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Livros do mês: Agosto 2022
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Montra de Destaques

Referência:14937
Autor:AAVV
Título:OS JUDEUS PORTUGUESES ENTRE OS DESCOBRIMENTOS E A DIÁSPORA.
Descrição:

Associação Portuguesa de Estudos Judaicos - Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1994. In-4º de 329-(2) págs. Brochado.

Observações:

Catálogo da exposição realizada por ocasião do evento cultural Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura e por iniciativa da Embaixada de Israel em Portugal. Com o objetivo de relatar a história dos judeus portugueses entre a época dos Descobrimentos e a sua diáspora, a mostra apresentou diversos documentos originais e vestígios da presença judaica portuguesa pelo mundo, aqui reproduzidos em larga escala.

Preço:45,00€

Referência:14887
Autor:ALMEIDA, Egydio d'
Título:BIOGRAPHIAS E APONTAMENTOS SOBRE MATADORES, PICADORES, CAVALLEIROS, BANDARILHEIROS, FORCADOS, AFICIONADOS, AMADORES, ANACLETOS, ETC., ETC.
Descrição:

Typ. Guedes, Lisboa, 1896. In-8.º de 238-(1) págs. Encadernação coeva, modesta em skivertex verde. Ligeiro aparo marginal assim como ligeira acidez, própria da qualidade deste papel sob acção do tempo.

Conserva as muito belas capas de brochura, ambas, verdadeiras composições d'arte tipográfica do século XIX.

Observações:

Na introdução o autor dirige-se ao leitor da seguiinte forma:

Fundando-me no exemplo dado por alguns dos mais distinctos criticos taurinos do visinho Reino, escrevi este livro que supponho terá o agrado dos aficionados não pelo merito que encerra que não é nenhum, mas pela fórma facil e breve como póde ser consultado sempre que lhes seja necessario ter informações de pessoas que mais ou menos tenham correlação com assumptos taurinos ...”

Com referência à extinta e antiga Praça de Touros de Abiul, junto a Pombal.

Preço:70,00€

Referência:14934
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:GUIA DE COIMBRA por ...
Descrição:

F. França Amado, Editor. Coimbra. In-8º peq. de 103-(16) págs. Brochado. Ilustrado em extra-textos com 27 estampas impressas em papel couché, e ainda um mapa desdobrável da cidade de Coimbra. No final, as dezasseis páginas, de interessantíssima publicidade, são impressos em papel distinto do do miolo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Começa o livro da seguinte forma: "... Coimbra é como certas mulheres que depois de haverem soffrido os maiores ultrajes do tempo e do destino, conservam ainda na decrepitude eloquentes signaes da belleza que tiveram em moças".

 

 

Preço:25,00€

Referência:14847
Autor:CASTRO, Sérgio
Título:CAMILLO CATELLO BRANCO. Typos e Episodios da Sua Galeria
Descrição:

Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914. In-8.º de 3 volumes com 334, 302 e 372 págs. respectivamente. Encadernações editoriais em skivertx vermelho com ferros vegetalistas gravados a negro e dizeres dourados nas pastas. Exemplares em  muito bom estado de conservação.

Primeira edição. INVULGAR.

Observações:
Preço:75,00€

Referência:14913
Autor:DIAS, Gastão de Sousa
Título:RELAÇÕES DE ANGOLA (PRIMÓRDIOS DA OCUPAÇÃO PORTUGUESA).
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1934. In-8º de 256-(3) págs. Brochado. Muito bom exemplar

Ostenta uma dedicatória autógrafa.
 

Observações:

A Colónia portuguesa de Angola formou- se em 1575 com a chegada de Paulo Dias de Novais com 100 famílias de colonos e 400 soldados. Paulo Dias de Novais foi o primeiro governador português a chegar a Angola, que tinha como principais acções explorar os recursos naturais e promover o tráfico negreiro (escravatura) formando um mercado extenso. Este livro trata sobretudo das duas primeiras viagens efectuadas a Angola a partir de documentos pertencetes ao Cartório do Colégio dos Padres da Companhia, de Luanda, e transcritas do códice existente na Biblioteca Nacional de Paris.

