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Livros do mês: Junho 2021
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Montra de Destaques

Referência:14795
Autor:AAVV
Título:A ILHA. À Memória de Sebastião da Gama.
Descrição:

Editor Élio Santana, Setúbal (Tipografia Sado), 1957. In-8º de 16 págs. Brochado. Com um retrato colado de Sebastião da Gama. Capa ilustrada com composição surrealista. Tiragem limitada a 300 exemplares, de circulação muito restrita. Picos de acidez, também marginal e lombada restaurada.

O único exemplar que encontrámos referido corresponde ao descrito na BN.
Desconhecido das principais bibliografias consultadas sobre Sebastião da Gama.
RARO.

 

Observações:

Colaboração de Artur Ribeiro, César Pratas, Manuel Tomé, Maria Elisa Reynaud, Maria Manuel, Miguel de Castro, Sebastião da Gama, Artur Ribeiro.

Encerra um inédito de Sebastião da Gama - A ILHA,  poema que dá o título à plaquete.
 

Preço:60,00€

Referência:14757
Autor:AAVV
Título:OS GOVERNOS DA REPÚBLICA 1910 | 2010
Descrição:

Edição dos autores, Lisboa, 2011. In-8º de 575-(1). Brochado. Ilustrado com retratos dos políticos biografados. Impressão de luxo sobre papel couché de gramagem superior.

Observações:

Autoria colectiva de Alberto Laplaine Guimarãis, Bernardo Diniz de Ayala, Manuel Pinto Machado e Miguel Félix António. Obra quando publicada teve a destacada apresentação do então Presidente da República, Jorge Sampaio. Este livro traça a história de Governos e Presidências da República, desde a sua implantação em 1910, não esquecendo os retratos biográficos dos seus titulares. Tendo sido publicada por ocasião do centenário do regime republicano em Portugal.

"... Nasce assim este livro (...) numa edição dos autores, traezemos agora aos leitores, investigadores, políticos e historiadores, ou meros curiosos pela história da República. Interessados por simples episódios políticos que podemos rever através dos apontamentos que retratam a vida dos que nos governaram duarnte este período ou pela própria composição dos diferentes governos que naturalmente reflectem as circunstâncias políticas da época ...".

Preço:27,00€

Referência:14738
Autor:AAVV
Título:PORTUGUESE EXPANSION OVERSEAS AND THE ART OF IVORY
Descrição:

National Comission Fot The Commemoration of the Portuguese Discoveries, Fundação, Calouste Gulbenkian, 1991. In-fólio de 205-(1) págs. Brochado. Ricamente ilustrado ao longo de 610 fotografias a cores representando inúmeroas peças seleccionadas de estimada valor artísitico e escultórico

Observações:

Trata-se da melhor publicação sobre o tema da Arte do Marfim de influência portuguesa na Índia, Ceilão, China e Japão. É uma edição inglesa do catálogo da importante exposição sobre a arte do marfim em Portugal realizada em 1991 na Fundação Calouste Gulbenkian.

Preço:65,00€

Referência:14787
Autor:ALMEIDA, Fialho d'
Título:O PAIZ DAS UVAS com 49 desenhos de Julião Machado. Reproduções de Guillaume Frères & Cª, de Paris.
Descrição:

Magalhães & Moniz (Porto), M. Gomes Editor, Lisboa, 1893. In-8º de 248-(2) págs. Encadernação meia francesa em pele grenat com dizeres dourados na lombada. Conseva as capas de brochura. Ligeiro aparo marginal e insignificante mancha de humidade no pé da lombada, área da charneira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Magnífica edição de grande cuidado gráfico deste livro rotulado por Fidelino de Figueiredo como sendo o mais belo e mais original livro de contos da moderna literatura portuguesa.

Neste volume de contos, textos como "Pelos campos" e "Ao sol" oferecem descrições de paisagens idílicas, enquanto "A Princesinha das rosas" e o "Conto do Almocreve e do Diabo" manifestam incursões do fantástico. Chamamos atenção para o último conto, "Três cadáveres", que apresenta a evolução psicológica do médico João da Graça, desde a visão ultrarromântica e mórbida do cadáver da sua amada até à frieza e ao desprendimento científicos no seu trabalho de patologista.

