produzindo uma obra bi­fron­te com expressão declarada no plano ono­más­tico: Sa­úl Dias, com acento, foi o pseudó­ni­mo escolhido pelo poeta para iden­ti­ficar a sua obra po­é­tica; Julio, sem acento, o ortó­ni­mo es­co­lhido pelo pintor para assinar a sua obra plás­­tica.

Segundo Joana Matos Frias, " ... A obra de Saúl Dias cumpriu porém, como notou João Gaspar Simões ao considerá-la «um agente de ligação entre o lirismo puro tradicional e a poesia moderna», um dos pro­pó­sitos mais modernistas da «folha de arte e crítica», com base na indisso­cia­bi­li­dade, ao nível da criação es­té­­­­tica, das produções do poeta e pintor. O vínculo concre­tizou-se na pró­­pria con­cep­ção dos livros enquanto objectos, já que todos os volumes de Saúl Dias — incluindo as edi­ções da Obra Poética — apresentam tra­balhos de Julio. A poesia de Saúl Dias, por seu turno, es­tru­­­turou-se a par­tir de um núcleo de temas, motivos e su­ges­tões plásticas co­­muns ao trabalho pic­tó­ri­co de Julio, o que explica a sin­gu­­­laridade da sua obra no seio da geração pre­sen­­cista, e a sua impor­tân­cia para o desenvolvimento do Mo­der­­­nismo encetado pelo Orpheu, em particular pelo artista integral Almada Negreiros. No pla­no do conteúdo, regido por um prin­cípio ecfrás­tico, destaca-se, para além das explí­citas alusões ao dese­nho e à pintura, a recor­rência das per­so­na­gens e dos am­bi­en­tes ca­rac­­­­­­­­te­rís­ti­cos do imaginário expressionista e onírico do pintor, des­de …mais e mais…, como a pros­­­tituta do bordel e o poeta de café, o palhaço e o doi­do, Arle­quim e Co­lom­­bina, a ma­ga e o vaga­bun­do, o poeta e a menina, todos prota­go­nis­tas de uma sensu­­­a­­­lidade e de um ero­tismo discretos tam­­­bém detectáveis nos dese­n­hos e aguarelas de Julio. No plano da ex­­pres­­­são, a dicção poética de Saúl Dias pa­rece apre­­­sentar-se como a ver­são em verso do poder de elíptica su­gestão, do traço contido e deli­­cado, do pu­dor des­­critivo, da gracio­si­da­­­de, do tom ingénuo e irónico, e das cores pu­ras e fortes das telas de Julio, sem qual­quer prejuízo da sua específica auto­no­­mia ver­bal, retórica e poé­­tica, conforme demons­trou detalhadamente Luís Adriano Carlos no Prefácio «Pintura e poesia na mesma pes­soa».

 

 

Preço:150,00€

Referência:14161
Autor:DUARTE, Afonso
Título:LÁPIDES E OUTROS POEMAS (1956 - 1957)
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1960. In-8.º de 52-(4) págs. Brochado, impecavelmente bem conservado nao obstante uma pequena mancha na capa posterior. Miolo muito limpo e fresco. Apresenta um poema facsimilado.

Observações:

Edição apresenta um Apêndice assinado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.

Preço:28,00€

Referência:14160
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OS 7 POEMAS LÍRICOS
Descrição:

Edições Presença, Coimbra, 1929. In-8º de 206 págs. Brochado com picos de humidade.

PRIMEIRA EDIÇAO.

INVULGAR.
 

Observações:

Reunião dos três primeiros livros do autor,  Cancioneiro das Pedras-1912;Tragédia do Sol Posto-1914;e Rapsódia do Sol-1916, reorganizando-os, eliminando alguns poemas e introduzindo outros. Afonso Duarte pertenceu ao grupo da revista "Águia" e dirigiu a revista "Rajada".

Preço:35,00€

Referência:14158
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OSSADAS
Descrição:

Seara Nova Editora, Lisboa, 1947. In. 8.º de 98(4) págs. Brochado. Rubrica de posse no anterosto. Exemplar muito limpo e fresco, impresso sobre papel de boa quailidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Primeira edição. Afonso Duarte, poeta que se situa entre o saudosismo e o movimento da Revista Presença, acabou por ter relevante influência na geração de poetas do neo-realismo. Livro de Poemas breves / como o instante da flor / que abriu para morrer.

Preço:30,00€

Referência:14157
Autor:DUARTE, Afonso
Título:TRAGÉDIA DO SOL POSTO
Descrição:

França Amado, Coimbra, 1914. In-8º de (7)-48 págs. Brochado com todos os cadernos por abrir. Conserva no final a cinta da errata. Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante o ligeiro empoeiramento das capas. Ilustração de Correia Dias.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Segunda obra do autor, de muito reduzida tiragem e bastante invulgar de aparecimento no mercado.