Preço:40,00€

Referência:14903
Autor:DOZY, R. & ENGELMANN, W. H.
Título:GLOSSAIRE DES MOTS ESPAGNOLS ET PORTUGAIS DÉRIVÉS DE L'ARABE par ...
Descrição:

Leyde, E. J. Brill, 1869. In-4º de XII-424-(39 págs. Encadernação coeva meia francesa em pele, sem cantos, decorada a ouro, em casas abertas à maneira romântica na lombada. Rúbrica de posse do eminente e grande linguista e etimologista José Pedro Machado. Charneira ligeiramente coçada provocada pelos ciclos de abrtura e fecho, sem no entanto perder o suporte estrutural da encadernação.

MUITO INVULGAR e importante para o estudo da evolução linguística das palavras portugueses e espanholas que derivam do árabe. 2ª edição

Junta-se a separata de Journal Asiatique nº8, ano 1869: DES MOTS ESPAGNOLS ET PORTUGAIS DÉRIVÉS DE L'ARABE par M.C. Defrémery, Imprimerie Impériale, Paris, 1869. In-8º de 20 págs. Brochado.

Observações:


 

Preço:95,00€

Referência:14936
Autor:FIGUEIREDO, Campos de
Título:NAVIO DA MONTANHA
Descrição:

Nas Oficinas da "Atlântida", Coimbra, 1942. In-8º de 101-(1) págs. Encadernação artística inteira de pele azul, com bonitos ferros dourados com motivos vegetalistas na lombada, dispostos em casas fechadas, filets e cantos estilizados gravados a ouro fino nas pastas. Conserva as capas de brochura e a sobrecapa, impressa sobre papel de seda azul, de reflexos que lembram os da madeira folheada. Capa de brochura ilustrada com desenho de Fernando Namora. Nítida impressão sobre papel de gramagem superior. Encadernação realizada nas prestigadas oficinas de Ismael Chuvas (Coimbra).

Exemplar nº 1 de uma tiragem limitradíssima de 225 exemplares autografados. O nosso exemplar, apresenta uma fotografia impressa do autor, não coeva, assinada pelo punho do poeta. No final, apresenta ainda um poema manuscrito (inédito) pelo punho de Campos de Figueiredo, datado de 1967, ano que antecedeu o da sua morte.

PEÇA DE COLECÇÃO deste notável livro que mereceu o PRÉMIO DE POESIA ANTERO DE QUENTAL.

Observações:

Campos de Figueiredo (1899-1965), poeta, ensaísta e dramaturgo português, foi director da revista Conímbriga e da revista Tríptico, tendo ainda colaborado na Gazeta de Coimbra, no Instituto de Coimbra , no Diário de Coimbra e na revista de poesia Altura (1945).

Segundo David Mourão-Ferreira a obra de Campos de Figueiredo situa-se "muito à margem de escolas literárias, indiferente a seus tabus, ídolos e superstições".

Preço:125,00€

Referência:14865
Autor:FIGUEIREDO, Cristovão Moreira de
Título:SUBSÍDEOS PARA O ESTUDO DA VIAÇÃO ROMANA DAS BEIRAS com um prefácio de Aquilino Ribeiro.
Descrição:

Revista Beira Alta (Viseu), 1953. In-8º de 119-(5)-24 ilustrações, 1 mapa desdobrável, brochado. Exemplar em perfeito estado de conservação, ostentando uma extensa dedicatória autógrafa. O prefácio da autoria de Aquilino Ribeiro extende-se pelas primeiras 16 páginas.
 

Observações:

Magnífico trabalho que trata do levantamento da rede viária utilizada em período romano, assunto este que tem atraído diversos estudiosos ao longo dos séculos, no entanto subsistem hoje, pleno séc XXII, ainda muitas dúvidas e incertezas quanto aos verdadeiros trajectos.

Do índice das matérias, le-se o seguinte:
- Carta Prefácio de Aquilino Ribeiro
- A Mester Aquilino Ribeiro, glorioso Homem de Letras e autor de "Os Avós dos nossos Avós".
- Vias Romandas e medievais das Beiras - Distrito de Viseu
- Estradas da Guarda ao Norte do Distrito de Viseu e à Fronteira.
- Estações Arqueológicas e documentário avulso encontrado junto das vias roimanas da Beira - Várias Notas
- Marcos Miliários, cipos, aras e outras inscrições e monumentos
- Últimas Notas


A terminar  o texto introdutório, Aquilino diz-nos o seguinte:

"... A Beira antiga, depois que se olha para os seus castros e os seus monuimentos que chegaram até nós, os megalitos com inscrição ou sem ela, as lápides funerárias, os cipos e os demais poeira arqueológica, fica explicada. Moreira de Figueiredo deu um grande impulso a essa compreensão. Para sabermos o que queremos, o que somos e onde vamos, não há como conhecer o que eramos ..." (p. 16).