Preço:50,00€

Referência:14701
Autor:ALORNA, Marquesa de
Título:OBRAS POETICAS DE D. LEONOR D'ALMEIDA PORTUGAL LORENA E LENCASTRE, Marqueza d'Alorna, condessa d'Assumar, e d'Oeynhausen, conhecida entre os poetas portugueses pelo nome de ALCIPE.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1844. Seis tomos encadernados in-4º com XLVIII-307-(8), 383-(12), 299-(4), 289-(2), 330-(4) e 527-(8) págs. Encadernação coeva meia inglesa em calf verde com dizeres e florões ao gosto romântico na lombada. Primeiro volume encerra um retrato litografado da Marquesa de Alorna.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO INVULGAR.

Observações:

Reunião das obras escritas e traduzidas pela Marquesa de Alorna e que foram publicadas postumamente.

Tomo I: Noticia Biographica (pag. V a pag. XLVIII) das três épocas pricipais da sua vida: 1ª- menina e donzella; 2ª- Condessa d' Oeynhausen; 3ª- Marqueza d' Alorna.; Poesias compostas no mosteiro de Chellas; Poesias escriptas depois da sa­hida do mosteiro de Chellas.
    Tomo II: Continuação das poesias lyricas, escriptas depois da sahida do mosteiro de Chellas.
    Tomo III: A primavera, tradução livre do poema das Estações de Thompson; os primeiros seis cantos do Oberon, poema de Wieland, traduzidos do alemão; Darthula, poema traduzido de Ossian; tradução de uma parte do livro I da llliada em oitava rima.
    Tomo IV: Recreações botanicas, poema original em seis cantos; O Cemiterio d'aldeia, elegia, imi­tada de Gray; O Eremita, balada imitada de Goldsmith; Ode, imitada de Fulvio Testi; Ode de Lamartine a Filinto Elysio, traduzida; Epistola a lord Byron, imitação da 2ª meditação de Lamartine; imitação da 28ª meditação do mesmo poeta, intitulada: Deus.
    Tomo V: Poetica de Horacio; Ensaio sobre a critica, de Pope; O roubo de Proser­pina, poema de Claudiano em quatro livros .
    Tomo VI: Paraphrase dos cento e cinquenta salmos que compõem o Psalterio, em várias espécies de ritmo seguida da paráfrase do varino cânticos bíblicos e hinos da igreja.


Da Infopédia:
"... Poetisa, tradutora e pedagoga portuguesa, nascida em 1750 e falecida em 1839, D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, mais conhecida por Marquesa de Alorna, foi uma figura de rara erudição, autora de uma obra epistolar ainda por descobrir e grande divulgadora das novas ideias vindas da Europa.
Neta da marquesa de Távora, foi encerrada, ainda menina, no convento de Chelas, pelo facto de o seu pai ter sido preso, acusado de participar no atentado ao rei D. José. Aí passou a sua juventude (1758-1777), saindo apenas após a morte do Marquês de Pombal. No recinto eclesiástico, onde viveu desde os 8 anos, ocupava o tempo com música, poesia e com os amigos e pretendentes literatos que alimentavam a sua formação arcádica. Entre estes homens iluminados destaca-se o Padre Francisco Manuel do Nascimento, mais conhecido pelo seu pseudónimo Filinto Elísio, que lhe deu lições e a batizou com o nome arcádico de Alcipe, alimentando as suas precoces tendências filosóficas, tolerantistas, cientistas e progressistas. Em 1779, casou com um oficial alemão naturalizado português, o conde de Oeynhausen, e viajou por Viena - onde ele foi nosso ministro -, Berlim e Londres. Nessas estadias desenvolveu o gosto pela poesia sentimentalista ou descritiva, traduzindo ou imitando Delille, Wieland, Buerger, Goëthe, Young, o pseudo-Ossian, Gray e Thomson. Falecido o irmão primogénito, herdou o título de Marquesa de Alorna, por que se tornou mais conhecida. Em Paris, D. Leonor frequentou o salão de Madame Necker e conheceu, em 1780, Madame de Staël, com quem depois, no seu exílio londrino, se relacionou mais intimamente. No entanto, o francesismo da marquesa de Alorna é mais de divulgação de autores pré-românticos ou já românticos, franceses ou conhecidos através da França, do que de funda consciência cultural. Enviuvou em 1793, ficando com seis filhos para educar. A fundação, por parte da marquesa, da Sociedade da Rosa, concebida para frustrar a ameaça napoleónica, levou à desconfiança de Pina Manique e ao consequente exílio em Londres numa quase miséria. De regresso a Portugal, fez dos seus salões de S. Domingos de Benfica focos das novas ideias estéticas, pela frequência de literatos de diversas gerações, desde os últimos árcades até aos primeiros românticos como Herculano. A sua extensa obra denuncia tendências diversas como o arcadismo, presente nas suas traduções de autores greco-latinos, que vão a par de outras traduções de autores modernos; a poesia cientista (Recreações Botânicas) e o sentimentalismo e melancolia expressos em algumas composições. Percorreu os mais variados subgéneros e estruturas formais (epístolas, odes, sonetos, éclogas, elegias, canções, apólogos, epigramas, cantigas), colorindo-os ora de laivos de filosofismo, ora de sentimentalismo pré-romântico ...".
 

