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TARRAFAL o pântano da morte

em Ultramar & Brasiliana - HISTÓRIA

Referência:
13896

Autor:
OLIVEIRA, Cândido

Palavras chave:
Cabo Verde | Ditadura | Salazar

Ano de Edição:
1974

18,00€


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Título:
TARRAFAL o pântano da morte
Descrição:

Editorial República, S/L, 1974. In-8º de 152-(4) págs. Br. Capa com ilustração de Stuart Carvalhais. Livro com alguns sinais de uso.

Observações:

Livro publicado postumamente e bastante expressivo sobre  a Colónia Penal do Tarrafal, na Ilha de Santiago e que estava estava destinada a receber os presos condenados a pena de desterro pela prática de crimes políticos.


"... à memória dos 30 mortos que repousam no cemitério do Tarrafal; aos mártires do campo de concentração do Tarrafal de Santiago de Cabo verde; aos heróis e mártires da luta antifascista..."


Com uma nota prévia de  José Magalhães Godinho, "... Curvo-me, respeitoso, comovido, e com a maior saudade perante a memória do meu querido amigo e companheiro Cândido de Oliveira, homem íntegro, lutador intemerato, um dos sacrificados e uma das grande vítimas, pelo muito que sofreu, pelas brutalidades inumanas de que foi objecto, nesse negregado período do salazarismo que só por ironia, maldade e má fé, ainda há quem teime em considerar um regime meramente paternalista!"


Excerto:
"Para além da espessa e alta muralha de terra, do profundo e largo fosso, da intrincada e agressiva teia de arame farpado está o Campo.Colónia e Campo não têm ali a mesma compreensão. Justificadamente. A Colónia significa toda a área da Achada Grande, de um quilómetro quadrado, adquirida pelo Estado, e desgarrada da jurisdição do governador de Cabo Verde para ficar directamente dependente do capitão Agostinho Lourenço da PVDE.A área da Colónia não pertence nem depende do Ministério das Colónias. É zona autónoma. As autoridades locais não têm a menor jurisdição sobre aqueles terrenos nem sobre os indivíduos que neles vivem. Nem ali podem entrar sem prévia autorização do director do Campo de Concentração, que depende sob todos os aspectos do Ministério do Interior.É uma dependência da PVDE! Como o Forte de Caxias ou o Forte de Peniche ou a cadeia do Aljube. Enquadra-se na série de depósitos de presos à disposição da polícia política, e sujeitos à autoridade discricionária do capitão Agostinho Lourenço- o Krammer português- o que lhe permite transferir livremente o preso político de um depósito para outro... A passagem do Aljube para Caxias ou de Peniche para o Tarrafal é da competência do director da PVDE!Deste modo, a Colónia, é terreno feudal. Nem o Ministério da Justiça, nem o Ministério das Colónias, nem qualquer outra autoridade pode intervir ou conhecer o que se passa no Tarrafal".

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