 

Preço:47,00€

Referência:14912
Autor:GARRET, Almeida
Título:MEMORIA HISTORICA DO CONSELHEIRO A. M. L. VIEIRA DE CASTRO
Descrição:

Typographia de José Baptista Morando, Lisboa, 1843. In. 8.º de 34 págs. Ilustrada com o retrato do biografado. Sem as capas de brochura conhecidas, desencadernado e aparo marginal.

RARO.

 

Observações:

Opúsculo muito curioso, sem autoria me realizado por Almeida Garret, sobre a vida do Conselheiro A.M. L. Vieira de Castro (1766-1842), figura que, segundo Camilo Castelo Branco: "... quem adivinharia então que do pujante António Vieira sairia o ministro dilecto da senhora D. Maria II, o mestre dos liberais, o amigo e conselheiro dos Passos, do Silva Carvalho, e dos mais estremados estadistas da escola robustecida da emigração. ...".

Preço:45,00€

Referência:14845
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:ESTUDOS SOBRE O CASAMENTO CIVIL por occasião do opusculo do Sr. Visconde de Seabra sobre este assumpto (junto com: DUAS PALAVRA SOBRE O CASAMENTO de Visc. de Seabra)
Descrição:

Typographia Universal, Lisboa, 1866. In~8 de 175-(1) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele vermelha com dizeres dourados na lombada. Ligeiro aparo marginal. Miolo muito fresco e limpo.

Encadernado junto com: SEABRA, Visconde de - DUAS PALAVRAS SOBRE O CASAMENTO PELO REDACTOR DO CÓDIGO CIVIL. Imprensa Nacional, Lisboa, 1866. In-8º de 51 págs.

 

Observações:

Ao tempo este assunto foi bastante polémico tendo sido este título, composto por 3 séries de textos, sem dúvida, um contributo importante para o debate "violento" do problema da secularização do estado e suas instituições. As três séries dizem respeito a: I) - Das tradições antigas da Igreja e da nação portuguesa acerca dos consorcios estranhos aos sacramentos do matroimónio; II) - O casamento civil perante o concílio de Trento e perante a Theologia e III) - O casamento civil nas leis e costumes de Portugal depois do Concilio de Trento.

Preço:65,00€

Referência:14938
Autor:IVENS, Guilherme Ferraz
Título:O CRUZADOR "REPÚBLICA" NA CHINA em 1925, 1926 e 1927: relatórios do comandante chefe das forças navais portuguses no Extrêmo Oriente
Descrição:

Imprensa da Armada, Lisboa, 1932. In-8º de (16)-654-(19) págs. Encadernação artística, com pastas estilizadas e rematadas com filets dourados, conservando as belíssimas capas de brochura. Com uma inscrição manuscrita "De ordem de Sua Exª o Comandante Geral da Armada, é distribuido este exemplar nº 338 ao 2º tenente do S. M. (nome do destinatário do livro)" e um carimbo dde autenticação do Minstério da Marinha. Profusamente ilustrado ao longo do texto.

Edição com tiragem de 500 exemplares para a Liga Naval Portuguesa. Exemplar apenas aparado à cabeça, revestido de meia-encadernação de pele, conservando as capas de brochura.

PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

Inserida numa colecção de publicações da Marinha intitulada "Subsídeos para a História da Guerra Civil na China e dos Conflitos com as Potências".

Preço:85,00€

Referência:14923
Autor:JACKSON, Catharina Carlota
Título:A FORMOSA LUSITANIA
Descrição:

Livraria Portuense Editora, Porto, 1877. In-8º de 448-(2) págs. Encadernação editorial vermelha com as pastas ricamente lavradas a ferros dourados e pigmento negro, njma muito sumptuosa decoração, com dizeres a ouro na lombada e nas pastas. Profusamente ilustrado em extra-texto com gravuras de monumentos e paisagens de Portugal. Extensa dedicatória não autógrafa, mas do afamado livreiro Camiliano Manuel dos Santos.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra sobre Portugal da autoria de Lady Jackson que passou o ano de 1873 em Portugal e ao regerssar a Inglaterra publicou este livro com o título "Fair Lusitania". A tradução do inglês e o prefácio desta edição portuguesa são de Camilo Castelo Branco que, na Advertência e nas notas que acompanham a sua tradução, reconhece tratando-se de "um livro digno e honrado" mas não não deixa de criticar, corrigir e comentar as  "inexactidões" e "excentricidades" contidos na obra.