Segundo José Carlos Seabra Pereira, na Edição Crítica Comemorativa do Cinquentenário da Morte do autor publicado pela INCM (2008), diz-nos:
"... O sincretismo neo-romântico que hoje o soneto «Inscrição»estatui, como pórtico de Os 7 Poemas Líricos, tinha no início dacarreira de Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE (Ereira, 1884--Coimbra, 1958) desenvolta manifestação na profusa colabora-ção que de 1910 em diante dava não só à capital A Águia, masa quase todas as revistas que a acompanham ou se lhe seguem, em Coimbra (A Farsa, Alma Académica, Dionysos, Gente Nova,A Rajada, cuja 1.a série dirige, etc.) e pelo país fora (O Ave minhoto, A Labareda portuense, a Gente Lusa, etc.). Afonso Duar-te movia-se, de resto, nessa colaboração literária à imagem dodescomprometimento ideológico, mas em atitude crítica, com que,então como doravante, resguarda as suas ligações ao meio estu-dantil, em particular com o grupo dos «Esotéricos» (hegemoni-zado pelos futuros integralistas).O mesmo sincretismo neo-romântico houvera talvez marca-do o poema Visitação da morte que desde 1903 tentara, em vão,realizar; e encontra já acolhimento na compleição originária doCancioneiro das Pedras (Lisboa, 1912), composto por alguns dospoemas de 1906 a 1910, posteriores aliás aos outros versos ado-lescentes de umas repudiadas Composições verdes e a prosas nãomenos incipientes. Desse primitivo Cancioneiro das Pedras viriao poeta a destacar, aquando da organização de Os 7 Poemas Líricos nas edições da Presença (1929), muitos textos para o Romanceiro das Águas, para o Episódio das Sombras, para o Ritual do Amor. Boa parte dos poemas que integrarão a Tragédia do Sol-Posto (Coimbra, 1914) e a Rapsódia do Sol-Nado seguidado Ritual de Amor (Porto, 1916) datam também do período juve-nil e dispersam-se já por aquelas revistas.Logo em 1911, o mais notável estudo da época sobre as ten-dências emergentes na literatura portuguesa — A Nova Geração de Veiga Simões — já qualificava o primeiro Afonso Duarte noalto nível de uma plêiade de novos poetas próximos de Pascoaes (junto a Jaime Cortesão, Mário Beirão, Augusto Casimiro); e na Água Lustral de 1913 era ainda a recepção de Cancioneiro das Pedras que levava Artur Ribeiro Lopes a considerar Afonso Duarte «o maior instinto poético do momento». À medida que mais colabora n’A Águia, na Dionysos e n’A Rajada, a sua poesia parece predisposta a identificar-se com o Saudosismo, mas o seu encanto (por vezes pávido) com o mundo físico preserva sempreuma irredutível singularidade e alguma abertura para marcastradicionalistas, mais próprias de colaboradores lusitanistas d’A Águia (Afonso Lopes Vieira, António Corrêa d’Oliveira e seusdiscípulos) como se vê por 1912 também na colaboração de Afonso Duarte na Alma Académica. Desde então até às sequelas imedia-tas da publicação da Tragédia do Sol-Posto, acentuam-se os parentescos com o expressionismo saudosista e ainda mais os gestos de vontade de incorporação de Afonso Duarte no cânone dessa corrente neo-romântica, por parte de Pascoaes (no primeiro grande Inquérito Literário do tempo, conduzido por Boavida Portugal em 1912 no República e em 1914 em livro, e depois n’O Génio Português..., de 1913), por parte de Leonardo Coimbra (n’O Criacionismo de 1912), etc. ..".
 

Preço:40,00€

Referência:14154
Autor:ELLIS, Myriam
Título:A BALEIA no Brasil Colonial. Feitorias, Baleeiros, Técnicas, Monopólio, Comércio, Iluminação
Descrição:

Edições Melhoramentos, São Paulo, 1969. In-º8 de 235 páginas. Ilustado ao longo do texto e à parte, com tabelas e mapas desdobráveis.  Brochado.

Observações:

Uma das poucas obras que abordam o surgimento deste comércio é o livro da historiadora Myriam Ellis, A Baleia no Brasil Colonial, onde encontramos relatos que nos auxiliam a compreender, não só a sua implementação no Brasil, como também a origem deste lucrativo comércio ao todo o mundo. Este livro de Ellis, publicado em 1969, quando muitas das fontes, hoje disponíveis, ainda não eram acessíveis por meio digital, recurso fundamental para o desenvolvimento desta e de outras pesquisas no Brasil actual. Este trabalho é fundamental na medida em que permite o entendimento da mecânica que regia essa atividade e dos recursos necessários para a inserção da pesca da baleia no litoral do Brasil no século XVII.

 

Da wikipédia:

" ... A prática de pescar baleias com arpões foi inaugurada no Brasil no início do século XVII, por influência direta de pescadores bascos instalados na Bahia. Desde o início, precisamente em 1614, a Coroa estabeleceu o Monopólio sobre esta atividade, garantindo o seu controle dos impostos, da qualificação social dos seus administradores e do destino do produto da pesca. A indústria baleeira “foi uma das que Portugal permitiu no Brasil Colonial”. Durante o século XVII, a Bahia foi a principal produtora de óleo, mas, com o aval da Coroa para implementação de novas armações sempre descendo pela costa brasileira, já no século XVIII as principais armações eram as do sul – Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Sabe-se do surgimento no total de 14 ou 15 armações ao longo do litoral brasileiro nestes dois séculos.

O auge da pesca das baleias começa em 1765, ano em que é feita a unificação de todos os contratos de pesca da baleia no Brasil, refletindo a época das reformas pombalinas; a partir daí proliferam construções de novas armações (em Santa Catarina são construídas 4 das 6 ou 7 armações da capitania ). O período de grande produção na indústria baleeira termina no ano de 1789, decaindo sem recuperação a partir daí. Esta queda da produtividade é reflexo, por um lado, da redução do número de baleias pescadas, que se deve à extinção e à concorrência inglesa e norte-americana que pescava as baleias em alto-mar antes de chegarem à costa e estava se maquinizando. E, por outro lado, dos métodos utilizados na confecção do óleo, que são tidos como falhos pelos observadores da época, devido à quantidade de desperdício. Uma causa da falta de competitividade da indústria baleeira brasileira e destas técnicas falhas pode ter sido o privilégio do monopólio que “parece ter-lhe entravado um maior avanço técnico, o que constituiu, tempos depois, um dos fatores de sua decadência” .[10] Com esta queda na produção, aliada à influência do pensamento político-econômico liberal e dos observadores críticos da indústria baleeira, a Coroa extingue o monopólio em 1801.

No século XIX, as armações baleeiras começaram a desaparecer. Para a liberalização desta atividade, as armações foram postas à venda pela Coroa, e, enquanto não havia interessados – como de fato não houve até 1816, a não ser com relação às duas armações no norte – a sua administração ficou com o governo. A maior parte das armações não foram compradas, e a administração, tanto da Coroa quanto do Império, não foi cuidadosa e não conseguiu levantar novamente a indústria baleeira.

