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Livros do mês: Julho 2019
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Montra de Destaques

Referência:14220
Autor:BACELLAR, Bernardo de Lima e Melo
Título:DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA ...
Descrição:

LISBOA: Na Offic. DE JOZÉ DE AQUINO BULHOENS. ANNO DE MDCCLXXXIII. In 4º X-582 pags. Encadernação coeva inteira de carneira  mosqueada, sem grandes defeitos apontar, para além de uma simples e insignificantes sinais de manuseamento. Trabalho de traça fina e quase insignificante exclusivo às folhas de guarda e na charneira. Nítida impressão a duas colunas, com caractéres diminutos, sobre papel de boa qualidade manetnedo a sonoridade original.

Frontspício com recorte no pé da folha sem prejuizo da mancha tipográfica.

Ostenta ex-libros da famosa biblioteca privada de Annibal Fernades Thomaz, executado por Pastor (de Macedo, Montemor-o-Velho).

LIVRO MUITO INVULGAR, apesar de terem sido retirados do mercado na época a mando de Pina Manique.

 

Observações:

O título completo, dada a sua extensão, reproduz-se aqui:

" DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA, EM QUE SE ACHARÃ O DOBRADAS PALAVRAS DO que traz Bluteau, e todos os mais Diccionaristas juntos: a sua própria significação: as raizes de todas ellas: a accentuação. E a selecção das mais usadas, e polidas: a Gramatica Philosophica, a a Orthographia Racional no principio, e as explicaçoens das abreviaturas no fim desta Obra. OBRA DA PRIMEIRA NECESSIDADE PARA TODO aquelle, que quizer falar, e escrever com acerto a lingua Portugueza; por ser impossível, que pelos livros atégora impressos possa algum saber, a terça parte do idioma Portuguez. COMPOSTO POR BERNARDO DE LIMA, E MELO BACELLAR, PRIOR NO ALENTEJO &c ".

Este dicionário de Bacelar (o franciscano Bernardo de Lima e Melo Bacelar ou Bernardo de Jesus Maria c.1736 - p.1787) é identificado por Ramalho Ortigão (in Figuras e Questões Literárias, tomo II, ed. Livraria Clássica, 1945) como uma "obra jocosa da literatura portuguesa" onde figuram em primeira linha alguns dicionários. Adianta que este Dicionário de Bacelar é mais conhecido como o Dicionário do "... título de TRIS-TRIS PRATOS QUEBRADOS ..." e onde a entrada do s.f.  "Murça" diz ser "pele de rato em ombro de eclesiástico".

Trata-se da primeira vez que, na área da lexicografia portuguesa, se usa o termo "moderno" DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA , segundo Telmo Verdelho (Dicionários portugueses, breve história, 2002). O mesmo estudioso da língua portuguesa ainda adianta: "... trata-se, todavia, de uma obra falhada, que não contribuiu de modo apreciável para a modernização da lexicografia do português. O autor fundamentou o trabalho numa reflexão teórica que repercute o pensamento linguístico da época, valorizando a pesquisa lexical sobre todos os textos documentais do património escritural da língua, mas essa informação não transparece de modo nenhum ao longo do dicionário. Pelo contrário, não se fornece qualquer indicação textual ou histórica para o "corpus" recolhido, a não ser uma abundante e inconsistente etimologia grecizante, com base no pressuposto preliminarmente afirmado, de que o português tem a sua origem na língua grega. Esta perspectiva vicia grande parte da descrição etimológica e semântica do dicionário. O aspecto mais inovador encontra-se na tentativa de sistematizar a apresentação e ordenação da nomenclatura através de uma rigorosa segmentação morfémica. De resto, a obra apresenta ainda outras características que seriam muito louváveis (tais como a leveza e funcionalidade do volume e a abundância do "corpus", o mais copioso até então recolhido), se a selecção, fundamentação e redacção lexicográficas tivessem suficiente qualidade. O Diccionario de Bacelar, não obstante a sua originalidade, ocupa um lugar modesto e pouco lisonjeiro na história da lexicografia portuguesa. ...".


Inocêncio t.I, p. 278, diz-nos o seguinte a respeito deste título:

" ... Inocêncio I, 278: “Fr. Bernardo de Jesus Maria, Franciscano observante da provincia de Portugal. Da sua naturalidade, nascimento, e óbito, nada tenho apurado até agora. Era amigo e correspondente do arcebispo Cenáculo, desde antigos tempos, e na Bibliotheca de Évora se conservam entre os manuscritos numerosas cartas dele para o prelado. Esta tentativa, anterior de alguns anos, como se vê pela data, à publicação da primeira edição do Dicionario de António de Moraes Silva, faz por certo honra aos bons e patrióticos sentimentos do autor, cujo zelo inconsiderado o levou a tentar uma empresa na verdade superior as suas forças e para a qual lhe faleciam os elementos e espécies necessárias. Á força de querer ser conciso e sistematico em demasia, tornou-se escuro, e por vezes ridículo; e nas suas extravagantes investigações etimologicas adoptou opiniões insustentáveis, e só próprias de um espírito irreflexivo, que deixando se dominar por ideias antecipadas, vê tudo a travez do prisma de uma imaginação preocupada. A obra, logo que saíu a luz, começou a servir de alvo aos apôdos e sarcasmos dos críticos; e ha quem diga que a autoridade pública interviera, mandando retirar da circulação os exemplares, que por isso chegaram a tornar-se raros, e valeram conseguintemente preços mais elevados. De há anos a esta parte os que apparecem no mercado têem sido vendidos por 480, 600, e 720 réis, conforme o empenho do comprador, e a mão em que se acham. Eu tenho um, com que fui ha muitos anos brindado por um amigo, e que a este custou, segundo o que depois poude saber, 1:200 réis. ...".