Excerto do livro sobre Coimbra

"Este agora não é o tempo proprio para vizitar Coimbra. Principaram as ferias, e poucos estudantes ficaram; de modo que as ruas estão ermas. Cursam, termo médio, 1:000 a 1:200 estudantes, e os lentes, que são muitos, tambem se auzentaram. Vivem os academicos na cidade em cazas particulares dezignadas para os receberem, e com a sua prezença dão vida áquelle provecto, lugubre e horrendo arruamento. Governam a universidade um reitor, um chanceller, decanos e outros. As leis, ou estatutos por que se regulam, creio que divergem agora muito dos que se observavam antes da extinção dos institutos monasticos. (1)
As informações obtidas, esta manhã, a respeito da estrada que dezejamos seguir para o Bussaco, decidiram-nos a saír de Coimbra entre as trez e quatro horas da tarde. (2)"

 

Comentários de Camilo Castelo Branco


(1) Não ha rezidencias privativamente dezignadas para alojamento de academicos. Quanto aos estatutos, os reformados no reino de D. José emanciparam a academia da influencia monacal. Desde 1773 que ali se professam as sciencias com pouco deslize das mais adiantadas universidades da Europa. Pelo que respeita a estatutos, o estudante, fora das obrigações escolares, é um cidadão indistinto dos outros. Do passado conserva apenas a capa e a loba, que despe fora dos Geraes para envergar um paletó surrado, uma calça á faia esgarçada, e um chapeu á bombeiro com inclinações afadistadas. Se não todos, alguns d´elles sáem d´ali muito ignorantes, muito devassos, e excelentes ministros da coroa.

(2) Esta senhora houve-se generosamente com a princesa do Mondego. Não é esse o costume dos hospedes ingleses. Richard Twiss, que esteve em Coimbra em 1773, homem de lettras, escreveu um enorme livro ácerca de Portugal e Hespanha, dedicando a Coimbra as cinco seguintes linhas: «Coimbra é uma universidade situada n´um monte, perto do rio Mondego, sobre o qual corre uma ponte muito comprida e baixa, com muitos arcos grandes e pequenos. Rezidem aqui cinco familias inglezas, uma das quaes pertence a um medico. Esta cidade é celebrada pelos seus curiosos copos e caixas de corno polido.» This city is celebrated for its curious cups and boxes of turned horn.
E nada mais diz o admirador do polido corno.

Preço:145,00€

Referência:14891
Autor:LUIZ, Pepe
Título:FADO MULHERES E TOIROS. À maneira de prefácio por Bourbon e Meneses
Descrição:

Livraria Popular Francisco Franco, Lisboa, 1945.In-8º de 206-(1) págs. Brochado. Capa de Alvaro Duarte de Almeida. Rubrica de posse coeva no anterosto.

Observações:

Ilustrado com desenhos de Martinez de Leon, Jean Palum, Terruela e Alvaro Duarte de Almeida e fotografias de Silva Nogueira, Juan Serrano, Magé, Lucilio Figueiredo, Júlio Pires, Alvaro Campeão e Vaissier. 

Preço:35,00€

Referência:14858
Autor:MARJAY, Frederic P.
Título:SALAZAR NA INTIMIDADE
Descrição:

Edição Dr. Marjay, Lisboa, 1954. In-4º de 16-56-(4) págs. Cartonagem editorial com sobrecapa ilustrada. Apresenta sinais de manuseamento nas extremidades. Miolo muito limpo.

Observações:

Obra apologética de exzaltação das qualidades humanas e de direcção do líder do executivo português do regime anterior, apresentando um pequeno texto de desenvolvimento a respeito do seu carácter e obra, seguido de uma selecção de fotogravuras de qualidade artística realizadas por António Rosa Casaco, à época, director-geral da PIDE. Inclui fotografias captadas por ocasião da visita de Christine Garnier a Salazar, de que resultou a obra Vacances avec Salazar. O ditador aparece aqui também retratado, entre outros locais diversos do país com desconhecidos populares, nos jardins da sua residência oficial de S. Bento em Lisboa, muitas das vezes acompanhado de diversas mulheres com quem foi mantendo relacionamentos de amizade.