Em algumas armações, com a inadimplência dos pagamentos dos administradores locais e dos trabalhadores escravos, havia fugas, e até mesmo utilização da estrutura da armação por pescadores estrangeiros, principalmente norte-americanos. Várias estratégias foram tomadas para se desfazer das armações para interessados particulares, como contratos anuais, arrendamentos, até o desmonte com as vendas das peças e instalações. Ao longo do século, no Rio de Janeiro, São Paulo e em Santa Catarina, as armações foram sendo abandonadas, restando apenas 2 armações na Bahia, que já estavam em mãos de particulares, e continuaram a pequena atividade até meados do século XX..."

Preço:35,00€

Referência:14145
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:APARIÇÃO
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1959. In-8º de 254-(1) págs. Brochado e com uma pequena rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de rosto. Muito bom exemplar com as capas de brochura perfeitas

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra-prima de Virgílio Ferreira, que descende directo de uma linhagem literária existencialista que vai de Albert Camus, André Malraux, Lúcio Cardoso até Sartre, que através de seus escritos literários: romances, peças, novelas e contos; relataram o espanto de existir e viver, o absurdo da condição humana diante da vida e principalmente da morte e a falta de sentido na existência.

"Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. No chão da velha casa a água da lua fascina-me. Tento, há quantos anos, vencer a dureza dos dias, das ideias solidificadas, a espessura dos hábitos, que me constrange e tranquiliza..."

Preço:80,00€

Referência:14143
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:VAGÃO J
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1946. In-8º de 232 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, estando apenas a capa muito ligeiramente amarelada, devido à acção do temnpo sobre a qualdiade própria do papel. Nestas condições, RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreendido pela PIDE sendo considerada como uma das mais IMPORTANTES OBRAS DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS. A lindíssima capa de brochura é desenhada por Victor Palla. Inserido na prestigiada colecção de literatura neo-realista portuguesa Novos Prosadores da Coimbra Editora

Observações:

Um dos livros de Vergílio Ferreira censurados durante o Estado Novo, sobretudo pela exposição da miséria social e da categorização da sociedade.

Assim, e resumindo, Vagão J gera-se entre dois espaços de ficção: a estrutura social, claustrante, e a estrutura de espanto, que preenche o espaço de alargamento, desclaustrante. O homem e a vida possíveis no primeiro espaço são caraterizados pela linearidade provocada pelo dinheiro, significante aniquilador que abafa todas as outras dimensões possíveis no ímpeto de esmagar. Gera-se assim a claustração para os ricos e para os pobres. Estes últimos, como não têm acesso à parte agradável desse espaço, veem-se privados de uma linguagem ordenada, que hierarquize, compartimentando, a vida. E a partir dessa linguagem cuja sintaxe põe lado a lado vários planos, hierarquizados valorativa e topograficamente no discurso dos ricos, se gera o alargamento em que os contrários se harmonizam e em que a linearidade monótona se quebra em favor da recuperação circular de novas dimensões a partir dos momentos de espanto, que vão enriquecer de novos tons a Harmonia (tal como o canto de Maria do Termo), encontrada numa organização possível dos momentos de espanto – aquilo a que chamei estrutura de espanto.” (Helder Godinho)

Preço:150,00€

Referência:14141
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:MANHÃ SUBMERSA
Descrição:

Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa, 1954. In-8º de 234-(1) págs. Brochado. Exemplar em "mint-condition", ainda com os cadernos por abrir. As ilustrações são de António Charrua, em linólelo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

“... Considerei o terror a nota dominante desta narrativa, terror religioso que se esgota na liturgia dos mortos e se esvanece com a ‘morte’ do Deus do terror. É todo um mundo (o das crenças da infância, de uma fé, aliás bem distorcida, alimentada naqueles terrores da morte e do inferno) que se desmorona, para dar lugar a um mundo marcado de uma visão adulta, mas vazia de Deus...”  (Maria Joaquina Nobre Júlio)

"... Às noções-chave de espanto, angústia, alarme e solidão, que marcam uma direção existencial, há que acrescentar agora, quando o existencial transcende para o metafísico, a noção de silêncio. Esta palavra marca em Manhã Submersa o início de um processo que se acentuará consideravelmente nos romances vergilianos posteriores, protagonizados pelo intimismo metafísico de um sujeito em absoluta solidão existencial, uma vez que lhe falhou a sua comunicação com o mundo...” (José Gavilanes Laso)

Preço:180,00€

Referência:14140
Autor:FITZLER, M. A. H.
Título:O CÊRCO DE COLUMBO últimos dias do domínio português em Ceilão. Rompimento das Hostilidades pelos Holandeses até à rendição de Columbo (1652-1656).
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-4º de XXV-236-(1) págs. Br. Exemplar com os cadernos inteiramente por abrir. Capas de brochura com ocasionais picos de humidade estando o miolo muito limpo. Inserido na colecção das "Memórias do Instituto de Coimbra" de que apenas se publicou esta obra. RARO.

"... Actual Sri Lanka, ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana (tradição greco-latina), Serendib (trad. árabe) e Hsi-lan (trad. chinesa). Os primeiros contactos com os portugueses deram-se em Setembro de 1506 com a chegada de Dom Lourenço de Almeida a Columbo, e uma possível arribada a Galle. A hipótese de esta viagem ter ocorrido em 1505 (Castanheda) está hoje posta de lado. Uma viagem de João da Nova em 1501, embora plausível (cf. Bouchon), não se encontra documentada. Ceilão ocupou uma posição semi-periférica no sistema português do Índico. País exportador de canela, elefantes, areca e pedras preciosas, exerceu sobre os portugueses uma forte atracção comercial desde 1506, ano em que se estabeleceram relações amistosas com o rei de Kotte, Dharma Parakramabahu IX (r. 1489-1513). Os soberanos budistas de Kotte interessaram-se pelos portugueses enquanto comerciantes, mas também na sua função militar, desenvolvendo desde cedo esforços para atrair as forças do Estado da Índia ou mais genericamente soldados portugueses à ilha com vista à sua participação em conflitos locais e nas guardas palacianas. Em 1518 foi estabelecida, por ordem de D. Manuel e no seguimento de um pedido do rei de Kotte Vijayabahu VI (1513-21) uma primeira fortaleza portuguesa em Columbo. Por consequência de um conflito surgido nesta ocasião, o rei cingalês foi feito vassalo da coroa portuguesa, passando a pagar páreas anuais de canela num regime tributário formalizado. A fortaleza seria porém abandonada em 1524, devido à incapacidade que ambas as partes revelaram em coordenar o pagamento de tributos por parte de Kotte com as contrapartidas militares do lado português.

