Banner Homepage
 Aplicar filtros
Livros do mês: Junho 2020
Temas 
Palavras Chave 
Módulo background

Montra de Destaques

Referência:14277
Autor:autoria indefinida
Título:ARTE DA DANSA DE SOCIEDADE
Descrição:

Eduardo & Henrique Laemmert, Rio de Janeiro, s.d. (1874). In-8º de 136-VII ilustrações litográficas. Encadernação coeva, empoeirada, meia inglesa em pele com falhas  na lombada a necessitar de restauro. Carimbos a óleo de posse antigos no ante-rosto e frontspício. Miolo limpo e sem defeitos apontar.

Apresenta ainda o sub-título:

"... ensinada em lições claramente explicadas por meio de trinta e duas figuras gravadas e contendo além das contradansas geraes, das figuras da vaalsa, da polka, da schottisch e da redowa as marcas das contradansas provinciaes e de varias outras inteiramente novas inclusive: Les Landiers: Les Prouesses de Rocambole: La Jeunesse commerciale: La Princesse Imperiale dedicada aos Professores e curiosos."

Observações:

Trata-se da terceira edição aumentada do MAIS ANTIGO MANUAL DE DANÇA publicado no Brasil, no ano de 1854, ano este que conheceu duas edições. Demos conta de uma 4ª edição publicada em 1901.
Na época a reforma Couto Ferraz (Decreto nº 1.331, de 17 de fevereiro de 1854; Coleção de leis do império do Brasil – 1854. Rio de Janeiro, p. 45, v. 1, pt. I. ) aprova o regulamento para a reforma do ensino primário e secundário do município da Corte, a dança tornou-se obrigatória no Colégio Pedro II. Somente na década de 70 do séc. XIX, seria suprimida daquela instituição o que justificou a reedição deste manual com substancial aumento. O mesmo ocorrera em Portugal, desde a transição dos séculos XVIII e XIX, tendo a dança sido incorporado às exigências de educação, de homens e das mulheres, não só na aristocracia, mas também na classe média.

Preço:120,00€

Referência:14369
Autor:BRANDÃO, Raul & PASCOAES, Teixeira de
Título:JESUS CRISTO EM LISBOA. Tragicomedia em sete quadros.
Descrição:

Livrarias Aillaud e Bertrand. Lisboa. s. d. (1926). In-8º de 120 págs. Brochado. Rúbrica de posse coeva no frontspício.

Observações:

"Vinte séculos escoaram, e Jesus reencontra os mesmos males que não curou. Nada mais lhe resta do que fazer-se crucificar de novo. O Deus feito homem passa da cabana do cavador miserável ao gabinete do Comissário de Polícia, onde ele encontra o anarquista e o ladrão. Ouvimos a mulher honesta invejar cruelmente o insolente luxo da prostituta; assistimos à reunião do Conselho de Ministros, onde perpassa o pavor dos estragos que pode causar, no mundo moderno, a pregação de uma doutrina de humildade e de pobreza; na Catedral, encontramos o Diabo e Jesus face a face; o próprio poeta duvida que um Deus verdadeiro possa aparecer na Lisboa do nosso tempo; todavia, este Deus está de facto ali, sob a forma humana, e os poderosos do dia decidiram que deveria morrer pela segunda vez..." [Philéas Lebesgue, Lettres Portugaises (excerto), in Mercure de France, n.º73, tomo CCVIII, Paris, 1.12.1928.]

Preço:70,00€

Referência:14468
Autor:CANEDO, Fernando de Castro da Silva
Título:A DESCENDÊNCIA PORTUGUESA DE EL-REI D. JOÃO II
Descrição:

Edições Gama. Lisboa. MCMXLV-MCMXLVI. 1945-1946 (aliás, 1993 - Livraria Fernando Santos). In-4º de 3 volumes com 603, 413 e 479 págs. respectivamente. Brochados com os cadernos por abrir. Edição de cuidada execução gráfica impressa em papel de elevada qualidade. Exemplares impecáveis não fossem as capas com ligeiro empoeiramento.

Trata-se da segunda edição da obra numa tiragem limitada a 500 exemplares levando o presente o nº 206, assinados pelo editor e livreiro Fernando Santos. Ilustrado com várias estampas em separado, entre elas um retrato de D. João II, além de numerosas árvores genealógicas em folhas desdobráveis.

Observações:

Inclui prefácio muito elogioso de D. António Conde de São Payo. No prólogo o autor explica o método que seguiu para elaborar este estudo que lhe tomou 15 anos de trabalho. Obra enriquecida com notas, que esclarecem várias questões e onde transcreve documentos, com correcções e aditamentos, índices de cada volume e um índice geral alfabético de toda a obra. A obra, "fruto de beneditino trabalho do Tenente-Coronel Fernando de Castro da Silva Canedo, é de todas as publicadas em Portugal sob este plano - o de explorar a descendência de determinado indivíduo - por certo a mais extensa, volumosa e exaustiva", segundo escreve o Conde de São Paio, D. António, no prefácio.

O ramo principal dos descendentes de D. João II, deu origem à casa de Aveiro (Duques de Aveiro e Marqueses de Torres Novas), que teve um fim trágico, sendo o 8º Duque de Aveiro executado de forma brutal em Janeiro de 1759, acusado de atentar contra a vida do rei D. José. O autor refere parte da carta de D. Duarte Nuno, Duque de Bragança, que declara os Condes de Alcáçovas legítimos representantes dos títulos da Casa de Aveiro. Do casamento de D. João II com a infanta D. Leonor houve apenas um filho, o príncipe herdeiro D. Afonso que, na flor da idade, com apenas 16 anos, morreu sem deixar herdeiros do seu casamento com a infanta D. Isabel de Espanha, que viria depois a ser rainha de Portugal pelo casamento com D. Manuel I.

A "Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II" corresponde, assim, à dedução genealógica da descendência do senhor D. Jorge, duque de Coimbra, nascido de uma ligação do Rei com D. Ana de Mendoça e abrange todas as grandes famílias da nobreza portuguesa. Uma obra fundamental dos estudos genealógicos, trabalho realizado com grande rigor e abrangendo o vasto âmbito de todos os descendentes do Príncipe Perfeito "Explorou a corrente do seu sangue até à última gota do mais pequeno regato que nela vai haurir...a vida" .