Preço:90,00€

Referência:14943
Autor:MARTELO, Rosa Maria
Título:CARLOS DE OLIVEIRA REFERENCIA EM POESIA
Descrição:

Campo das Letras, Porto, 1998. In-8º de 431 págs. Brochado. Exemplar como novo.

Observações:
Preço:15,00€

Referência:14855
Autor:MAZAREM, Joaquim da Rocha
Título:COMPILAÇÃO DE DOUTRINAS OBSTETRICAS EM FORMA DE COMPENDIO PARA INSTRUCÇÃO DOS QUE SE DEDICÃO AO ESTUDO DESTA ARTE por ...
Descrição:

Na Imprensa da Rua dos Fanqueiros, Lisboa, 1933. In-4º de 395-(1) págs. Encadernação coeva inteira de carneira marmoreada com lombada decorada a ouro ao gosto victoriano e rótulo de pele verde com dizeres dourados. Miolo mantendo a sonoridade original do papel saudável. SEM DEFEITOS APONTAR.

Observações:

Em 1823 surge do mesmo autor uma obra com título Compêndio de Obstetrícia. Inocêncio não refere nenhuma edição anterior 1833 mas cita Recopilação da arte de partos, ou quadro elementar obstetricio para instrucção das aspirantes que frequentam o curso de partos, Lisboa, 1838.

A obra que se apresenta foi escrita para os estudantes da Escola Médico-Cirúrgica em Lisboa. Ela discute a anatomia do pelvis e do útero, a concepção, ,tipos de gravidez desenvolvimento do feto, o processo de nascimento e suas possíveis complicações, modos de cuidar dos recém nascidos e enfermagem. Rocha Mazarem apresenta no prefácio uma tradução de vários atrtigos do Dictionnaire de Médecine, mas também acrescenta muito à custa da sua própria experiência médica: "... muitas cousas são propriedade minha, fructo de meditação e prática" (p. 3). Ferreira de Mira descreve este título como sendo um original e pioneiro que teve duas edições (p. 385) e comenta: " ... O compêndio de Mazarem é mais digno de apreço, ao mesmo tempo pela sua concisão e pelo rigor na indicação das operações cirúrgicas necesárias em clínica obstétrica. Foi lido por várias gerações de parteiros e dele se fez ainda uma edição em 1843 ... " (p. 286).

Inocêncio tomo IV, p. 150; tomo XII, p.139.
Catálogo da colecção portuguesa II, Faculdade de Medicina, Lisboa p. 275 refere apenas esta edição.
Pires de Lima, Catálogo da Bibliotheca da Escola Médico-Cirurgica do Porto refere também o Compendio de obstretricia, Lisboa 1823 (nº. 2677).
Ferreira de Mira, em História da medicina portuguesa p. 277, 281, 286, 327, 350, 385, 421, 485.
A Library of Congress catálogo online não refere esta edição.
A Biblioteca Nacional de Portugal apenas refere um exemplar.

São muito RAROS os exemplares em PRIMEIRA EDIÇÃO deste tratado (um dos pioneiros) de obstetricia do transmontano de Chaves Rocha Mazarem.

Joaquim da Rocha Mazarem nasceu em Chaves, Portugal, em 12 de dezembro de 1775. Licenciou-se em cirurgia na Escola Cirúrgica do Hospital São José, em Lisboa, em 1806. Em 1807 acompanhou a vinda da família real para o Brasil como primeiro-cirurgião da Nau Príncipe Real. No Brasil foi nomeado lente de anatomia na Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro (1808), implantada por José Correia Picanço, e primeiro-cirurgião do Real Hospital Militar, do morro do Castelo. Traduziu para o português as obras Indagações fisiológicas sobre a vida e a morte, de Bichat, e Novo ensaio sobre a arte de formular, de J. L. Aliber, além do Tratado de inflamação, feridas e úlceras, extraído da Nosografia cirúrgica, de Anselmo Richerand, obras originalmente publicadas em francês. Em 1821 regressou a Portugal junto com d. João VI. Em Lisboa assumiu diversos cargos como cirurgião da Armada e da Casa Real, lente de obstetrícia na Escola de Cirurgia de Lisboa, da qual foi diretor, e chefe da enfermaria de partos do Hospital São José. Publicou ainda numerosas obras, como Compilação de doutrinas obstétrica (1833) e o Anuário clínico da arte obstétrica (1825-1826). Morreu em Lisboa, em 21 de abril de 1849.