 




 

Preço:200,00€

Referência:14192
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:O FOGO E AS CINZAS
Descrição:

Editorial Gleba, Lda. , Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 161-(6) págs. Brochado. Capa ilustrada por Victor Palla e livro inserido na prestigiada colecção bibliográfica "Três Abelhas". Exemplar quase perfeito não fosse os ligeiros picos de humidade própria da qualidade do papel e a pequena falta de papel no pé da lombada.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra. Colecção dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.

A escrita de Maniuel da Fonseca "... trata na verdade de uma ideologia muito pessoal, que olha o passado afectivamente, como se o preferisse, o que não impede que a sua obra se insceva no espírito e movimento neo-realista, ainda que de forma mais universal, ao colocar o indíviduo num centro e num plano diferentes daqueles para que aponta a realização colectiva ...". (in DICIONÁRIO CRONOLÓGICO  DE AUTORES PORTUGUESES, vol. IV, Publicações europa-América, 1998)

Preço:25,00€

Referência:14175
Autor:LIMA, João de Lebre e
Título:O CLARO RISO MEDIEVAL
Descrição:

Livraria Chardron de Lello & Irmãos Editores, Porto, 1916. In-8.º de 79(3) págs. Br. Ligeira mancha de humidade desvanecida e marginal.

Bonita dedicatória autógrafa no ante-rosto.

Observações:

"Conferência lida pelo autor, no primeiro Salão de Humoristas e Modernistas, realisada na cidade de Porto." Muito curiosa conferência, tanto pelo tema bastante invulgar.

Preço:15,00€

Referência:14194
Autor:PESSOA, Fernando
Título:CORAÇÃO DE NINGUÉM
Descrição:

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1985. In-8º de 136 págs. Brochado. Ilustrado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior. Bom exemplar, em excelente estado de cosnervação.

Observações:

Livro da exposição na Fundação Calouste Gulbenkian (1985), organizada pela comissão executiva das Comemorações do Cinquentenário da Morte de Fernando Pessoa. Reprodução facsimilada da cartas, manuscritos, livros, e outros documentos seleccionados por Teresa Rita Lopes.

Preço:25,00€

Referência:14206
Autor:TELO, Alencastre
Título:ANGOLA TERRA NOSSA - Diário do Terrorismo
Descrição:

Lisboa, Edição do Autor, (1962). In. 4º de 320 págs + 25 ilustrações impressas a preto e branco. Brochado, em excelente estado de conservação. Ilustrado à parte sobre papel couché.

BASTANTE INVULGAR quando em excelente estado o exemplar que agora se apresenta.

Observações:

O autor relata através de uma espécie de diarística todos os acontecimentos em torno da guerra no norte de Angola desde Março de 1961, quando a UPA (Antecessora da FNLA e liderada por Holden Roberto) desencadeou uma onde de terror, matando civis indefesos, brancos, negros e mestiços de forma selvática e com requintes de malvadez. Encerra dezenas de ilustrações com fotografias sobre a guerra e o terror da UPA. As ilustrações representam bem a violência das chacinas e assassinatos de familias inteiras assim como das destruições de aldeias inteiras. Um excelente registo com imensa informação sobre a guerra colonial em Angola desde o seu primeiro dia, com nomes das vitimas, aldeias e fazendas atacadas e destruidas.

 

 

Preço:45,00€

Referência:14162
Autor:[ANDRADE, José Calheiros Magalães e]
Título:REGRAS DAS CINCO ORDENS DE ARCHITECTURA SEGUNDO OS PRINCPIOS DE VIGNHOLA, com hum ensaio sobre as mesmas Ordens feito sobre o sentimento dos mais celebres Architectos
Descrição:

Impressão Régia, Lisboa, 1830. In-4º de frontspício alegórico+VII-154pp + 82 estampas abertas a buril. Encadernação coeva inteira de carneira com decoração dourada ao gosto da época, também com rótulo de pele preta na lombada com dizeres a ouro. Esta apresenta defeitos de uso nas charneiras e zonas marginais das pastas. Miolo limpo e papel mantendo a sonoridade própria. Assinaturas de posse no frontispício.
Ao presenta exemplar faltam as gravuras numeradas nº 2 e 81. Rúbricas de posse no frontspício e no verso deste, página branca (sem impressão) toda manuscrita com historial de pertence do livro até 1922.
 

Observações:

Esta tradução é feita por José Calheiros Magalhães Andrade e dedicada a D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho (1735-1822). Conheceu uma primerira edição em 1787, e ainda, segundo Inocêncio, duas outras posteriores à presente.

Inocêncio, t.IV, 287; t. XII, 270

Preço:275,00€