Preço:285,00€

Referência:14691
Autor:BARROS, M. Marques de
Título:LITTERATURA DOS NEGROS contos,cantigaseparábolas
Descrição:

Typographia do Commercio, Lisboa, 1900. In-8º de 119-(3) pags. Brochado (capa anterior solta).  Ilustrado com vinhetas decorativas e pautas musicais. Acidez genealizada dada a fraca qualidade do papel sob acção do tempo secular.

PRIMEIRA EDIÇÃO

RARO.

Observações:

Importante recolha  de  contos,  cantigas  e  parábolas da Guiné.  Encerra transcrições de textos como  "a   noiva   da  serpente"   (conto   mandinga)   à  "história   de   Sanhá" (conto   mandinga),  à  cantiga  "Sum"»  (canto  marítimo),  ao  "malan»  (canto  de  uma  escrava),  etc.  Todas estas recolhas são  acompanhadas  de  notas muito interessantes quer para a história  quer para a etnologia.  

 

Preço:35,00€

Referência:14712
Autor:BELO, Ruy
Título:BOCA BILINGUE
Descrição:

Edições Ática. Lisboa. 1966. In 8 ° de 116-(2)I págs. Brochado. Exemplar em exceelnte estado com miolo impecável.

Observações:

Trata-se do terceiro livro do autor, de circulação restrita na época, sendo portanto os exemplares que hoje surgem no emrcado bastante invulgares, senão mesmo raros.

Segundo Gastão Cruz, na edição mais recente publicada na Assírio, no prefácio a essa edição «Ao invocar, no poema de abertura do seu livro, a poesia como "palavra impossível", Ruy Belo passa-lhe o único atestado que pode certificá-la como poesia, um estremecimento da linguagem, ou, talvez mais precisamente, o estremecimento das mãos do poeta, recebendo, em tempos inaugurais, as folhas dactilografadas do livro, das mãos de quem, antes da publicação, ele quisera que as lesse

Preço:75,00€

Referência:14755
Autor:CAMPOS, J. J. A.
Título:HISTORY OF THE PORTUGUESE IN BENGAL with maps and illustrations by ... with an introduction by The Hon'ble Mr F. J. Monahan
Descrição:

Butterworth & Co, Calcutta-Londo, 1919  (aliás: Asian Educational Services, New Dehli, 1998). Encadernação editorial em skivertex vermelho, com ferros secos e dizeres dourados lavrados nas pastas e na lombada. Ricamente ilustrado com mapas antigos, desdobráveis . Exemplar impecávelmente bem conservado, como novo.

Observações:

Trata-se do facsimile da obra originalmente publicada em 1919, que trata da recolha de factos relativo às actividades comerciais, políticas e religiosas dos Portugueses em Bangal, actividade esta pioneira no panorama europeu da época. Os portugueses foram os primeiros a introduzir o catolicismo em Bengal e os seus missionários de ordens distintas activas em todos os seus estabelecimentos. Neste livro é igualmente tratado o declíneo do poder português nas Índias oreintais e as hostilidade entre os portugueses em Bengal e o Emperador Mughal, culminando com o ataque Mughal em Hughli, a defesa heróica e a sua trágica queda.

Preço:39,00€

Referência:14730
Autor:CASTRO, Augusto de
Título:AS MULHERES E AS CIDADES
Descrição:

Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa, 1958. In-4º de 150-(1) págs. Brochado com sobrecapa acrílica editorial. Nítida impressão a duas cores, negro e castanho, sobre papel de superior qualidade. Muito bem conservado com o miolo irrepreensívelmente bem apresentado.

 

Segunda edição melhorada e ilustrada com belíssimos e elegantes desenhos de Júlio Gil, de quem também são as vinhetas e desenhos de remate. Exemplar autografado pelo punho do escritor.