Preço:465,00€

Referência:14942
Autor:SANTOS, Raúl Esteves dos
Título:A ARTE NEGRA. Dos Primitivos Processos da Escrita à Invenção da Tipografia.
Descrição:

Editorial Império Lda, Lisboa, 1941. In- 4º de 216-(3) págs. Brochado, com as capas empoeiradas e com ligeiras marcas de humidade. Miolo em muito bom estado.
Exemplar Nº 254 e uma tiragem limitada de 400, assinados pelo punho do auto. Apresenta 56 estampas "Hors-Texte", impressas sober papel couché, representando temas em torno do livro, da tipografia, da escrita, etc... Nítida impressão com grafismo muito cuidado.

Observações:

Muito curioso e interessante trabalho de fundo realizado sobre a evolução da escrita desde a antiquidade clássica até à invenção da Imoressão de Gutenberg.

Director de A Voz do Operário, Raul Esteves dos Santos (1889-1954) foi um dos democratas republicanos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD), ao lado de outros diretores de imprensa ligada à oposição à ditadura. Esteve preso na década de 40. Raul Esteves dos Santos participou nas accões revolucionárias da Implantação da República e tem o seu nome ligado a um importante conjunto de democratas republicanos que durante a ditadura tiveram um papel destacado na Sociedade A Voz do Operário, à qual se uniram pela causa da educação e por ali encontrarem um espaço de liberdade [tais como como o poeta Alfredo Guisado, antigo companheiro de Fernando Pessoa no grupo Orfeu e, depois, director-adjunto do República; ou António Lomelino, presidente do Centro Escolar Republicano Almirante Reis, a associação onde foi fundado o MUD.

Preço:65,00€

Referência:14846
Autor:SARMENTO, Julião
Título:75 FOTOGRAFIAS 35 MULHERES 42 ANOS
Descrição:

Athena - Babel, Lisboa, 2011. In-4º de 102 págs. Encadernação editorial cartonada com sobrecapa.

 

Observações:

Do texto introdutório de Sérgio Mah:

"... 75 fotografias, 35 mulheres, 42 anos refere-se àquilo que objectivamente descreve: um certo número de fotografias, que teve como assunto um certo número de mulheres, e que foram realizadas ao longo de um certo tempo, medido pelo intervalo entre a data da primeira e da última fotografias. O segundo aspecto que o título dá a perceber é o arco tipológico (e conceptual) formado por gráficos de mulheres. Nesta sequ|encia, estamos confrontados com a demarcação de um género, de um modo concreto de representação e de um tema central ...".

Preço:40,00€

Referência:14863
Autor:SASPORTES, José
Título:HISTÓRIA DA DANÇA EM PORTUGAL
Descrição:

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1970. In-8º de 450-(1) págs. Brochado. Exemplar em muito bom estado, quase novo. Muito ilustrado ao longo do texto e em separado, reproduzindo em facsimile portadas e textos antigos do séc. XVII e XVIII.

Observações:

Do texto introdurório:
"... A Dança ocupou durante séculos um lugar de relevo na vida social portuguesa, mas nunca chegou a emergir como uma manifestação artística autónoma. Moldou os cancioneiros e constituem uma das ocupações favoritas dos portugueses no período áureo do nosso teatro no século XVI, e, como não podia deixar de ser, esse gosto pela dança passou à cena e enformou-a. Mais tarde, no período barroco, as possibilidades de eclosão de uma arte coreográfica nacional foram completamente esmagadas pela importãncia maciça de artistas italianos. Em meados do século XIX, com a criação do Conservatório, nasceu uma esperança no que respeita à prepararação de artistas, mas cedo foi ofuscada pelas condições desfavoráveis da sociedade portuguesa de então. Em nossos dias, e como inegável afimração de progresso, nota-se uma consciência cada vez mais nítida da iniludível necessidade da criação de uma escola e de uma companhia de dança de nível europeu, sem as quais não é possível esperar o aparecimento de coreógrafos de mérito, capazes de dignificarem a vida artística nacional. Falta agora passar desta consci~encia à acção (...). A HISTÓRIA DA DANÇA EM PORTUGAL era pois uma obra que estava por fazer, e que, afinal, não tinha sido feita portotal falta de solicitação do meio ..."
 