Nas décadas de 1520 e 1530, as relações portuguesas com Ceilão passaram por contactos diplomáticos esporádicos e pela consolidação de uma comunidade de algumas dezenas de indivíduos portugueses no reino de Kotte. Sob pressão militar crescente por parte do reino vizinho de Sitawaka, saído de uma partilha no seguimento da morte de Vijayabahu em 1521, Bhuvanekabahu VII (1521-51), rei de Kotte, viu-se compelido em 1533 a assinar um tratado permitindo a transacção da canela, para além das páreas, sob condições muito vantajosas para os portugueses. Em 1542-43 uma embaixada de Kotte a Lisboa reforçou o contrato de vassalagem de 1518, estabeleceu o jovem príncipe Dharmapala como sucessor de Bhuvanekabahu VII, e abriu Ceilão à actividade missionária dos franciscanos capuchos da Província da Piedade (ver artigo Missionação em Ceilão). Durante a década de 1540 intensificou-se o interesse dos portugueses pelos diversos reinos de Ceilão, incluindo Sitawaka, Kandy, Jaffna, as Sete Corlas e os chefados da parte oriental da ilha (Welasa, Bintenna, Batticaloa, Trincomalee). Esboçaram-se então, em Columbo, Cochim e Goa, os primeiros planos para a conquista e a missionação da ilha como um todo, muitas vezes em diálogo com soberanos ou candidatos alternativos aos tronos locais.

Após a morte de Bhuvanekabahu VII em 1551, o vice-rei Afonso de Noronha estabeleceu pessoalmente uma nova guarnição em Columbo, reforçada em 1554, a qual subsistiria até 1656. O despojo do principal templo budista de Kotte, o Templo do Dente de Buda (Dalada Maligawa), por ordem de Noronha, minou porém a legitimidade do novo rei Dharmapala (1551-97), causando uma transferência maciça de lealdades para o rei de Sitawaka, Mayadunne (1521-81). O filho de Mayadunne, Rajasinha I (c.1581-93), viria a ser o principal senhor nas terras baixas anteriormente controladas por Kotte.

Durante as décadas de 1550-80, a presença portuguesa oficial viu-se confinada ao reduzido território remanescente do reino de Kotte, cujo cerco por Sitawaka obrigava a saídas militares sazonais de pequena envergadura com o fim de abastecer a capital de víveres e bens de trato (a corte de Kotte foi transferida para Columbo em 1565). O rei Dharmapala (1551-97) aceitou ser baptizado pelos franciscanos em 1557, tomando por nome Dom João. Em 1580, assinou um testamento em que doava mortis causa o reino de Kotte à coroa portuguesa. Durante a década seguinte surgiram também sinais de um renovado interesse desta última por Ceilão. No entanto, as únicas fortalezas portuguesas na ilha nesta época eram a de Columbo e a de Mannar, estabelecida após a campanha de D. Constantino de Bragança a Jaffna em 1560 com o fim de controlar a navegação no Estreito de Palk e proteger uma incipiente comunidade de cristãos locais.

Foi na década de 1590 que se iniciou a conquista de Ceilão propriamente dita, com ordens explícitas dadas em Lisboa e Madrid. Uma primeira tentativa de controlar o reino de Kandy, colocando no seu trono um cliente cristão, D. Filipe Yamasinha, falhou em 1591. No mesmo ano, porém, André Furtado de Mendonça lograria colocar no trono de Jaffna um rei favorável aos portugueses, Ethirimanna Cinkam (1591-1616), e em 1593 morreria Rajasinha I, rei de Sitawaka e principal inimigo de Kotte, abrindo as portas a novas campanhas militares. No ano seguinte, Pero Lopes de Sousa, primeiro capitão geral da conquista de Ceilão, encarregava-se de conquistar o reino de Kandy e de colocar no seu trono Dona Catarina Kusumasanadevi, irmã de D. Filipe Yamasinha. A expedição acabou no desastre de Danture, fortalecendo a posição de Vimaladharmasuriya, rei budista (1591-1604) que casou com Dona Catarina em Kandy.

A partir de 1594, e até 1612, a capitania geral foi ocupada por Dom Jerónimo de Azevedo. Construíram-se, numa primeira fase, fortes em Ruwanwella, Galle e Uduwara. A morte do rei Dom João em 1597 levou à integração formal do reino de Kotte na Monarquia Católica de Filipe II, encorajando as autoridades a apostar na conquista dos territórios perdidos ao longo do século XVI, e ainda de outros reinos na ilha. Nesse ano, existiam já fortes e fortalezas em Galle, Matara, Kalutara, Negumbo, Chilaw, Gurubewila, Batugedara, Runwanwella e Kurwita/Delgamuwa e Sitawaka, e ainda tranqueiras em Malwana e Kaduwela. Com a conquista dos territórios das Quatro e Sete Corlas, a leste e a norte de Columbo, criaram-se fortes em Menikaddawara, Damunugashima, Mottapuliya, Diyasunnata, Attapitiya, Deewala, Alawwa, Etgaletota, Katugampola e Pentenigoda. O novo sistema de fortificações servia para estabilizar os territórios conquistados e bloquear os acessos a Kandy. Iniciou-se também, nestes anos, a inventariação das terras de Kotte (primeiro registo em 1599 pelo então nomeado vedor da fazenda de Ceilão; tombo extensivo em 1614-17). Quebrou-se, em 1602, o monopólio franciscano sobre as missões de Ceilão, abrindo as portas aos Jesuítas, Agostinhos e Dominicanos. No entanto, uma expedição de Azevedo a Kandy fracassada em 1603 (a “famosa retirada”) levou à desintegração do primeiro sistema de domínio territorial, exigindo a sua reconquista em 1605, enquanto Kandy via a subida ao trono do rei Senarat (1604-35). Nos anos seguintes lançaram-se repetidos ataques contra os territórios de Kandy, mas sem sucesso definitivo. Uma extensa revolta das populações do interior do Sudoeste, sob Nikapitiya Bandara, em meados da década de 1610, acabou por forçar os portugueses e o reino Kandy a um acordo de paz em 1617. Por este tratado, ficou o rei de Kandy vassalo da coroa portuguesa, salvaguardando a sua independência de facto em conformidade com as práticas cingalesas do século anterior.