Observações:

Belíssimo livro de prosa. No prefácio:

"... Simplesmente, as cidades, como as mulheres, só se dão, não àquelas que as amam - ms àquelas que as sabem amar. E, como acontece no capricho eterno dos amores humanos, entre as cidades como entre as mulheres, as mais belas não são as amadas . [...]  Há cidades, como certas mulheres, que respiram um misterioso fluido de encanto e sedução. [...] São os homens que fazem a cultura duma raça – mas são as mulheres que fazem a civilização dum povo. A alma das cidades é sempre uma alma feminina. [...] ".

Preço:23,00€

Referência:14589
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:SALOMÉ e outros poemas
Descrição:

Livraria Moderna de Augusto D´Oliveira Editor, Coimbra, 1896. In-8º de (6)-88-(3) págs. Encadernação coeva (?) em chagrin vermelho, com cantos. Pastas com cercaduras douradas e lombada fina e elegantemnte decorada a ouro com elaborados ferros. Ambas a capas de brochura preservadas e com raros picos de humidade. Miolo muito limpo. Guardas em papel tintado manualmente. Ligeiro aparo generalizado. Nítida impressão de esmerado apuro gráfico sobre papel algodão de qualidade superior.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Eugénio de Castro (1869-1944) foi autor responsável pela introdução do Simbolismo em Portugal.

Preço:90,00€

Referência:14723
Autor:LIMA, Ângelo de
Título:POEMAS in Orpheu 2 e outros escritos
Descrição:

Hiena Editora, Lisboa, 1984. In-8º de 58-(3) págs. Brochado. Como novo.

Observações:
Preço:13,00€

Referência:14797
Autor:LUÍS, Agustina Bessa
Título:O MANTO
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1961. In-8º de 294 págs. Brochado. Capa de brochura ilustrada. Ligeiro vinco, superficial, junto à charneira.

OSTENTA UMA DEDICATÓRIA AUTÓGRAFA.
PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:
Preço:55,00€

Referência:14689
Autor:MEIRELES, Cecília
Título:ANTOLOGIA POÉTICA com poemas inéditos
Descrição:

Editora da Autora, Rio de Janeiro, 1963. In-8º de 256 págs. Brochado. Exemplar em exceelnte estado de conservação.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Além de ser uma edição de autora, apresenta ainda poemas inéditos.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?

 

Preço:40,00€

Referência:14646
Autor:MELO, Romeu de
Título:SOBRE A LIBERDADE
Descrição:

Estúdios Cor, Lisboa, 1973. In-8º de 404-(4) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de cosnervação.

Observações:

Antologia de textos desde Platão aos anos setenta do séc. XX, incluindo autores portugueses como Alcântara Nogueira, José Marinho, Álvaro Ribeiro, Pinho de Almeida e Orlando Vitorino. com prefácio e selecçao de Romeu de Melo.

Preço:18,00€

Referência:14753
Autor:PACHECO, Luiz
Título:LITERATURA COMESTÍVEL
Descrição:

Editorial Estampa, Lisboa, 1972. In-8º de 168 págs. Brochado. Capa de Soares Rocha. Foto da capa de Armando Vidal. Exemplar impecavelmente bem conservado.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Reúne alguns dos textos de crítica virulenta, exercitando um estilo que o Autor derrama por cima de valores culturais como sejam Figueiredo Sobral, João Gaspar Simões, Fernando Namora ou Mário Braga.
Encerra textos como "O que é um escritor maldito?", "O Picasso das Caldas", "Surrealismo e Sátira", "O Nemésio na Academia" e "Crueldade Testicular", entre outros (ver Indice aqui reproduzido nas fotografias anexas).

Preço:50,00€

Referência:14583
Autor:PIMENTA, José Augusto
Título:MEMORIA HISTORICA E DESCRIPTIVA DA VILLA DO BARREIRO
Descrição:

Typ. do Diccionario Universal Portuguez, Lisboa, 1886. In-4º de XII-116 págs. Ilustrado à parte sobre papel de gramagem e qualidade superior. Belíssimas vinhetas capitulares alegóricas. Encadernação coeva em percalina azul com elaborados ferros secos e dourados numa bonita composição em cercadura que emoldura os dizeres nas pastas. Impressão sobre papel de relativa qualidade, tão própria da época, apresentadno-se como tal intensa oxidação. Folha que compreende as páginas 3 e 4 solta. Ostenta uma dedicatória autógrafa a um antigo reitor da Universidade de Coimbra.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

 