 

Preço:140,00€

Referência:14247
Autor:CASIMIRO, Augusto
Título:CALVÁRIOS DA FLANDRES
Descrição:

Renascença Portuguesa, Porto, 1920. In-8º de 213-(2) págs. Brochado. Capa de brochura ilustrada por Sousa Lopes. Acidez geenralizada própria da qualdiade do papel. Rubrica de posse antiga no frontspício. Exemplar em bom estado, muito limpo. Exemplar do terceiro milheiro (2ª edição).

Observações:

Oficial do exército português, Augusto Casimiro participou na Campanha da Flandres (1917-1918) o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Foi poeta, memorialista, jornalista e comentarista políticoe destacado opositor republicano ao regime político do Estado Novo. Fez parte do grupo que fundou a Renascença Portugueza (1912) e, dez anos mais tarde, do grupo de intelectuais que lançou a revista Seara Nova, que dirigiu entre 1961 e 1967.

Do índice: Portugal e Flandres; 9 de Abril, Cálvarios da Flandres; Searas da Morte; Prisoneiros; Enfermeiras da Grande Guerra, Oração Lusiada, o Rapto das Donzelas; Depois do Amristício; A oração da Trincheira; da Vitória, etc ...

Preço:25,00€

reservado Sugerir

Referência:14333
Autor:CORREIA, Natália
Título:POEMAS
Descrição:

(Lisboa) 1955. In-8º de 100-(1) págs. Brochado. Capa ilustrada com desenho de Martins Correia. Capas apresentado forte acção de Lepismatídeos nas margens. Miolo impecável, sem defeitos apontar. Valorizado por uma muito expressiva dedicatória autógrafa de Natalia Correia.

Observações:

Segundo livro de poemas da autora. BASTANTE RARO

Preço:90,00€

Referência:14460
Autor:DAEHNHARDT, Rainer
Título:PÁGINAS SECRETAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Descrição:

Edições Nova Acrópole, Lisboa,1995. Dois volumes cartonados de in-8º de 191 e 227 págs, respectivamente. Encadernação editorial ilustrada, assim como Ilustrado se apresenta ao longoda obra e em extra-texto.

Observações:

Esta obra é um compêndio de várias histórias, mais ou menos secretas organizado por  este historiador luso-alemão acrescentando sempre a sua análise e as fontes a que recorreu para abordar diversos casos omissos e falsas verdades da História de Portugal.

Abordam-se perguntas como, entre muitas outras:

Damião de Goes foi assassinado porque sabia demais? Houve um "Artigo Secreto" no tratado da aliança luso-britânica? A custódia de Belém esteve quase a ser derretida para cunhar moeda? O Mosteiro da Batalha foi vendido em hasta pública para servir de pedreira? Os antepassados de D. Afonso Henriques vieram do Báltico? Os lusitanos eram cristãos-arianos? Lisboetas já tinham ido aos Açores antes dos homens enviados pelo Infante D. Henrique?

Do Índice:

Volume I

- Um Deus Lusitano disfarçadamente ainda venerado
- O secretismo acerca dos Vândalos
- A origem Borgonhesa da 1ª dinastia portuguesa
- Dom João I, Fernão Lopes e a mudança da data
- Porque assassinaram Damião de Goes?
- O Avanço tecnológico do armamento português e sua influência nos contactos co outras culturas
- Lusitânea é a Coroa da Europa
- Para evitar Nova Guerra Portugal comprou o Brasil à Holanda
- O Conde de Lippe, um Homem de Espanto
- Moeda Falsa oficializada
- Dom Fernando II e seu amor por Portugal
- A Aliança Luso-Britânica e sua cláusula secreta
- Campos de concentração portugueses
- Serviço de correio estrangeiro a funcionar em Portugal

Volume II
- Terão Moçárabes lisboetas chegado aos Açores?
- Acerca da pergunta: "Quem foi Lopo de Calvo"?
- Contactos Luso-coptas
- Os cristãos de São Tomé
- Fernão de Magalhães não traiu Portugal
- Um presente português que mudou o Extremo-Oriente
- Uma investigação alemã sobre o falso (?) D. Sebastião
- O sebastianismo, a lenda messiânica portuguesa
- Um canhão no Cabo da Roca
- Uma carta de brasão espanhola passada em Lisboa
- O Duque de Schomberg, herói da Guerra da Restauração
- Uma rainha da Grã-Bretanha passou uma sentença de morte no Brasil
- Zeppelins nos Açores e Madeira
- Perdemos a nossa "Rampa de Lançamento"

Preço:45,00€

Referência:14359
Autor:EINSTEIN, Albert
Título:LA THÉORIE DE LA RELATIVITÉ restreinte et généralisée (Mise a la portée de tout le monde) par ...
Descrição:

Gauthier-Villars et Cª, Éditeurs, Paris, 1921. In-8º de 120 págs. Encadernação coeva, meia inglesa com cantos em pele marron, com título gravado na lombada, ao alto. Exemplar por aparar, sem capas de brochura.

Observações:

Traduzido pela primeira vez para francês, a partir do original alemão em segunda edição por J. Rouvière e com um prefácio de Émile Borel.
Publicado pela primeira vez em 1916, este trabalho permitiu aos interessados na Teoria da Relatividade, do ponto de vista filosófico e científico, adquirir um conhecimento mais exacto quanto possível, mesmo na ausência de profundas bases das matemáticas e das físicas teóricas. Esta edição saiu no mesmo ano que obteve o Prémio Nobel (1921). Conheceu posteriormente até nossos dias, sucessivas actualizações com acrescento das apresentações em Congressos da especialidade.
 

Albert Einstein (1879-1955), figura das mais influentes do seu tempo, trabalhou na Suissa, Alemanha e EUA. Transformou radicalmente a compreensão do universo tendo tirado partido dele, as estâncias de maior importância político e social da época. Einstein estabeleceu a Teoria do Movimento Browniano e o conceito quantico do fotão. Mas a ele deve-se sobretudo a Teoria da Relatividade e Equivalência da Massa e Energia (E = mc2).

