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Livros do mês: Outubro 2020
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Montra de Destaques

Referência:14590
Autor:AAVV
Título:ANTOLOGIA DE VANGUARDA. Sá Carneiro - Almada - Manuel de Lima - Luiz Pacheco
Descrição:

Edições Afrodite (Montijo, s.d.-196?). In-8º de 276-(2) págs. Brochado. Exemplar impecavelmente bem conservado.

Observações:

Reúne respectivamente, «A Loucura», «A Engomadeira», «Um Homem de Barbas» e «Os Namorados».  Não são ficções inéditas.

Preço:35,00€

Referência:14608
Autor:ALBOIZE, Jules-Edouard & MAQUET, August
Título:LES PRISONS DE L'EUROPE
Descrição:

a continuação do título:
Bicêtre, La Conciergerie, La Force, La Salpêtrière, Le For-L'Evêque, Saint-Lazare, Le Châtelet, La Tournelle, L'Abbaye, Sainte-Pélagie, Pierre en Cize, Poissy, Ham, Fenestrelles, Le Château d'If, Château Trompette, Le Mont Saint-Michel, Clairvaux, Les Iles Sainte-Marguerite, La Tour de Londres, Pignerolles, Le Spielberg, Les Plombs de Venise, Les Mines de Sibérie, Les Sept Tours, Les Cachots de l'Inquisition.
Histoire des prisonniers d'état, des victimes du fanatisme politique et religieux, intérieur des bagnes, travaux et punitions des forçats, détails inédits sur toutes les prisons élevées par le despotisme.

 

Administration de Libraire, Paris, 1845. In-4º de 8 tomos encadernados em 4 volumes com  340, 368, 363, 326, 344, 347, 348 e 399 páginas respectivamente. Encadernação coeva, em calf vermelho, finamente dourado na lombada. Magníficamente ilustrado com 32 gravuras abertas em chapa d'aço. Ocasioanis picos de humidade.
O vol. VIII trata exclusivamente da história das prisões públicas de mulheres. BELÍSSIMO EXEMPLAR, peça de colecção sobre a história do sistema prisional internacional.

 

Observações:
Preço:300,00€

Referência:14589
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:SALOMÉ e outros poemas
Descrição:

Livraria Moderna de Augusto D´Oliveira Editor, Coimbra, 1896. In-8º de (6)-88-(3) págs. Encadernação coeva (?) em chagrin vermelho, com cantos. Pastas com cercaduras douradas e lombada fina e elegantemnte decorada a ouro com elaborados ferros. Ambas a capas de brochura preservadas e com raros picos de humidade. Miolo muito limpo. Guardas em papel tintado manualmente. Ligeiro aparo generalizado. Nítida impressão de esmerado apuro gráfico sobre papel algodão de qualidade superior.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Eugénio de Castro (1869-1944) foi autor responsável pela introdução do Simbolismo em Portugal.

Preço:90,00€

Referência:14460
Autor:DAEHNHARDT, Rainer
Título:PÁGINAS SECRETAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Descrição:

Edições Nova Acrópole, Lisboa,1995. Dois volumes cartonados de in-8º de 191 e 227 págs, respectivamente. Encadernação editorial ilustrada, assim como Ilustrado se apresenta ao longoda obra e em extra-texto.

Observações:

Esta obra é um compêndio de várias histórias, mais ou menos secretas organizado por  este historiador luso-alemão acrescentando sempre a sua análise e as fontes a que recorreu para abordar diversos casos omissos e falsas verdades da História de Portugal.

Abordam-se perguntas como, entre muitas outras:

Damião de Goes foi assassinado porque sabia demais? Houve um "Artigo Secreto" no tratado da aliança luso-britânica? A custódia de Belém esteve quase a ser derretida para cunhar moeda? O Mosteiro da Batalha foi vendido em hasta pública para servir de pedreira? Os antepassados de D. Afonso Henriques vieram do Báltico? Os lusitanos eram cristãos-arianos? Lisboetas já tinham ido aos Açores antes dos homens enviados pelo Infante D. Henrique?