José Augusto Pimenta (1860-1940), será sempre citado como o autor da primeira obra sobre a história e as origens da localidade onde nasceu. Embora incompleta, a monografia mereceu na altura na impresna rasgados elogios quando do seu aparecimento. Historiadores posteriores (como Armando S. Pais) não tiveram dificuldades em apontar certas deficiências, mas é mais que justo salientar que aquela obra de investigação partiu praticamente do zero.
Na página 1, lê-se o seguinte:

"... Na margem esquerda do Tejo, a nove kilometros proximamente ao sul de Lisboa, n´uma bem situada planicie, saudavel e lavada pelo norte, fica collocada a importante villa do Barreiro.
Não podemos determinar precisamente a data da sua fundação, mas o que nos afigura fóra de toda a duvida é que este sitio começou a ser povoado por pescadores vindos do Algarve que, attrahidos pela grande abundancia de peixe e marisco das aguas do Tejo, bem como pelo excellente mercado que lhes fornecia a cidade de Lisboa, vieram, pouco a pouco, desde muitos seculos, emigrando para estas paragens, onde se foram estabelecendo como actualmente sucede com o portinho d´Arrabida e tantos outros pontos da nossa costa.
O modo de fallar, bem como a accentuação da voz dos habitantes do Barreiro, tão differente do das outras povoações limitrophes, ainda as mais proximas, tem grande similhança com a dos povos do Algarve, bem como se nota ainda uma certa similhança de costumes ...”

Preço:75,00€

Referência:14697
Autor:Sem autoria
Título:CARTA CONSTITUCIONAL DA MONARCHIA PORTUGUEZA decretada e dada pelo Rei de Portugal e Algarves D. Pedro IV Imperador do Brasil aos 29 de Abril de 1826.
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1875. In-8º de 40 págs. Encadernação modesta coeva. Mancha de humidade ténue exclusiva à primeira página e rúbrica de posse coeva no frontspício.
 

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14603
Autor:Sem autoria
Título:MÉMOIRE PRESENTÉ PAR LE GOUVERNEMENT PORTUGAIS SUR LA RÉCLAMATION DU SUJET ITALIEN MICHELANGELO LAVARELLO soumise par accord des gouvernements italien et portugais a l'arbitrage de S. M. la Reine de Hollande.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1892. In-4º de 147 págs. Brochado. Cadernos por abrir, dedicatória autógrafa na capa de brochura. Papel acidificado e capas empoeiradas. Exemplar em bom estado.
 

Observações:

Curiosa memória sobre direito maritimo elaborado à custa de um caso particular sucedido em São Vicente de Cabo Verde no ano de 1884, em que Miguelangelo Lavarello, italiano, reclama ao governo português uma indemnização do montante de 165.000 francos pelo prejuízo que lhe causou o procedimento ilegal, abusivo e injustificável, usado pelas autoridades sanitárias portuguesas de São Vicente de Cabo Verde, em torno do vapor italiano Adria, as duas vezes que atracou nesta vila, a primeira vez no mês de Agosto, vindo de Gênes com destino a Argentina (La Plata), com paragem em São Vicente e a segunda vez no regresso a Europa, em Outubro do mesmo ano. Para a resolução do caso, foram chamados os Reis de Italia e  Portugal para submeter uma decisão arbitrária de um jurisconsul afim de nomear pelo governo holandês, o diferendo existente entre ambas as partes no seguimento da reclamação apresentada por Lavarello contra o governo português. Ao processo jurídico suplementa o Livro Branco e a curiosa descrição da viagem assim como os incidentes que motivaram o presente escrito em forma de memória.
 

Preço:60,00€

Referência:14711
Autor:SERPA, Alberto de
Título:LISBOA É LONGE.
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1940. In-8.º de 54(1) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação. Ilustrado com desenhos do pintor Paulo.

Exemplar enriquecido com uma dedicatória autógrafa à escritora Raquel Bastos.

Observações:

Primeira edição.

Alberto de Serpa frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra entre 1923 e 1926. Após regressar ao Porto foi empregado de comércio e de escritório e tornou-se posteriormente um profissional de seguros. Em 1936 esteve preso por motivos políticos. Mais tarde colaborou com a revista Presença e fundou, com Vitorino Nemésio, a Revista de Portugal exercendo em ambas o cargo de secretário. Colaborou ainda com várias revistas e jornais brasileiros. Publicou novelas, ensaios e poesia sendo esta última caracterizada por ter o condão de revelar o lirismo do quotidiano, recebendo até o "cognome" de Primeiro Poeta Português de Poesia Livre. Publicou junto com com José Régio as antologias Poesia de Amor e Na Mão de Deus.