Do índice, lê-se:

I - La relativité restreinte.
1 - La Physique et les lois de la Géométrie.
2 - Le système de coordonnées.
3 - L'espace et le temps dans la Mécanique classique.
4 - Le système de coordonnées de Galilée.
5 - Le principe de relativité (au sens restreint).
6 - Le théorème de la composition des vitesses d'après la Mécanique classique.
7 - Incompatibilité apparente de la loi de propagation de la lumière et du principe de relativité.
8 - La notion du temps en Physique.
9 - La relativité de la simultanéité.
10 - Au sujet de la relativité de la notion de distance dans l'espace.
11 - La transformation de Lorentz.
12 - Modifications des longueurs et des horloges en fonction de leur mouvement.
13 - Le théorème de la composition des vitesses. Expérience de Fizeau.
14 - La valeur actuelle de la théorie de la relativité.
15 - Conséquences générales de cette théorie.
16 - La théorie de la relativité restreinte et l'expérience.
17 - L'espace à quatre dimensions de Minkowski.

II - La théorie de relativité généralisée.
18 - Principes de la relativité restreinte et généralisée.
19 - Le champ de gravitation.
20 - L'identité de la masse d'inertie et de la masse pesante comme argument en faveur du postulat de la relativité généralisée.
21 - En quoi les fondements de la Mécanique classique et de la théorie de la relativité restreinte sont-ils insuffisants ?
22 - Quelques conséquences du principe de relativité généralisée.
23 - Modifications des horloges et des règles de mesure sur un système de comparaison animé d'un mouvement de rotation.
24 - Continuum euclidien et non euclidien.
25 - Les coordonnées de Gauss.
26 - Le continuum de temps et d'espace de la théorie de la relativité restreinte considéré comme continuum euclidien.
27 - Le continuum de temps et d'espace de la théorie de la relativité généralisée n'est pas un continuum euclidien.
28 - Expression exacte du principe de relativité généralisée.
29 - La solution du problème de gravitation d'après le principe de relativité généralisée.

Réflexions sur l'univers considéré comme un tout.
30 - Difficultés cosmologiques de la théorie de Newton.
31 - La possibilité d'un univers fini et cependant non limité.
32 - La structure de l'espace d'après la théorie de la relativité généralisée.

Appendice.
- Comment on peut établir simplement la transformation de Lorentz .
- Le monde à quatre dimensions de Minkowski.
- Quelques mots sur la vérification de la théorie de la relativité généralisée par l'expérience.

Preço:75,00€

Referência:14494
Autor:FERRO, António
Título:BATALHA DE FLORES
Descrição:

H. Antunes & Cª Editores, Rio de janeiro, 1923- In- 8º de 162-(8) págs. Encadernação meia francesa com florões e dizeres a ouro na lombada. Conserva capas de brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques. Corte das folhas grosadas
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Apreciada recolha de crónicas anteriormente publicadas na imprensa diária de Lisboa, em torno doperfil da mulher moderna, neta da mulher vitoriana, livre e audaciosa, assim como retrata a Baixa Lisboeta de então.

Preço:35,00€

Referência:14298
Autor:FONSECA, Branquinho da
Título:A POSIÇÃO DE GUERRA drama em um acto
Descrição:

Composto e impresso na Tipografia da “Atlântida”, Coimbra, 1931. In-4.º de 15-(1) págs. Br. Capa da brochura impressa a duas cores, com o aspecto modernista que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações. Ilustrado com um desenho de José Régio, impresso em página inteira. Ligeiro e insignificante restauro na capa de brochura posterior

RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira incursão na escrita dramática de Branquinho da Fonseca que é não só uma das mais raras e representativas peças do seu Teatro, como  também uma das apreciadas edições «Presença», revista de que o autor foi fundador e director.

 

Preço:150,00€

Referência:14321
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:CIDADELAS SUBMERSAS
Descrição:

Livr. Nacional, Covilha, 1961. In-8º de 65-(7) págs. Br. Com capa e ilustração extra-texto de Manuel Baptista, Integrada na colecção Pedras Brancas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Os poemas
são cidadelas para os
lábios

Mais longe as sentinelas
do espaço
e os degraus do oceano
no contorno das pálpebras

Na hora anterior
ao vidro das lágrimas
a mulher ocasionou o parto
das cidades

e as plantas
foram úteros reflexos
de água
gerando no lodo
o vício do ódio
submerso nas palavras

Preço:40,00€

Referência:14484
Autor:LISBOA, Irene
Título:COMEÇA UMA VIDA.
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 134-(4) págs. Encadernação moderna, meia inglesa com cantos em pele. Oreserva as capas de brochura, o Exemplar ostenta todas as margens intactas.

Observações:

Novela ilustrada por Maria Keil do Amaral . PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de Irene Lisboa, utilizando ainda aqui o seu pseudónimo João Falco, considerado um dos mais originais autores da literatura portugesa.

Preço:45,00€

Referência:14263
Autor:LOPES, A.
Título:NOVO METHODO DE DANÇAS DE SALÃO OU O VERDADEIRO GUIA DAS DANÇAS MODERNAS, Composto expressamente para uso dos portuguezes
Descrição:

Papelaria e Typ. Azevedo, Porto, 1885. In-8º de 354-(12) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele vermelha com dizeres e florões a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com gravuras abertas a chapa de aço em extra-texto representando os diferentes tipos de danças, inclui também partituras para piano para diferentes tipos de danças de salão.  Com uma fotografia do autor. Ornada com 42 gravuras representado técnicas e estilos de dança e 10 partituras em desdobráveis de maiores dimensões. Texto emoldurado à maneira romântica. Ligeiro aparo marginal. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO (e única?).

RARÍSSIMA.

Observações:

Livro muito interessante sobre as danças de salão com uma descrição pormenorizada de cada umas das modas.