Impedido de investir na conquista de Kandy, Constantino de Sá de Noronha pacificou entre 1618 e 1621 as terras baixas e enviou uma expedição naval para o Norte sob o comando de Filipe de Oliveira, que logrou anexar o reino de Jaffna ao Estado da Índia em 1619. Após uma capitania inexpressiva de Jorge de Albuquerque (1621-23), Sá de Noronha assumiu novamente o comando de 1623 até à sua morte em 1630. Os anos de 1623-28 viram uma relativa acalmia nas terras de Kotte e Kandy. Como reacção ao aparecimento de holandeses e dinamarqueses na ilha, os portugueses fortificaram Batticaloa e Trincomalee. Procederam também, ao longo da década de 20, à reforma das fortificações de Galle, Malwana, Manikaddawara e Columbo. Criaram-se duas vilas fortificadas para os lascarins, em Peliyagoda e Muleriyawa. Extenderam-se ainda as missões, numa estratégia que acabaria por levar ao alienamento de largas partes da população cingalesa.

Em 1630, Noronha avançou com o grosso das forças portuguesas para o reino de Uva, nas montanhas a Sul de Kandy, acabando cercado e aniquilado no “desastre de Randeniwela”. Em consequência, Columbo sofreu um cerco de 16 meses por parte das tropas do rei de Kandy, que levou a um novo tratado de paz em 1633. Quebrando as pazes em 1638, o geral Diogo de Melo de Castro avançou novamente para as terras altas, sofrendo uma derrota total em Gannoruwa. No mesmo ano, a fortaleza de Batticaloa caía nas mãos dos holandeses, que conquistavam ainda Trincomali (1639), Galle e Negumbo (1640). Negumbo seria recuperada em 1641, mas as tréguas luso-holandesas desse ano complicaram o quadro, onde entre Columbo (portuguesa) e Galle (holandesa) as principais terras produtoras de canela quedavam sob propriedade incerta, levando a vários anos de negociações complexas pontuadas por campanhas militares. A quebra definitiva das tréguas em 1652 preludiou o fim da presença portuguesa na ilha. Em 1655, os holandeses, aliados ao rei de Kandy Rajasinha II (1635-87), cercaram Columbo, que caía em Maio de 1656. Mannar acabou por perder-se em Fevereiro de 1658, e Jaffna em Junho do mesmo ano.

É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou “portuguesas” (“Portuguese Burghers”), nomeadamente em Columbo, no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.
..." (Autor: Zoltán Biedermann )

Observações:

Obra baseada em relatos e cartas encontradas na Academia das Sciencias, Biblioteca da Ajuda, Nacional de Lisboa, da Torre do Tombo, e do Arquivo Ultramarino pretendendo projectar alguma luz sobre o domínio português em Ceilão. Apresenta no final da obra um conjunto de Apêndices com a descrição da Fortaleza de Columbo e capítulos biográficos de todos os intervenientes da questão. Muito importante e já muito RARO de aparecer no mercado.

 

Preço:80,00€

Referência:14137
Autor:JORGE, Lídia
Título:O VALE DA PAIXÃO
Descrição:

Publicações Dom Quixote, lisboa, 1998. In-8º de 241 págs. Brochado, impecávelmente conservado.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Esta obra obteve váruios prémios literários entre eles o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Club Português de Ficção, Prémio Maxima de Literatura, Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prémio Jean Monet de Littérature Européenne (2000).


Nuno Martins (blog "O que leio"), diz-nos o seguinte sobre este título: "...

Este livro, retrata um periodo de cerca de 40 anos, numa família rural algarvia. Toda a acção, gira em torno das lembranças de um dos elementos da família, a filha/sobrinha/neta mais velha, que através dos seus actos, nos dá a conhecer a história do livro. Essa personagem, vai traçar um retrato composto de memórias, centradas noutro personagem principal, "Walter", o filho mais novo do clã Dias. Walter, cedo se torna o filho "rebelde", não querendo trabalhar nos campos com a família, fugindo e desobedecendo ao pai, tendo apenas como paixão desenhar pássaros e como companhia, uma manta de soldado. Numa das suas fugidas, Walter engravida uma rapariga, mas entretanto é enviado para a tropa pelo pai e prefere ir para a Índia cumprir serviço militar do que regressar a casa e casar. Para limpar a honra da família, essa rapariga é casada com o irmão mais velho de Walter, Custódio que é igualmente o braço direito do pai na gestão da casa, família e negócios. Desde o momento que Walter parte para a Índia inicia uma viagem sem fim, pelo mundo, fazendo disso o seu modo de vida, regressando apenas uma vez a casa. É a partir desse regresso, que a história é contruída, correndo em paralelo a história de Walter, da sua sobrinha (que é mais do que sua sobrinha), e restante clã Dias, cujos filhos aos poucos "fogem" do trabalho do campo, abandonando o pai, emigrando para vários países da América para fazer fortuna. Lídia Jorge, com este livro faz um retrato da vida e costumes de Portugal da década de 50 à de 80, através dos olhos de uma rapariga que cresce nesse periodo, que observa e participa nas mudanças profundas que ocorrem na sua família, e ao mesmo tempo na busca que ela faz ao seu passado, para se poder reconciliar com o presente.

O livro tem um linguagem muito íntima, suave e melancólica, é uma história muito bonita que se lê muito bem...".