Preço:30,00€

Referência:14901
Autor:Sem autoria
Título:PROFECIA POLITICA verificada no que está succedendo aos Portuguezes pela sua cega affeição aos Inglezes escrita depois do Terramoto do ano de 1755 e publicada porordem superior no ano de 1762, em Madrid. Traduzida do Hespanhol.
Descrição:

Tipografia Rollandiana, Lisboa, 1808. In-8º de 188 páginas. Brochado da época com ligeira falha no canto inferior direito. Nírtida impressão em papel azul de superior gramagem. Carimbo de antiga biblioteca priovada (de Bayolo Pacheco de Amorim) no frontspício e outro, de Henrique Hoezar (carimbo heráldico) no final, na última página. Manchas de humidade disseminadas ao longo do texto.
Obra muito invulgar.

Observações:

Curiosa obra anti-inglesa publicada em Lisboa durante a I Invasão Francesa (1808). Publicado pela primeira vez em Madrid em 1762, quando decorria a Guerra Fantástica entre Portugal e Espanha, na qual a Inglaterra apoiou Portugal, o seu conteúdo antibritânico tinha então plena justificação. Foi esse cariz contra a Inglaterra que levou à sua tradução para português e publicação em 1808, em plena 1ª Invasão Francesa. Contém muitos elementos sobre o terramoto de 1755 e suas consequências das páginas 167 a 188 incluindo uma relação histórica do sismo.

As quatro últimas páginas são um catálogo do editor. Gonçalves Rodrigues (Tradução, 2817) não identifica o autor nem o tradutor.

 

 

Preço:65,00€

Referência:14843
Autor:Sem autoria
Título:A MAÇONARIA DESMASCARADA OU COLLECCAO DOS ARTIGOS DO ECHO DE ROMA ANALYSANDO A CIRCULAR DO CAP.˙. PR.˙. FEDERACAO DE 22 DE SETEMBRO DE 1871 E A PRANCH.˙. DO IR.˙. GOMES FREIRE AO IR.˙. OTTO. ASSIM COMO A D'ESTE CAV.˙. R.˙. ╬ .˙. VEN.˙. AO REDACTO
Descrição:

Editor J. A. Teixeira de Freitas Guimarães. Guimarães. [Imprensa Popular de Mattos Carvalho & Vieira Paiva. Porto. 1872]. In-8º de 274-IV págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele azul. Ligeiro aparo marginal generalizado. Miolo bem conservado.

 

Não saíram dos prelos de Guimarães, é contudo uma edição vimaranense. Obra de raro aparecimento no mercado.

Observações:

Precedida d'uma carta-introducção e annotada por Um Redactor do Echo de Roma. Obra dedicada aos Bispos do Rio de Janeiro e Pará.

 

Preço:80,00€

Referência:14930
Autor:[trad: GONÇALVES, Égito]
Título:POESIA ESPANHOLA DO APÓS-GUERRA. Selecção e tradução de Égito Gonçalves
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, (s.d., 196?). In-8º de 207-(9) págs. Brochado. Capa anterior com risco de esfrerográfica. Bom exemplar. Capa de brochura ilustrada por Câmara Leme.

Observações:

Com um estudo da autoria de José Maria Castellet, encerra traduções da poesia de Gabriel Celaya, Blas de Otero, Leopoldo de Luis, Vicente Gaos, Victoriano Crémer, Carlos Bousoño, Eugénio de Nofra, Gabino Alejandro Carriedo, José Hierro, José Maria Valverde, Angela Figuera Aymerich, José Manuel Caballero Bonald, Manuel Pinillos, Miguel Labordeta, Julian Andugar, Ramon de Garciasol, Angel Crespo, Glória Fuertes, Carlos Barral, Jesus Lopez Pacheco, Angel Gonzalez, Claudio Rodriguez, José Agutin Goytisolo, José angel Valente e Jaime Gil de Biedma.
 

Preço:15,00€
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