Preço:40,00€

Referência:14604
Autor:SILVA, Antonio Diniz da Cruz e Silva
Título:O HYSSOPE - Edição critica, disposta e annotada por José Ramos Coelho, com um prólogo, pelo mesmo, ácerca do auctor e seus escriptos.
Descrição:

Empreza do Archivo Pittoresco, Lisboa, 1879. In-4º de (6)-461-(3) págs. ilustrado. Edição especialmente apreciada pelas ilustrações em xilogravura, da autoria Alberto, Hildibrand, Pedroso e Severini, segundo desenhos de Manuel de Macedo, ao longo do texto como em separado, de página inteira. Encadernação editorial de luxo, em chagrin na lombada com elaborados ferros gravados a seco e pastas com molduras estilizadas a circundar os dizeres e vinheta alegórica, gravada a ouro fino. Corte das folhas brunido a ouro. Ocasionais picos de acidez.

Observações:

Esta obra apresenta a particularidade de ser a PRIMEIRA OBRA HEROI-COMICO publicada em Portugal, durante o governo de Junot, cuja edição original terá sido impressa em Paris, em 1802 e da autoria de António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799), cujo pseudónimo arcádico era Elpino Nonacriense (um dos fundadores da Arcádia Lusitana).
No seu tempo, teve esta obra grande popularidade tendo sido traduzida para francês, inglês e alemão. Nela são ridicularizadas, sobretudo, a mentalidade escolástica e os abusos praticados pelas altas esferas da Igreja quando em 1768, o bispo de Elvas, " ... D. Lourenço de Lencastre, e o deão do cabido, José Carlos de Lara, tiveram um arrufo que pôs fim ao costume que o último tinha em obsequiar o hissope (ou aspersório, instrumento utilizado para aspergir água benta) ao bispo, sempre que este se dirigia à sé. Ofendido, D. Lourenço de Castro conseguiu que o cabido emitisse um acórdão para obrigar o deão a continuar a executar o antigo costume. O deão protestou ao cabido, ao bispo e até ao metropolita de Évora, vendo sempre baldados os seus esforços e acabando mesmo por morrer, poucos meses depois, sem ver alterada a sentença. Sucedeu-lhe no cargo um seu sobrinho, ao qual também se exigiu o mesmo, sob pena de repreensão e multa. Sem se deixar intimidar, o novo deão apelou desta vez à Coroa. Prevendo um desfecho malogrado, o bispo e o cabido acabaram por riscar os acórdãos do respectivo livro e negar tudo o que se tinha passado (...) Este caso, que durou à volta de dois anos, foi acompanhado de perto pelos habitantes de Elvas, entre os quais se encontrava António Diniz da Cruz e Silva, exercendo funções de magistratura junto do exército da cidade. Tendo sido um dos fundadores da Nova Arcádia, Diniz aproveitou os seus dotes poéticos para caricaturizar esta "bagatela", compondo assim uma obra intitulada O Hissope, que começava com os seguintes versos: Eu canto o Bispo e a espantosa guerra // Que o hissope excitou na Igreja d'Elvas.

 



 

Preço:80,00€

Referência:14693
Autor:SILVA, Manuel Luciano da
Título:PORTUGUESE PILGRIMS AND DIGHTON ROCK. The first Chapter in American History with 164 illustrations
Descrição:

Nelson D. Martins, Editor. Bristol - Rhode Island, USA, 1971. In-4º de 100-(2) págs. Brochado. Profusamente ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Edição original da tese que defende terem sido  os portugueses os primeiros a chegar ao continente americano, com a chegada dos irmãos açoreanos Corte-Real. Essa teoria é comprovada pela análise de uma grande formação rochosa ("Dighton Rock") em Massachussets, em que se podem ver vários escudos em V com disposições idênticas à cruz da Ordem de Cristo, usada nas velas das Naus e Caravelas Portuguesas, o nome Miguel Corte-Real e a data 1511.

Preço:60,00€

Referência:14695
Autor:VASCONCELOS, Frazão de
Título:ARCHIVO NOBILIARCHICO PORTUGUEZ
Descrição:

In-4º de 170 + 24 págs.+ 2 fls desdobráveis ( duas árvores de Costados ) + 2 estampas fora do texto.
São ao todo 14 fasciculos encadernados em 1 volume.
Conserva no final todas as capas de brochura dos fascículos. Aparado apenas à cabeça com carmim. Restantes margens muito desencontradas e intactas. Rica encadernação em chagrin negro com gravação de ferros dourados dispostos em casas fechadas na lombada. Pasta com filet também dourado a delimitar o papel armoreado manualmente do chagrin. Meia encadernação francesa sem cantos.