 

Preço:15,00€

Referência:14122
Autor:MANRIQUE, Sebastião
Título:ITINERÁRIO DE SEBASTIÃO MANRIQUE
Descrição:

Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1946. In-8º de 2 volumes com XV-324-429 pags. Brochados. Ilustrados em separaddo sobre papel couché facsímile da edição de 1608 e com um mapa desdobrável da região onde Manrique passou a maior parte do tempo relatado na obra. Ligeiro empoeiramento das capas mas miolo muito limpo. 

Edição organizada e prefaciada por Luís Silveira.

Observações:

Frei Sebastião Manrique, natural da cidade do Porto, e foi ermita Augustiniano, professou no convento de Goa no ano de 1604; mandado por Frei Luís Coutinho, provincial da congregação da Índia, no ano de 1628 às missões de Bengala, em cujo ministério consumiu o largo espaço de treze anos; regressou a Roma por terra, onde foi eleito definidor geral, e Procurador Geral da província de Portugal. A curia de Roma transferiu-o para Londres no ano de 1669, em cuja jornada um seu criado o matou com o intento de lhe roubar o dinheiro que levava. Este foi o trágico fim que teve Fr. Sebastião Manrique, digno certamente de outro mais feliz pelas largas peregrinações que fez em obséquio da religião cristã, nos reinos do Pegu, Mogor, Cochinchina (Vietnam), ilha de Macassar, e outros emporios do oriente, cuja memória permanece eternizada em alguns escritores. O Itinerário de Sebastião Manrique, de valor universal, teve uma adaptação romanceada em Inglaterra com grande aceitação.

"... Como é sabido, nas diferentes geografias orientais, coalhadas de reis e tiranetes, nada, absolutamente nada se conseguia se não viesse acompanhado pelo respectivo presente.

Tomemos como exemplo a epopeia de Sebastião Manrique, frade agostinho, autor do Itinerário, o relato de uma das aventuras mais fascinantes do início da centúria de Seiscentos, obra bem mais conhecida no estrangeiro do que em Portugal.

Goa, pela sua importância política e posição geoestratégica, foi, para o monge agostinho, local de diversas passagens e prolongadas estadas. A Companhia de Jesus era então o mais moderno, culto e prestigiado organismo, e, por esse motivo, tinha a seu cargo a administração do afamado hospital local, com tal nível de excelência que muitos o consideravam superior ao Hospital do Espírito Santo, em Roma, ou à Enfermaria dos Cavaleiros de Malta, os dois estabelecimentos de referência naquela época. Diz-nos Sebastião Manrique que na janta, numa ampla sala desse hospital, serviram-lhe coisas agradáveis, “um frango a cada doente”, salientando que os pratos e os copos eram de porcelana Ming, então uma raridade na Europa. Consta que o lorde tesoureiro Burghley, ministro das finanças da Inglaterra, ao deparar com a preciosidade oriental pensou tratarem-se de tijelas, copos e pratos “de porcelana branca guarnecidos a ouro”, desde logo considerando ser essa a prenda ideal de ano novo para à rainha Isabel.

Em 1628, Manrique parte de Cochim para Uglim a bordo de um navio mercante, o Santo Agostinho, carregado de búzios, essas grandes conchas usadas como trombetas e (ainda hoje) utilizadas nos templos hindus, e em si um objecto  apetecido, susceptível de ser utilizado como prebenda. Se cortados em rodelas, os ditos búzios serviam de adorno às mulheres. Esta pequena achega, aparentemente fora do contexto, serve para demonstrar a diferença do conceito daquilo que é um presente de acordo com as diferentes culturas.

Os produtos chineses foram protagonistas na gestação e fortalecimento da feitoria de Uglim, que esteve na origem da metrópole de Calcutá. Relatam-nos as crónicas coevas que, em 1577 o imperador mogol Acbar mandou chamar um mercador e aventureiro de nome Pedro Tavares. O português, previdente, viu uma excelente oportunidade de negócio, e aproveitou-a. Garantiu uma entrega anual de quantos objectos de luxo chineses fossem requeridos, desde que lhe permitissem construir uma cidade importante em Uglim, para residência dos seus compatriotas e dos respectivos padres. Pelo teor da oferta, ficamos com uma vaga ideia de quão significativo era o comércio feito pelos portugueses ao longo da costa da China, duas décadas apenas após a fundação da cidade de Macau.  Acbar acedeu face aos desejos de Tavares e logo deu instruções ao vice-rei de Daca, a cuja jurisdição pertencia Uglim, no sentido de conceder todas as facilidades possíveis, não se esquecendo de avisar, simultaneamente, que se houvesse qualquer interrupção nos fornecimentos, o vice-rei naturalmente perderia o seu lugar. Assim, pode-se dizer que foi graças aos presentes chineses transportados pelos portugueses que Uglim singrou muito rapidamente, atraindo pessoas das mais variadas crenças e nações.

Também o poderoso Sirisudhammaraja, rei de Arracão (região do actual Myanmar), beneficiou dos presentes oriundos da China. Era dever dos oficiais, em todas estas monarquias, enviarem despachos pelos estrangeiros de elevado estatuto social, especialmente quando estes transportavam presentes para o rei, como era o caso. Manrique, que se fazia acompanhar pelo capitão Gonçalves Tibau – sobrinho do homónimo Sebastião Gonçalves Tibau, misto de aventureiro e pirata, senhor absoluto durante largos anos da ilha de Sundiva, ao largo do actual  Bangladesh – tinha dado a conhecer a sua chegada e, como incentivo adicional, mandara “ao governador da província de Perorem” um presente de “quatro tabuleiros chineses cheios de cravos-da-índia, canela, pimento e cardamomo especiarias que no local não podiam obter-se e haviam sido importadas para Djanga pelos navios portugueses que vinham de Java e de Samatra”.

Note-se que as ditas prebendas eram servidas, invariavelmente, em tabuleiros de fabrico chinês.

Manrique e o companheiro receberiam do governador, como moeda de troca, “cinquenta galinhas, dois gamos, quatro sacos de arroz perfumado, que era uma especialidade de Chebuba, ilha perto da costa, situada ao sul e manteiga, frutas e doces”. Satisfeitos com a retribuição, os viajantes ofereceram ao filho do monarca “doces à moda da Europa, maçapães de formas fantásticas que divertiram o rapaz”.