Do Índice:

Volume I

- Um Deus Lusitano disfarçadamente ainda venerado
- O secretismo acerca dos Vândalos
- A origem Borgonhesa da 1ª dinastia portuguesa
- Dom João I, Fernão Lopes e a mudança da data
- Porque assassinaram Damião de Goes?
- O Avanço tecnológico do armamento português e sua influência nos contactos co outras culturas
- Lusitânea é a Coroa da Europa
- Para evitar Nova Guerra Portugal comprou o Brasil à Holanda
- O Conde de Lippe, um Homem de Espanto
- Moeda Falsa oficializada
- Dom Fernando II e seu amor por Portugal
- A Aliança Luso-Britânica e sua cláusula secreta
- Campos de concentração portugueses
- Serviço de correio estrangeiro a funcionar em Portugal

Volume II
- Terão Moçárabes lisboetas chegado aos Açores?
- Acerca da pergunta: "Quem foi Lopo de Calvo"?
- Contactos Luso-coptas
- Os cristãos de São Tomé
- Fernão de Magalhães não traiu Portugal
- Um presente português que mudou o Extremo-Oriente
- Uma investigação alemã sobre o falso (?) D. Sebastião
- O sebastianismo, a lenda messiânica portuguesa
- Um canhão no Cabo da Roca
- Uma carta de brasão espanhola passada em Lisboa
- O Duque de Schomberg, herói da Guerra da Restauração
- Uma rainha da Grã-Bretanha passou uma sentença de morte no Brasil
- Zeppelins nos Açores e Madeira
- Perdemos a nossa "Rampa de Lançamento"

Preço:45,00€

Referência:14616
Autor:DOM JOÃO I
Título:LIVRO DA MONTARIA. Feito por D.João I, Rei de Portugal conforme o Manuscrito n.º 4352 da Biblioteca Nacional de Lisboa. - Publicado por Ordem da Academia das Sciencias de Lisboa por Francisco Maria Esteves Pereira.
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1918. In-4º de LXV-465 págs. Encadernação moderna meia francesa com cantos em pele, rótulo na lombada com dizeres gravados a ouro. Ilustrado com reprodução de desenhos dos cercos da caça contidos no manuscrito original e com 6 estampas com motivos de caça em painéis de azulejaria. Conserva capas de brochura primitivas, com pequenos defeitos marginais, por vezesgrosseiramente restauradas nos cantos. Ligeiro amarelecimento dada a qualidade relativa do papel. POR APARAR.
Obra estimada e muito invulgar.

Observações:

Primeira edição impressa desta obra atribuída a D.João I foi escrito entre 1415 e 1433, tem 70 capítulos divididos por três "livros" e é, segundo as mesmas, "uma das obras mais notáveis do século XV".


"O Livro de Montaria feito por El-Rei D. João I de Portugal é um precioso testemunho da vivência medieval, que traduz, na frescura das suas páginas, um imenso entusiasmo pela arte de caçar, exercício cuja origem se perde na imensidão dos tempos. (…) Temos assim o melhor exemplo de como, na corte portuguesa de quatrocentos, se fomentou uma actividade desportiva, com a preocupação do crescimento harmonioso, empenhando toda a potencialidade humana." (Prof. Doutora Manuela Mendonça)

Lê-se na Introdução:

" ... O Livro da Montaria é uma obra original em todas as suas partes, e não a tradução, imitação, ou adaptação de outra obra semilhante, escrita em português ou língua estranha. Sob o ponto de vista técnico, O Livro da Montaria é um tratado da arte da caça do monte, e compreende não só as regras e preceitos que deve observar o monteiro para ser perfeito na sua profissão, mas tambem as razões que os justificam; e em que todas as operações da caça do monte são descritas com admirável minuciosidade, não só as destinadas a apreender a caça, como tambem a preparar os meios para obter o resultado desejado. Sob o ponto de vista literário o Livro da Montaria tem grande merecimento; contem, como era de esperar, grande número de termos usados neste género de caça, e pelo qual se pode determinar a sua significação especial. (...) O estilo é, como convém a uma obra didática, singelo, preciso e mesmo elegante, e sempre nobre; nele não se encontram palavras da linguagem baixa, e muito menos obscenas."

Caapítulos do Livro da Montaria

Livro I

Capítulos Iniciais I-IV - Constituem a parte teórica que fundamenta a prática da montaria.

Capítulos V-VIII- Tratam dos aspetos morais relacionados com a prática da montaria, de tal modo que se pode praticar sem cometer pecado (Cap. VI). O comportamento e as obrigações que devem ter o Rei, os cavaleiros , escudeiros e moços de monte. Assim como, evitar o descuido das suas obrigações, el excesso de bebida, a mentira e a paixão excessiva pela caça.