Preço:245,00€

reservado Sugerir

Referência:14398
Autor:MIRANDA, Francisco Sá de
Título:OBRAS DO DOCTOR FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA
Descrição:

Typographia Rollandiana, Lisboa, 1784. In-8º de XXXII-290-(2)-(4) e 293-(2) págs. respectivamente em dois volumes. Encadernação coeva interia de carneira mosqueada, dourados e rótulos de pele vermelha na lombada. Notas escritas antigas, coevas a lápis no anterrosto do primeiro volume. Rúbrica de posse coeva no frotnspício de ambos os volumes.

Observações:

Nova Edição Correcta , Emendada e augmentada com suas comedias.
Os Estrangeiros
e Os Vilhalpandos são duas obras em grande medida esquecidas mas que, no entanto, proporcionam ao leitor uma riquíssima experiência literária. Têm interesse estético, sendo as primeiras contribuições portuguesas para o género da comédia em prosa, que durante séculos tem deliciado o público do teatro. Ao mesmo tempo têm considerável valor histórico, porque nelas Sá de Miranda dá-nos uma visão crítica e satírica da vida italiana das primeira décadas do século XVI, época em que a Itália era o país mais rico e sofisticado da Europa.

Inocêncio, tomo III, p. 54, nº 1782 ; Biblioteca Municpal do Porto, vol. II, p. 231

" ... Entre el gran Tajo, y el Duero el buen Mondego

Vn tiempo  Munda, (tal es fua agua clara)

Yendofe por fus campos paffeando:

Saliendo donde el monte le apretara,

El trabajo vencido, entra en folliego,

Y como vencedor va triumphando:

A do agora cantando (…)

Cuya venida a do aquella agua baña

Los campos de Coimbra, ay tal memoria

De vna alta torre de fu nombre rica ...” (excerto da presente edição, p. 19 do vol.I)


 

Preço:100,00€

Referência:14348
Autor:MONIZ, Manuel Mendes
Título:ANTI-PROLOGO CRITICO E APOLOGETICO no qual á luz das mais claras razões se mostrão desvanecidos os erros, descuidos, e faltas notaveis, que no insigne P. Manoel Alvares presumírão descobrir os Rr. Aa. Do Novo Methodo da Grammatica Latina
Descrição:

Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Encadernação coeva inteira em pele. Papel mantendo a sonoridade original.

Observações:

Trata-se de um dos varios textos de protesto contra "O Novo methodo da Gramatica Latina" de António Pereira de Figueiredo que fora escolhido como texto básico para uso nas escolas.

Preço:80,00€

Referência:14383
Autor:MONTE ALVERNE, Frei Agostinho
Título:CRÓNICAS DA PROVÍNCIA DE S. JOÃO EVANGELISTA DAS ILHAS DOS AÇORES
Descrição:

Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 1960-1962. Três volumes de 145, 520 e 336 págs respectivaemnte. Brochados

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Uma das principais referências da historiografia  açoriana, este manuscrito esteve inédito, por quase três séculos sendo esta a sua primeira ediçao.

Nestes três volumes o autor aborda não só a descoberta das ilhas de S. Miguel e Santa Maria como também da criação de suas vilas e cidades, ermidas, freguesias,  fundação de seus conventos, mosteiros e do estado dos conventos e mosteiros, entre outros assuntos.

Preço:60,00€

Referência:14360
Autor:MONTEIRO, Manuel
Título:IGREJAS MEDIEVAIS DO PORTO.
Descrição:

Marques Abreu-Editor, Porto, 1954. In-Fólio de 89 págs. numeradas, XIX inumeradas e LXXVIII de estampas e índice. Encadernação editorial inteira de pele vermelha, lavrada a ouro nas pastas e lombada. Conserva as capas de brochura. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

Observações:

Obra póstuma e essencial para a bibliografia da História da Igreja no Porto. Este estudo revela-se de elevado interesse, não só histórica mas também arquitectónica portuense. Apresenta-se com um esmerado apuro gráfico na execução, com impressão sobre papel de qualidade. Ricamente ilustrada à parte com reproduções fotográficas da Igreja da Sé, Cedofeita, Águas Santas, S. Francisco e Leça do Balio, incluindo plantas dos referidos monumentos. Desenhos da capa e letras capitais são da autoria do artista-pintor Isolino Vaz. Os trabalhos fotográficos são de Marques Abreu e do arquitecto J. Marques Abreu Júnior.

Preço:165,00€

Referência:14459
Autor:MONTEZ, Paulino
Título:HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PRIMITIVA EM PORTUGAL - Monumentos Dolménicos.
Descrição:

Lisboa, 1943. In-4º de 107-(4) págs. Br. Ricamente ilustrado em separado sobre papel couché, com diversos monumentos megalíticos e esquemas gráficos reproduzidos a partir de arte rupestre observados em alguns dólmenes.

Observações:

"... A HISTÓRIA da arquitectura em Portugal não começa com a fundação da nacionalidade. Vestígios arquitectónicos de civilizações anteriores existem entre nós. A história destes vestígeos não deve desligar-se da dos edifícios aqui erguidos durante os oito séculos de vida nacional. Se quisermos conhecer o alicerce mais profundo da arte de construir em Portugal, há que recuar até os domínios dos povos primitivos que pisaram o nosso solo ...".

Preço:50,00€

Referência:14488
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:O IRMÃO - Peça em dois actos
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1965. In-8.º de 101-(3) págs. Br. Capa de brochura com insignificantes manchas de humidade

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da única peça de teatro publicada pelo autor que mereceu um Prémio de Teatro da Casa da Imprensa e levada à cena, cinco anos mais tarde, pela Companhia de Teatro Popular, no Teatro da Estufa Fria. O Irmão , peça que o próprio autor não ousou classificar como “tragédia”, embora lhe parecesse “trágica” sob muitos aspectos " ... recebe o toque realista de uma encenação meticulosa, claramente permeável ao símbolo, onde o jogo dialéctico entre oposições binárias como exposto/oculto, fechado/aberto, linear/circular se combinam como figuração do funcionamento poético do texto..." (Maria Fernanda Brasete).
 