Conserva folhas volantes informativas timbradas do Academia Heráldica Portuguesa.

Antigo carimbo de posse safado no frontspício, sem prejuizo da mancha tipográfica.

Nestas condições é PEÇA DE COLEÇÃO

Observações:

As bibliografias consultadas assim como os três exemplares pertencentes à Biblioteca Nacional, descrevem apenas a existência de 12 fascículos publicados entre 1917 e 1919. O exemplar que apresentamos para venda, contem no entanto 14 fascículos, mencionando os 12 descritos e mais dois como sendo da 2ª série, publicados ambos em 1920.

De interesse camiliano dado se publicar aqui uma carta inédtia de Camilo (com data e destinatário desconhecido). Esta carta está publicada na segunda série desta publicação, facto este que contribui para a não identificação nas bibliografias Camilianas consultadas de José dos Santos, uma vez que se desconhecem os fascículos da egunda série. Consultando as folhas volantes que fazem parte desta coleção, deduz-se que tal facto se deve a ter sido mudado o regime de pagamento da subscrição e aquisição no final da seguinda série, aliado à sua periodicidade incerta.

Cremos que esta segunda série do ARCHIVO NOBILÁRQUICO é bastante rara pelas razões expostas.

 

Destacam-se ainda alguns dos capítulos desta publicação:

- DUQUES DE CADAVAL
- DUQUES de LAFÕES (Casa de Sousa)
- Breve noticia sobre a CASA DE BORDONHOS
- MENESES
- SOUZAS de Villa Pouca d`Aguiar
- Conde de Castro e Solla
- Dicionário Nobiliarquico Portuguez

 

Preço:275,00€

Referência:14754
Autor:VIDAL, Duarte
Título:O PROCESSO DAS TRÊS MARIAS - Defesa de Maria Isabel Barreno
Descrição:

Futura, Lisboa, 1974. In-8º esguio de 87-(2) págs. Brochado. capas de brochura com leves manchas e vincos superficiais. Miolo em bom estado de conservação.

Observações:

Na capa de brochura posterior:

"... Os censores portugueses, com o maquevielismo próprio das suas sinsitras consciências, remetem as três escritoras, como autoras de um livro pornográfico, Novas Cartas Portuguesas, para a Polícia encarregada da averiguação dos delitos comuns.
Tal acusação por pornografia e ofensas à moral pública, não foi mais do que um pretexto que escondia as verdadeiras causas da perseguição criminal promovida, que eram, essencialmente, de natureza política."

Apresenta os depoimentos de Urbanop Tavares Rodrigues, Augusto Abelaira, Natália Nunes, José Tengarrinha,  VAsco Vera de Almeida, Maria Lamas e Carlos Correia Gago (ver Indíce reproduzido nas fotografias anexas).

Preço:17,00€

Referência:14716
Autor:[BARBOSA, Jerónimo Soares]
Título:ESCHOLA POPULAR DAS PRIMEIRAS LETRAS dividida em quatro partes
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1796. In-8º de 4 tomos encadernados em 1 respectivamente com (2)-62, 75, (2)-89-VIII estampas desdobráveis e 123 págs. respectivamente. Encadernação coeva, em pele mosqueada com lombada cujos dourados são dispostos em casas abertas e com dizeres sobre rótulo de pele castanha clara. Encadernação com sinais de leves manuseamento, sem qualquer fragilidade estrutural e papel em excelente estado mantendo a sua sonoridade original. Estampa VI com mancha de tina marginal. Assinatura de posse coeva (datada de 1814 com o respectivo preço) no anterosto.

No final do volume, encontra-se encadernado junto um CATALOGO de alguns livros Portuguezes que s evendem na casa de António Barneoud, mercador de livros em Coimbra , ao longo de 4 páginas, onde refere a presente obra ornada, na terceira parte, com nove estampas. Os raros exemplares consultados, apenas um existente nas mãos de um bibliófilo privado, consta da IXª estampa que falta no nosso exemplar, estando todos os outros mancos desta mesma gravura desdobrável, e alguns até sem a estampa VIª, prática recorrente nesta obra.

No final da obra, na última página, encontra-se manuscrito com caligrafia muito legível e coevo à publicação, uma RECEITA ANTIGA para realização de tinta de escrever, receita distinta, sobre com a mesma finalidade, das que também se encontram impressas na 3ª parte deste título.

BASTANTE RARO.
 