Capítulos IX-XIV Estes capítulos poderia considerar-se um pequeno compêndio cinotécnico, Estes capítulos tratam da seleção, reprodução, selecção das crias, alimentação e treino. Sobretudo os cães das espécies preferidas para este tipo de caça, alãos e sabujos. Assim como, aspectos do tratamento de doenças e ferimentos dos cães, fundamentais para a prática monteira.

Cabe destacar que a diferenciação e estratificação social que se perfila na  obra de D. João I, tendo a sua correspondência nos cães, os alãos “como da mais nobre casta dos caães” pelo qual devem  ser tratados de modo especial,

No capítulo XIV, sobre o treino dos cães de correr, achar e de trela.

Nos Capítulos XV-XVIII trata do treino dos monteiros em procurar e identificar rastos de animais

Nos capítulos XIX- XXII trata do estudo da presa e única, o PORCO MONTÊS (Javali).

Os restantes capítulos (XXIII-XXX) tratam da preparação da montaria e da colocação dos monteiros segundo o seu estrato social.
 

Livro II

Capitulo I- Trata de aspectos ideológicos, protocolares, e de estatuto social que os moços de montaria devem de ter. Para além disso, aspectos relacionados com o seu trabalho durante a montaria.

Capítulos  II-VI, tratam da instrução dos moços de montaria  no maneio dos cães durante a montaria.

Capítulos. VII-IX tratam do auxilio que os moços de montaria devem prestar aos monteiros.

Capítulos X-XX, ensina como os moços de montaria devem enfrentar e matar de diversas formas o Porco Montês.

Livro III

Este livro trata de aspectos ideológicos e morais que os fidalgos e senhores dos terrenos devem ter na pratica da montaria.

Capítulos I- IV – Tratam da educação do monteiro, desde a sua idoneidade ao vestuário e armas a usar na montaria.

Capítulos V- VII- tratam do ensinamento dos monteiros no treino dos cães alãos, quer o monteiro esteja a cavalo ou em outras situações.

Capítulos VIII- X – Tratam da colocação e composição das armadas.

Capítulos XI- XII- Tratam de aspectos de equitação na montaria  e dos perigos de matar o Porco Montês a cavalo.

Capítulos Finais- trata das diversas maneiras de como matar o porco montes a cavalo, na sua maioria sem a ajuda de cães

Preço:145,00€

Referência:14525
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:VAGÃO J
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1946. In-8º de 232 págs. Brochado. Exemplar em bom estado de conservação, estando apenas a capa muito ligeiramente amarelada, devido à acção do tempo sobre a qualidade própria do papel. Apresenta uma rúbrica de posse. Miolo impecável sem defeitos apontar. Nestas condições, RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreendido pela PIDE sendo considerada como uma das mais IMPORTANTES OBRAS DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS. A lindíssima capa de brochura é desenhada por Victor Palla. Inserido na prestigiada colecção de literatura neo-realista portuguesa Novos Prosadores da Coimbra Editora

Observações:

Um dos livros de Vergílio Ferreira censurados durante o Estado Novo, sobretudo pela exposição da miséria social e da categorização da sociedade.

Assim, e resumindo, Vagão J gera-se entre dois espaços de ficção: a estrutura social, claustrante, e a estrutura de espanto, que preenche o espaço de alargamento, desclaustrante. O homem e a vida possíveis no primeiro espaço são caraterizados pela linearidade provocada pelo dinheiro, significante aniquilador que abafa todas as outras dimensões possíveis no ímpeto de esmagar. Gera-se assim a claustração para os ricos e para os pobres. Estes últimos, como não têm acesso à parte agradável desse espaço, veem-se privados de uma linguagem ordenada, que hierarquize, compartimentando, a vida. E a partir dessa linguagem cuja sintaxe põe lado a lado vários planos, hierarquizados valorativa e topograficamente no discurso dos ricos, se gera o alargamento em que os contrários se harmonizam e em que a linearidade monótona se quebra em favor da recuperação circular de novas dimensões a partir dos momentos de espanto, que vão enriquecer de novos tons a Harmonia (tal como o canto de Maria do Termo), encontrada numa organização possível dos momentos de espanto – aquilo a que chamei estrutura de espanto.” (Helder Godinho)

Preço:150,00€

Referência:14542
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:GUITARRA treze romances
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa,  1956. In-8º de 64-(4) págs. Brochado. Livro integrado  na colecção "Poesia e Verdade".

Valorizado pela extensa e sentida dedicatória autógrafa, de página inteira, ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO do primeiro livro do autor.

PEÇA DE COLECÇÃO - INVULGAR.