Preço:25,00€

Referência:14307
Autor:NAMORA, Fernando
Título:AS SETE PARTIDAS DO MUNDO. Romance
Descrição:

"Portugália". Coimbra. 1938. In-8º de 255-(9) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, apontando apenas ligeiro e insignificantes defeitos de manuseamento nas capas de brochura com pequeníssimos cortes marginais, dadas as dimensões superiores relativamente ao miolo.
PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO ROMANCE de Namora. Capa de brochura com uma xilogravura de Riberto Araújo.

Observações:

"... Este livro pretende ser um romance de adolescentes e é um trabalho de adolescente: escrito dos 17 aos 19 anos. Como tal, pecando pela inexperiência de quem o escreveu, projectava-se publica-lo muito mais tarde, quando a experiência permitisse melhora-lo. Porém, considerando que, para um trabalho desta índole, seja preferível deixa-lo na sua pureza, resolveu-se publica-lo agora...". O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais.

Primeira edição do primeiro romance publicado pelo autor que é uma figura de primeiro plano do neo-realismo português, em que inaugurou duas colecções emblemáticas para a história da literatura portuguesa - Novo Cancioneiro e Novos Prosadores. Este seu romance, assim como o liro de poemas publicado no mesmo ano- Relevos, procura desde logo um ponto de ruptura com o presencismo. Na sua obra levanta uma das mais “detalhadas e impiedosas análises da vivência portuguesa”, quer do ambiente rural, quer do ambiente da grande urbe.

Preço:80,00€

Referência:14499
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:CORSÁRIO DAS ILHAS
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s.d. (1956). In-8º de 270 págs. Brochado. Ilustrado em separado com tomadas de vistas das Ilhas Açorianas com fotografias de Rudolf Brum.
Ostenta uma expressiva dedicatória autógrafa.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO deste muito curioso título da obra de VITORINO NEMÉSIO. Neste livro pode-se ler na advertência do autor "...Este livro é fruto de duas viagens aos Açores (1946 e 1955) e da preocupação natural do espírito do autor por essas ilhas, a qual e por vários modos nele tende a resolver-se por escrito. Assim, a unidade interna do livro ajudará à externa, garantida em parte pelo carácter formal de itinerário e de memórias. Escrito e publicado periodicamente, convém-lhe a designação de JORNAL, que leva em antetítulo, e que poderá estender-se a outras obras do autor, tais como ONDAS MÉDIAS e O SEGREDO DE OURO PRETO e OUTROS CAMINHOS, já aparecidos. AS datas mencionadas são geralmente as que correspondem À publicação dos respectivos trechos, principalmente no DIÁRIO POPULAR, de Lisboa, e ao microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão, pois o JORNAL que o autor mantém há muitos anos é também é jornal falado."

Preço:50,00€

Referência:14365
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:FESTA REDONDA. Décimas e Cantigas de Terceiro Oferecidas ao Povo da Ilha Terceira por ... natural da dita Ilha.
Descrição:

Livraria Bertrand. Lisboa. 1950. In-8º de 253-(1) págs. Brochado. Desenho da capa por Manuel Lapa. Muito bom estado de conservação

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Outro caminho da sua poesia está na procura de uma linguagem de discreta raiz popular, presa a uma ironia vagamente deslumbrada que transparecerá em Festa Redonda ...”.

Segundo carlos Bessa "... Festa Redonda é uma obra extremamente original, pelo modo como o poeta aliou a literatura de transmissão oral, às características da poesia moderna, criando uma obra única no âmbito da literatura portuguesa. Uma obra que para nós era merecedora de uma edição autónoma, para que os mais e menos novos, pudessem conhecer e encantar-se com a sua versão original, publicada pela Bertrand em 1950, de modo a poderem deleitar-se com os ritmos e o encantamento com que Nemésio quis homenagear as gentes da sua ilha natal ...”.

Preço:45,00€

Referência:14356
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:VARANDA DE PILATOS
Descrição:

Livrarias Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, S/d. (1926?). In-8.º de 253(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada a cores e com a charneira cansada.

Observações:

Primeira edição do primeiro romance de Nemésioem que há uma certa vivência açoriana e escolhe como espaço e tempo a Angra da sua adolescência, de fogachos amorosas e ideológicos. Os truques da ficção, ainda um pouco incipientes, deixam muito a descoberto o adolescente” escrito ainda estudante da Universidade. Obra literária do escritor de que na opinião de Cristóvão de Aguiar “... apesar de ser um livro de juventude escrito por um jovem, não envergonha nenhum escritor”.

 

Preço:65,00€

Referência:14483
Autor:PEDRO, António
Título:GRANDEZA E VIRTUDES DA ARTE MODERNA - Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
Descrição:

Resposta do autor a uma Conferência proferida pelo Sr. Arnaldo Ressao Garcia a 20 de Abril na Sociedade Nacional de Belas Artes, na qual este, segundo António Pedro, terá insultado a arte e os artistas modernos.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14509
Autor:PORTOGAL, Pedro de
Título:COPLAS
Descrição:

Josep Porter, editor, Barcelona, 1948. In-fólio de V-68 páginas inumeradas. Ilustrado com uma gravura que reproduz um  retrato do autor. Exemplar nº 30 duma tiragem limitada a 75, impressos a duas cores em papel artesanal de gramagem superior, com esmerado apuro gráfico. Assinatura de posse do poeta José Osório de Oliveira.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO facsimilada.

MUITO RARO dada a reduzidíssima tiragem impressa fora de terrítório nacional.

Observações:

Fac-simile das “Coplas del Contempto del Mundo” escritas por  D. Pedro de Portugal ou D. Pedro de Avis , filho de D. Pedro, Infante de Portugal e Duque de Coimbra, foi 5.º Condestável de Portugal e 5.º Administrador da Ordem de Avis. Foi  Conde de Barcelona e Rei de Aragão, Sicília, Valência, Maiorca, Sardenha e Córsega.
Esta obra está foi publicada em verso de arte maior e combina o tom doutrinal com o ocultismo.

 

Preço:95,00€

Referência:14504
Autor:REDOL, Alves
Título:HORIZONTE CERRADO Ciclo Port-Wine
Descrição:

Europa América, Lisboa, 1949. In-8º de 411 págs. Brochado. Primeira Edição. Capa de brochura ilustrada por Júlio Pomar.