Numa posterior etapa da épica jornada rumo a Mrauk-U, capital do reino, outras ofertas se seguiram, primeiro “a um inspector” e, posteriormente, “a um almirante”. Consistiam “em quatro tabuleiros dourados cheios de especiarias e mais outro com três peças de seda chinesa, duas de cetim e uma de veludo, tendo cada uma peça de largura bastante para uma saia”. Também neste caso, antes foi aberto o caminho com a oferta de maçapães, certamente para lhes adoçar a boca. Diz-nos Manrique que o capitão Tibao fez sinal aos criados “para trazerem doces e bolos, os maçapães que tão apreciados tinham sido em Perorem”. (preciosa informação obtida no Instituto Internacional de Macau)

Preço:45,00€

Referência:14126
Autor:OLIVEIRA, (Francisco Xavier de Oliveira) - Cavaleiro de
Título:CARTAS INÉDITAS ( 1739 – 1741 )
Descrição:

Publicadas por A. Gonçalves Rodrigues, Coimbra, 1942. In 8º de  VIII-326-{2} págs. Encadernação meia inglesa com cantos e lombada em pele. Conserva capas de brochura. Exemplar em excelente estado de conservação.

Observações:

O autor nasceu em 21 de Maio de 1702, na cidade de Lisboa e veio a morrer em Hackney a 18 de Outubro de 1783. Fidalgo da Casa Real exerceu o lugar de Oficial do Tribunal de Contas e nomeado, por morte de seu pai, secretário do Conde de Tarouca, nosso embaixador em Áustria.

Esta obra, contem um conjunto de cartas dirigidas a várias personalidades, nacionais e estrangeiras, da vida política, religiosa e literária da sua época, publicadas em Londres em 1745 "... um misto desigual de lietratura e vida, de espessa erudição e delicada ironia, - um dos mais vivos documentos humanos que o nosso século XVIII nos legou ..." (do prefácio).

Preço:40,00€

Referência:14164
Autor:PIMENTA, Alberto
Título:A VISITA DO PAPA.
Descrição:

& ETC, Lisboa, 1982. In-8º de 19-(1) págs. Br. Integrado na original colecção «& etc e tal»

Observações:

Editado em 1982 aquando da primeira vinda do Papa a Portugal. Uma das sátiras poéticas mais abertamente críticas de Alberto Pimenta, onde temos o desfile das diferentes ações da sociedade portuguesa à espera do ilustre chefe de igreja.

Preço:25,00€

Referência:14129
Autor:PIMENTEL, Luis Serrão
Título:PRATICA DA ARTE DE NAVEGAR - 2ª edição.
Descrição:

Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1960. In-8º de XI-194-(1) págs. Brochado (com ligeiro corte no canto inferior direito, sem prejuizo algum da estrutura da capa). Miolo muito limpo sem qualquer defeito que se possa apontar.

Observações:

Prefácio de A. Fountoura da Costa. Edição Comemorativa do V Centenário do Infante D. Henrique.

Ricamente ilustrado no texto com reproduções de esquemas trigonométricos de esferas e tabuadas de declinações solares, de que é autor de dois processos de cáculo, instrumentos de medição e assim como, em extra-texto, reproduções coloridas dos mapas de praças contidos no códice original. Publicação da obra manuscrita, em 1673, por um aluno do oitavo cosmógrafo-mor de Portugal - Luís Serrão Pimentel (1613-1679) - coligindo as lições do mestre e ilustrando com 15 mapas coloridos com os principais portos da costa portuguesa e das suas colónias. O final da obra apresenta um conunto de Roteiros relacionados com o Cabo Finisterra até Cadiz, Cabo Espartel e costa da Barbaria, Roteiro de Portugal para o Brasil (Pernambuco, Porto Seguro, Fernando de Noronha, Baixos de São Roque, Pedra Furada, etc...).
 

Depois de ter cursado Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, Luís Serrão Pimentel seguiu a carreira militar, embarcando na nau Nossa Senhora do Rosário para a Índia em 1631. Não chegou, no entanto, ao destino, ficando-se por Pernambuco. Depois dessa viagem aplicou-se ao estudo das Matemáticas, Cosmografia e Arte de Navegar, tendo chegado ao cargo de Cosmógrafo-mór do reino em 1641. Este precioso manuscrito é uma compilação das aulas do Cosmógrafo na Escola de Pilotos que um seu discípulo coligiu e ilustrou.

Preço:45,00€

Referência:14150
Autor:TORGA, Miguel
Título:MONTANHA. Contos de ...
Descrição:

Coimbra.1941. In-8º de (6)-181-(1) págs. Brochado. Exemplar em magnífico estado de conservação, quase "mint-condition" não fosse o ligeiro e insignificante amarelecimento marginal das capas de brochura. Miolo imaculado, muito limpo e fresco.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta apreciadíssima e rara obra apreendida pela PIDE aquando a sua distribuição. O bom estado de conservação aliado à raridade da obra tornam esta espécie bibliográfica extremamente rara e PEÇA DE COLECÇÃO.

 

 

Observações:

Montanha publicado em 1941, foi logo apreendido pela polícia política. Em carta de Abril desse ano, Vitorino Nemésio, solidarizando-se com o amigo, escreveu a propósito dessa apreensão: «Acho a coisa tão estranha e arbitrária que não encontro palavras. De resto, para quê palavras se nelas é que está o crime?».

É um livro composto por 23 contos, que descrevem e demonstram os comportamentos, as emoções e as gentes de uma aldeia trasnmontana durante o regime ditatorial fascista de Salazar. Neste ano, Torga publica diversos livros: o volume primeiro do Diário, o volume de teatro Terra Firme-Mar e um de contos Montanha. Em 1955, o autor faz uma edição (a segunda) no Rio de Janeiro, com o título Contos da Montanha, que circula clandestinamente em Portugal.