Observações:

Encontra-se a presente obra dividida da seguinte forma, em quatro partes, todas com frontspício e numeração própria:
- ESCHOLA / POPULAR / (...) / PARTE PRIMEIRA. / ORTHOEPIA, / ou boa pronunciação, e leitura / da / lingua portugueza. // COIMBRA: / Na Real Imprensa da Universidade. / anno de 1796.
- ESCHOLA / POPULAR / (...) / PARTE SEGUNDA. / CATECISMOS, / de doutrina, e civilidade / christam, / Para Instrucção, e para Exercicio / da Leitura, // COIMBRA: / Na Real Imprensa da Universidade. / anno de 1796.
- ESCHOLA / POPULAR / (...) / PARTE TERCEIRA. / da / CALLIGRAPHIA, / e / ORTHOGRAPHIA, / ou arte de escrever bem / e certo / a lingua portugueza. // COIMBRA: / Na Real Imprensa da Universidade. / anno de 1796.
- ESCHOLA / POPULAR / (...) / PARTE QUARTA. / ARITHMETICA / VULGAR. // COIMBRA: / Na Real Imprensa da Universidade. / anno de 1796.

A obra foi publicada sem que o verdadeiro autor se identificasse na altura da publicação, mas identificada como sendo de Jerónimo Soares Barbosa (1737-1816). As terceiras e quartas partes apresentam, no verso do rosto, a taxação datada de 1797 o que permite concluir que este na realidade somente chegou a ser divulgado em 1797 (mesmo que a impressão já possa ter começado em 1796). Elas circularam na época todas independentes.
Não há  dúvidas quando à autoria desta obra como sendo Jerónimo Soares Barbosa, atribuída e comprovada pelo biógrafo Rodrigues de Gusmão
(1844), não obstante se observar  os poucos exemplares existentes nas principais bibliotecas portuguesas não se encontram atribuídos autoria sendo catalogadas como obras anónimas (exemplar da BN e da BGUC).

 

Sobre este título recomendamos um estudo recente muito detalhado por Rolf Kemmler (2012) em que conclui:
"... cremos que os opúsculos linguísticos de Soares Barbosa que pertencem à Eschola Popular podem e devem ser encarados como antecedentes linguísticos da Grammatica Philosophica do mesmo autor, mesmo que lhes seja própria uma orientação mais simplista que se deve à orientação para um público-alvo de alunos de ensino primário..." em que GRAMMATICA PHILOSOPHICA (1822, edição póstuma) " ... merece um lugar de destaque por servir como charneira entre as gramáticas portuguesas com influências das várias correntes da Grammaire générale francesa e a introdução do método histórico-comparativo na linguística ...". Atribui a Eschola Popular das Primeiras Letras como um manual metalinguístico de extrema importÂncia no ensino moderno da língua portuguesa.

Estamos a crer que esta obra serviu de inspiração à Cartilha Maternal de João de Deus, publicada um século depois.

A obra que apresentamos é pioneira no género do estudo e gramática da linguística portuguesa, por ser a primeira gramática, com
tónica claramente pedagógica, onde cada capítulo contém estratégias metodológicas dirigidas ao professor - a primeira no género na bibliografia portuguesa.
 

Preço:365,00€

Referência:14750
Autor:[HELDER, Herberto]
Título:A CABEÇA ENTRE AS MÃOS
Descrição:

Assírio e Alvim, lisboa, 1982. In-8º de 41-(7)págs. Brochado. Exemplar em magníficas condições de conservação.
Primeira edição.

Observações:

Colecção "Cadernos Peninsulares /Literatura". Livro inserido na colecção Cadernos Peninsulares/ Literatura. Na opinião de Nuno Júdice, a poesia de Herberto Helder  tornou-se um momento ímpar na afirmação daquilo que, em Portugal, se pode considerar como a mais conseguida realização do visionarismo poético ocidental, que recebe a herança de Rimbaud e Lautréamont e passa pelo surrealismo. Herberto Helder é sem dúvida, na opinião de outros críticos literários, o poeta mais importante da sua geração e a mais curiosa e intrigante personalidade do nosso experimentalismo. Radicando-se na tendência surrealista, a sua poesia revela uma excepcional riqueza de recursos expressivos com um grande poder encantatório gerando-se na zona originária do ser em que a criação absoluta torna imperioso ao poema “ ... vencer a fascinação do incriado e impor uma ordem e uma harmonia ao turbilhão interior ...” (António Ramos Rosa).

Preço:85,00€
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