Observações:

Em 1951 Alves Redol recebeu,com este livro, o Prémio Ricardo Malheiros,da Academia das Ciências de Lisboa.
Primeiro de três volumes do Ciclo Port-Wine. Os outros são 'Os Homens e as Sombras' e 'Vindima de Sangue'.

Da portada:
"Port Wine» é o vinho dos Ingleses. Chamam-lhe sol engarrafado, mas só os Durienses sabem o preço das tragédias e heroísmos que viveram para criar esse sol – fazer um astro com as mãos é tarefa de gigantes."

Preço:40,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14363
Autor:SILVA, José Henriques da
Título:PESCADORES MACUA. Baía de Nacala, Moçambique, 1957-73.
Descrição:

Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1998. In-4º de (192) págs. Encadernação de editor com sobrecapa. Ilustrado com dezenas de fotogrfias, algumas desdobráveis. Realização gráfica de Victor Palla. Edição bilingue, em língua portuguesa seguido da respectiva tradução inglesa.

Primeira edição.

Observações:

Álbum fotográfico de valor documental, histórico e artístico, editado por ocasião da exposição retrospectiva José Henriques e Silva, Pescadores Macua, baía de Nacala, Moçambique, 1957-1973, realizada no Arquivo Fotográfico entre 31 de Julho e 17 de Setembro de 1998. As fotografias de José Henriques e Silva fotam obtidas na baía moçambicana de Nacala entre 1957 e 1973.

José Henriques e Silva (1919-1983) fixa-se em Moçambique em 1956, onde desempenha as suas funções profissionais na empresa Lusodana, responsável pela construção da 1.ª fase do Porto de Nacala, ao mesmo tempo que começa a fotografar a vida quotidiana da população daquela cidade, sobretudo as comunidades de pescadores Macua da baía de Fernão Veloso, até 1974. Depois de algumas passagens por outras partes do território moçambicano e por Portugal, regressa em 1982 reencontrando também aquela comunidade piscatória, e faleceu em 1983, já em Portugal. Ao todo, o arquivo que José Henriques e Silva envia para Portugal, ascende a cerca de 5 000 negativos. Este é também um dos últimos trabalhos gráficos de Victor Palla. O tema central do conjunto pictórico remete para a comunidade piscatória da Baía de Nacala em Moçambique.
No final da obra, inclui uma breve antologia do fotógrafo.

Preço:60,00€

Referência:14489
Autor:SOUSA, A. Neves e
Título:MAHAMBA - poesia
Descrição:

Edição do autor, s/l, (1960). In-8.º de 80(3) págs. Brochado. Bonita edição impressa a negro e vermelho, sobre papel de qualidade superior, fazendo-se acomapnhar, além das ilustrações no texto, em extratextos lindíssimas litografias sobre fino papel de contraste cromático. Esmerada edição.

Observações:

As ilustrações são do autor e retrato do autor é da autoria de Fernando Lanhas. Além da obra plástica, Neves e Sousa deixou uma grande obra literária. Mahamba foi o seu primeiro livro de poemas. A primeira edição inclui 56 poemas, escritos entre 1943 e 1949, e dez ilustrações. “Todas as coisas que não conseguia transmitir a pintar, eu transformava-as em poesia. A terra e eu éramos uma só ideia”, escreveu o autor, que cantou “África de todas as maneiras que sabia e algumas que não sabia”, costumava dizer.

Preço:35,00€

reservado Sugerir

Referência:14469
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPÁLAS. Versos de Amor e de Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII, nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

Edição do Autor, Coimbra, 1918. In-8.º de 43-(5)págs. Br. Contém uma expressiva dedicatória do autor em forma de poema (ver descrição abaxo que explicam e enquadram a destinatária do poema). Encerra uma carta manuscrita ao poeta Alberto Serpa assim como uma folha quadriculada com um poema manuscrito e "um envelope de cartão de visita com versos soltos". O livro está repleto de poemas manuscritos a lápis pelo autor.
São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, publicado sob pseudónimo António de Portucale.

Observações:

Poeta presencista que participou em diversas revistas ligadas a esta corrente literária, foi autor de obras poéticas de diferentes estilos, incluindo letras de fados de Coimbra. Colaborou em revista como Ícaro, Byzancio, Vértice, Tríptico, Presença, Portucale, O Diabo, Revista de Portugal e a revista Altura.
Transcrição da curiosa carta que o autor escreveu a ALBERTO DE SERPA acompanha este exemplar:

Meu querido Alberto:
Não reparei no timbre do papel. Parece uma tabuleta de barraca de feira, mas não é a da minha lavra. Redigiu-a um amigo com muito boa vontade e nenhum gosto!- que me ofereceu um dois centos de folhas de papel e envelopes assim marcados. Fica salva a minha modéstia e dignidade estética, pelo menos aos teus olhos!
Aqui vai um exemplar do meu implume "Cruzeiro de Opalas", que publiquei em Coimbra, ainda não tinha 20 anos - há mais de mil, portanto, meu velho!
O livrinho é oferecido de coração, mas que sei que o estimarás como se teu fora e guardarás com indulgente simpatia os versos que nele rabisquei não sei bem quando mas prresumo que em 1919 ou em 1920, mais provavelmente nos fins de 1919. Foi oferecido por mim a uma tricana - ainda vida - que gostava de versos e com quem tive amores um tanto sentimentais. A quadra do ante-rosto foi, salvo erro, composta para servir de dedicatória. Mais tarde, não sei bem porquê, em sei bem em que altura, confisquei o livro à dona, de seu nome Capitolina Marques dos Santos. E, agora, vai para a tua colecção, acompanhada de um abraço firme do teu velho:
António

Ps: Se tiveres outro exemplar deste "cruzeiro", manda-me serás um santo!
António

Preço:300,00€

Referência:14357
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPALAS. Versos de amor e Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

(Typ. Popular, Coimbra, 1918). In-8º de 43-(5) págs. Brochado

Observações:

São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, livro publicado sob pseudónimo - ANTONIO PORTUCALE.
 