 

 

Preço:275,00€

Referência:14163
Autor:TORRES & BAÊNA, João Carlos Feo Cardoso de Castello Branco ; Visconde de Sanches de
Título:MEMORIAS HISTORICO-GENEALOGICAS DOS DUQUES PORTUGUEZES DO SECULO XIX por ... junto com: COSTADOS DAS FAMÍLAS ILLUSTRES DE PORTUGAL, ALGARVES, ILHAS, E INDIAS de José Barbosa Canaes de Figueiredo Castello Branco
Descrição:

Por ordem e na Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1883. In-4º de (7)-807 encadernado junto com o segundo título Impressão Regia, Lisboa, 1822 (aliás, Arqº de Documentos Históricos, 1930), in-4º de XII-95-(3) págs. Encadernado ambos num volume único, meia francesa em pele preta sem cantos, dizerres dourados na lombada. Exemplar sem capas de brochura, ligeiramente aparado e trabalho de traça nas primeiras 3 folhas, sem afectar a a leitura na mancha tipográfica. Lombada ligeiramente coçada perdendo à cabeça a cor do pigmento.
 

Observações:

Contém desdobráveis com árvores de costados de várias famílias aristocráticas.
A obra devido à sua extensão ultrapassou a possibilidade material e temporal dos autores; além da genealogia inclui a história e a política portuguesa no século XIX. Após a morte de Feo a obra foi continuada por Sanches de Baena (1822-1909). Natural de Vila do Conde, emigrou para no Brasil onde casou em 1859, voltou a Portugal, e foi feito visconde em 1869 por D. Luís I. A parte mais focada desta obra é a história e a genealogia das casas ducais portuguesas existentes no século XIX que deu a justificação aos autores para escreverem sobre todas as restantes famílias titulares suas contemporâneas no século XIX. Os titulares (marqueses, condes, viscondes e barões) citados ao longo desta extensa obra encontram-se num índice. O `assunto principal` - os duques portugueses - incluem o Duque de Vitória, descendente de Arthur Wellesly, também duque de Wellington. As outras casas ducais mencionadas são: Cadaval, Lafões, Terceira, Palmela, Saldanha, Loulé e Ávila e Bolama. INOCÊNCIO III, 339 e III, 204: `João Carlos Feo Cardoso de Castello Branco e Torres, Fidalgo da Casa Real, Commendador da Ordem de Avis, Tenente-Coronel reformado, socio correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. Nasceu no 1.º de Outubro de 1798, filho de Luiz da Mota Feo e de sua mulher D. Leocadia Thereza Possidonia de Lima e Mello Falcão Van-Zeller. Morreu em 1868. - Resenha das Familias dos Titulares de Portugal, dos pares do reino e dos fidalgos que têem exercicio no Paço. Acompanhada da descripção historica e genealogica das mesmas familias, etc. Lisboa, na typ. da sociedade typographica franco-portugueza, 1863. 8.º gr. a impressão pela morte do auctor, e pela fallencia dos primeiros editores j. melchiades & c.ª, estabelecidos em lisboa na rua aurea, ficou interrompida desde a pag.736, e comprehendendo as familias dos duques de Lafões, de Cadaval, da Terceira, de Palmella, e de Saldanha. Só faltava no primeiro tomo d`esta obra as dos duques de Loulé e de Avila e Bolama. O Sr. Visconde de Sanches de Baena, um dos mais conscienciosos investigadores genealogicos, propoz-se a continuar o trabalho de Feo, o que a Academia Real das Sciencias aceitou, deliberando que a impressão corresse por sua conta e saísse de seus prelos. A obra, ampliada ou completada pelo sr. visconde, é provavel que sáia com o titulo de Resenha Biographica e Genealogica das Familias de todos os Duques em Portugal, nossos contemporaneos, etc. alguns colleccionadores possuem o trabalho incompleto de Feo, salvo, segundo consta, da venda a peso do papel impresso, que lhe pertencia. Na Bibliotheca Nacional existe um exemplar. No ante-rosto lê-se o seguinte titulo: Resenha das Casas Titulares de Portugal, etc. - Cadaval, Lafões e duques. Houve confusão no modo de descrever a ultima obra impressa de Feo, pela indecisão em que estava o illustre continuador e meu amigo, Sr. Visconde de Sanches de Baena, no titulo com que a publicaria. As folhas impressas pelos editores Melchiades & C.ª, de que se fallou, nada têem de commum com as que a Academia Real das Sciencias mandára imprimir ainda em vida de Feo, e que chegaram até pag. 737. D’ahi em diante é obra do dito sr. visconde e saíu a final sob o titulo de Memorias Historico-Genealogicas dos Duques Portuguezes do Seculo XIX.

Do segundo título encadernado junto da obra, teve uma tiragem de 500 exemplares e é facsímile da edição de 1822.
 

Preço:100,00€

Referência:14162
Autor:[ANDRADE, José Calheiros Magalães e]
Título:REGRAS DAS CINCO ORDENS DE ARCHITECTURA SEGUNDO OS PRINCPIOS DE VIGNHOLA, com hum ensaio sobre as mesmas Ordens feito sobre o sentimento dos mais celebres Architectos
Descrição:

Impressão Régia, Lisboa, 1830. In-4º de frontspício alegórico+VII-154pp + 82 estampas abertas a buril. Encadernação coeva inteira de carneira com decoração dourada ao gosto da época, também com rótulo de pele preta na lombada com dizeres a ouro. Esta apresenta defeitos de uso nas charneiras e zonas marginais das pastas. Miolo limpo e papel mantendo a sonoridade própria. Assinaturas de posse no frontispício.
Ao presenta exemplar faltam as gravuras numeradas nº 2 e 81. Rúbricas de posse no frontspício e no verso deste, página branca (sem impressão) toda manuscrita com historial de pertence do livro até 1922.
 

Observações:

Esta tradução é feita por José Calheiros Magalhães Andrade e dedicada a D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho (1735-1822). Conheceu uma primerira edição em 1787, e ainda, segundo Inocêncio, duas outras posteriores à presente.

Inocêncio, t.IV, 287; t. XII, 270

Preço:275,00€
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