António de Sousa, nasceu no Porto a 25 de Dezembro de 1898. Estudou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, e onde viveu largos anos. Casado com a pintora Alice Toufreloz Brito de Sousa, vem para Lisboa, em finais dos anos 40, indo residir para Algés, concelho de Oeiras. Tal como Edmundo de Bettencourt, passara primeiro pela Faculdade de Direito de Lisboa, antes de aportar a Coimbra. Teve uma vida académica muito intensa durante o seu percurso por Coimbra, em que a poesia e os ventos de um Modernismo crescente, o envolveram profundamente, levando a que o final curso, se fosse ficando um pouco tardio. António de Sousa já como estudante de Direito, mostrara ser um poeta de rara sensibilidade, que escreveu poesia da mais pura água, alguma da qual, foi gravada e cantada, pelos grandes cantores da chamada primeira “década de oiro” da Canção de Coimbra. Ainda hoje não a dispensam, na maior parte de repertório dos cantores de Coimbra.

Foi presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra, secretário-geral e presidente a Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra e um dos fundadores da Universidade Livre Conimbricense. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Centro Republicano Académico em 1927, foi Presidente da Associação Académica nos anos 1934-35, e um ano depois, fazia parte da Comissão Promotora de uma Homenagem aos estudantes mortos na 1ª Grande Guerra. A comissão era presidida pelo Dr. Fernando Martins, e pelos estudantes Otílio de Figueiredo, e António de Sousa, que presidia à Associação. A homenagem realizada pela Academia, veio a culminar no descerrar de uma lápide, a 9 de Abril de 1935, na sala da Associação Académica, sediada na Rua Larga, perpetuando a memória dos estudantes caídos no campo de batalha.

No decurso da sua longa vida estudantil, em que conciliava o trabalho, com o estudo, a poesia e a intervenção social, António de Sousa começara cedo a escrever, e a colaborar em revistas. Com o pseudónimo António Portucale, publica em 1918, a poesia “Cruzeiro de Opalas”, e em 1919, “O Encantador”. Nos anos 20, foi um dos percursores do Movimento Presencista. O poeta da Ereira, mais velho que todos os outros, homem de grande estatura moral, lutador contra a ditadura, que o afasta compulsivamente do ensino, nos anos 30, é um dos elos aglutinador do movimento. Afonso Duarte era sem dúvida uma referência na seriedade e sensibilidade, expressa na sua postura de homem de carácter e de poeta. Depois, em 1924, foi um dos criadores da revista Triptico, juntamente com João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio. Colabora com as revistas Ícaro, Byzancio, Vértice, Presença, Portucale e a Revista de Portugal. Trabalhou largos anos na Associação Cristã da Juventude de Coimbra, como secretário-geral e presidente, tendo assegurado essas funções, poucos anos após a sua inauguração, a 20 de Junho de 1918.

Foi ainda Presidente do Orfeon Académico, cargo de que não tomou posse, devido a um conflito com o regente Padre Elias de Aguiar. Bettencourt e Paradela gravaram poesias suas, e muitos outros as cantaram. Foram várias, as suas poesias, na Canção de Coimbra, mas as que encantaram mais os seus cantores, talvez tenham sido as que tiveram gravação.

Preço:150,00€

Referência:14496
Autor:TARQUINI, José Miguel
Título:A MORTE NO MONTE - CATARINA EUFÉMIA
Descrição:

Empresa Tipográfica Casa Portuguesa, Lisboa, 1974. In-8.º de 148 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conserrvação

Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada. A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas.

Preço:20,00€

Referência:14455
Autor:TELLES, Bazilio
Título:A GUERRA (notas e dúvidas)
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1914. In-8º de 112 págs. Brochado. Exemplar impecável, sem defeitos apontar, com os cadernos por abrir.

Observações:

Obra bastante curiosa e de interesse para história do início da Guerra de 1914 -1918.

Preço:25,00€

Referência:14403
Autor:[ direcção: PESSOA, Fernando & VAZ, Ruy ]
Título:ATHENA . Revista de Arte. (Outubro de 1924 a Fevereiro de 1925)
Descrição:

In-4º de 5 números encadernando num volume. Conserva o raríssimo folheto informativo editorial da Athena. Encadernação meia inglesa em pele castanha com dizeres prateados ao estilo art deco sobre rótulo de pele preta na lombada, esta com decoração em baixo relevo dos nervos, também ao estilo art deco. Ligeiro e insignificante aparo. Sem as capas de brochura.
Com numerosas estampas impressas nas páginas de texto e em separado, reproduzindo algumas delas trabalhos de Almada Negreiros, Mily Possoz, Lino António, etc... Colecção completa, RARA e valiosa.

Observações:

Revista dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz, publicada em Lisboa, da qual só saíram cinco números, entre outubro de 1924 e fevereiro de 1925. Surgindo no seguimento da linha de orientação do Orpheu, constituiu um símbolo do Modernismo português, devendo-se o seu interesse literário maioritariamente aos textos de Pessoa. Em entrevista ao Diário de Lisboa, em novembro de 1924, Fernando Pessoa explicava que o objetivo da publicação era "Dar ao público português, tanto quanto possível, uma revista puramente de arte, isto é, nem de ocasião e início como o Orpheu, nem quase de pura decoração como a admirável Contemporânea." Tratava-se, assim, de uma alternativa no campo da revista literária, que não pretendia promover um projeto cultural, nem acionar um movimento, nem ser apreciada apenas pelo seu aspeto estético, mas sim ser um espaço de reflexão teórica, de balanço do itinerário percorrido desde Orpheu e de apresentação de novas vias para o modernismo. A par de alguns modernistas, como Almada, Mily Posoz, Lino António, Luiz de Montalvor, Raul Leal, Mário Saa ou Mário de Sá-Carneiro (a quem é consagrado o n.° 2), a colaboração literária foi em grande parte assegurada por Fernando Pessoa e pelos seus heterónimos: desde Ricardo Reis, cujo Livro I das Odes é publicado no n.° 1, a Álvaro de Campos, que nos números 2, 3 e 4 publica textos teóricos, com destaque para os "Apontamentos para uma estética não-aristotélica", à publicação, nos números 4 e 5, de poemas de Alberto Caeiro, até Fernando Pessoa ortónimo, com poemas, textos de reflexão estética e tradução. É nessa medida que Teresa Sousa de Almeida (prefácio à ed. fac-sim. de Athena, Lisboa, Contexto, 1983) vê na criação de Athena uma encenação do escritor que planeadamente estabelece uma relação intertextual entre textos teóricos e produções dos heterónimos. Deste modo, o editorial que abre o n.° 1, da autoria de Fernando Pessoa, explicando o título da publicação e o tipo de arte que preconiza, serve também de introdução à afirmação da modernidade do classicismo de Ricardo Reis: "[Os Gregos] Figuraram em a deusa Atena a união da arte e da ciência, em cujo efeito a arte (como também a ciência) tem origem como perfeição [...] é pois ao nível da abstração que a arte e a ciência, ambas se alçando, se conjugam, como dois caminhos no píncaro para que ambos tendam. É este o império de Athena, cuja ação é a harmonia."

Com colaboração de Almada, António Botto, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, entre muitos outros, a Athena, segundo Fernando Pessoa, é heterogénea, ensinando a arte que é “essencialmente multiforme”. Segundo Teresa de Almeida, citada por Daniel Pires, “atrás de Athena está, não uma geração que se tinha desfeito, mas apenas o esforço voluntarista de Pessoa que, assinando sob diferentes nomes textos e posições teóricas divergentes, procurou fazer dela o espaço de uma utopia”.

Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1996, p. 73-75

Preço:460,00€

Referência:14518
Autor:[dir: LOPES, António Cardoso]
Título:O GAFANHOTO. O jornal infantil mais pequeno do mundo.
Descrição:

Edições "O Mosquito", Lisboa, 1948-1948. In-8º de 72 números numerados de 1 a 72; nº1 - 11 de Dezembro de 1948 a nº 72 - 8 de Outubro de 1949. Encadernação inteira de pele do diabo. Ligeiro aparo marginal. Apresenta ainda as duas separatas correspondentes ao Presépio (nº 3) e Jogo das Regatas (nº6). Alguns numeros com insignificantes cortes marginais (nº 16, 27, 35, 56, 57, 61, 62 e 67). Bom exemplar sendo a acidez generalizada típica exclusiva a pouquíssimos números. Todos os exemplares mantêm a cor típica original da impressão.

De RARO aparecimento no mercado (em especial com os ultrararos nº 73 e 74, que infelizmente o nosso exemplar não apresenta) dado ter sido o único periódico infantil proibido de circular e apreendido pela PIDE em Setembro/Outurbo de 1949.
 

Observações:

Num magnífico ensaio sobre a "vida breve" de O Gafanhoto apresentado por Ricardo Leite Pinto, autor do blog MALOMIL, às páginas tantas diz-nos:
"... Se o futuro de O Mosquito não foi auspicioso, já que acabaria os seus dias alguns anos depois,  em 1953 , já o destino dos projectos de Cardoso Lopes e do seu "parque gráfico", do mais avançado que à época existia, foi ainda mais penoso. E, contudo, da mente imaginativa e empreendedora de Cardoso Lopes soluções não faltaram: fechou um acordo com a Mocidade Portuguesa por forma a que as suas edições e designadamente a revista Camarada passassem a ser impressas nas agora "Edições O Mosquito" e avançou para O Gafanhoto. Anunciava ser " o jornal mais pequeno do mundo", com o formato de "O Mosquito dobrado ao meio, oito páginas  a três cores  e  custava 50 centavos. Publicou  "boas histórias de Cuto e algumas pranchas de Anita Pequenita (ambas de Jesus Blasco) uma história de Afonsky, algumas historietas inglesas e francesas e a excelente Cora (Connie) de Frank Godwin. Durante mais de nove meses a revistinha circulou pelo país imprimindo 10.000 exemplares por cada número. O nº 1 tem a data de  11 de Dezembro de 1948 .
(...)
José Ruy, que trabalhava na altura nas oficinas de O  Mosquito, como se disse, não esquece o que então se passou :

" A PIDE mandou apreender o Gafanhoto em todos os pontos de venda. Essas apreensões eram normalmente feitas em livros considerados de carácter subversivo  ou de ofensas à moral e as carrinhas negras eram conhecidas pois também faziam por vezes a recolha de pessoas da oposição política ao regime . Chamavam-lhe a " ramona".  E foi mesmo a "ramona" que de quiosque em quiosque de livraria a banca de jornais andou a recolher tudo o que fosse Gafanhoto de Tiotónio.  Na redacção e nas oficinas das Edições de O Mosquito  tivemos dias um polícia à porta  a revistar-nos quando saíamos  para ver se levávamos algum exemplar escondido. Nas livrarias e quiosques o espanto era enorme interrogando-se os vendedores  onde estava o tal o assunto do "contra" naquela revistinha de aspecto tão  inocente que motivara a apreensão" .

A palavra mais uma vez a José Ruy :

"O Gafanhoto era impresso em folha inteira da máquina que incluía dois números e quando da apreensão estavam já impresso os números 73 e 74. Como os assinantes  recebiam pelo correio e com antecedência, um privilégio que o Tiotónio gostava de oferecer aos seus leitores, estes receberam em casa exemplares que entretanto estavam a ser recolhidos pela censura. Eu ainda consegui passar com esses dois números escondidos  não me arriscando a trazer mais não fosse ficar a pão e água por tal crime".

São pois os famosos nºs 73 e 74 de O Gafanhoto que hoje constituem uma verdadeira relíquia bibliófila ! 

António Cardoso Lopes não desistiu do seu Gafanhoto. A 20 de Dezembro de 1949 vem amarguradamente queixar-se do aparato da apreensão: "(...) atitude que eu supunha apenas ser tomada para publicações de carácter clandestino ou aquelas cujo conteúdo merecesse a reprovação por parte desses serviços o que não é absolutamente o caso"  .

Preço:300,00€
página 1 de 2