Observações:

Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomaz de Figueiredo, que fez parte  do movimento modernista coimbrão da década de 20.

Dos cães desterrados

Cães da cidade, em traseiras
de quinze metros quadrados
que nunca viram do céu
mais que um retalho de estrelas,
que só quando a lua passa
pela vertical do pátio
à lua podem ladrar...
Cães exilados que nunca,
devolvidos pelo eco,
supondo ladrar a estranhos,
ladrarão aos próprios ladros...

(...)

Preço:40,00€

Referência:14617
Autor:HUGHES, Thomas Smart
Título:TRAVELS IN GREECE AND ALBANIA
Descrição:

Colburn & Bentley, London, 1830. In-4º de XVI-511 e VII-512 págs. Encadernação coeva em sintético verde com rótulos de pele castanha e dizeres dourados na lombada. Ilustrado com 3 mapas desdobráveis, 1 frontspício colorido, 13 gravuras abertas em chapa d'aço de página inteira e dupla. COMPLETO DE TEXTO E GRAVURAS, estas últimas efevtuadas a partir de desenhos de C.R. Cockerell. MUITO BOM EXEMPLAR, muito be conservado com ocasional e muito raro foxing, tão prórpio da acção do tempo sobre este tipo de papel, mesmo assim de belíssima qualdiade.

Observações:

Segunda edição preferível à primeira por ser consideravelmente aumentada, em dois volumes e muito mais ilustrada. Embora o título não refira, a obra apresenta uma descrição da Sicilia bastante extensa e tratado com igual peso as regiões denominadas no título.

Hughes (1786-1847) foi um erudito e clássico teólogo, formado em Cambridge. Viajou uma única vez para o Leste na companhia de Robert Townley-Parker durante os anos de 1813 e 1814. Os dois viajantes chegaram a Zakynthos em 1812 e de lá viajaram para Patras. Visitaram vários sítios arqueológicos assim como as principais cidades do Peloponeso. Mais tarde, em Atenas, eles mostraram um grande interesse pela vida cultural e pela educação das gentes da cidade. Em 1814, Hughes viajou para Ioannina na companhia de R. Cockerell. Ele dá uma descrição detalhada da mansão de seu anfitrião Nicolos Argyris (Vrettos), onde Byron e Hobhouse estiveram hospedados quatro anos antes. O convívio com ilustres e afamadas personagens locais como Ali Pasha (Hughes descreve sua primeira audiência com Vizir numa viva emoção). A personalidade de Ali Pasha é descrita com rigor a partir de perspicazes observações. Ao mesmo tempo, ele é muito criterioso quanto à situação na "terra do sátrapa", em particular suas crenças religiosas e educação.

Hughes teve conhecimento em primeira mão dos acontecimentos dramáticos de Parga e registra-os aqui com com imensa objetividade. Foi muito ativo no apoio à Revolução Grega tendo posteriormente, em Londres, publicado vários panfletos sobre o tema. A primeira edição deste leu livro, saiu em 1820. Escrito com imensa sensibilidade e sem preconceitos faz descrições detalhadas de gentes, acontecimentos, dos costumes, das paisagens, das cidades assim como outras particularidades com bastante detalhe. É considerada uma das principais crónicas de viagens da era Ali Pasha.

Preço:475,00€

Referência:14529
Autor:JÚDICE, Nuno
Título:POR TODOS OS SÉCULOS
Descrição:

Editores Quetzal, Lisboa, 1999. In-8.º de 149 págs. Br.

Observações:

Obra onde se abordam as  semelhanças entre Brísida, uma mulher condenada à fogueira pela Inquisição; uma Santa que abdicou de todos os prazeres mundanos; uma americana que vem difundir os ideais capitalistas num país que estivera sob domínio do regime comunista; e Monica Lewinski, amante de Bill Clinton. Todas as analogias são estabelecidas através de reflexões sobre o amor, o sexo, a religião, a ética e a própria política.

 

"Também o milagre é sujeito a esse tipo de inquérito; e no fim de tudo, se há a confirmação do transcendente - quer esse transcendente se refira à relação, mesmo que imprópria, entre dois seres humanos, ou a outra mais própria entre um ser humano e uma entidade divina, - então se verá se há motivos para uma impugnação; e o que daqui resulta é a diferença entre um santo e um pecador; e é verdade que, no fim de tudo isto, se vê que são ínfimas as diferenças entre essas duas qualidades, sendo talvez o único se a cuja acção se pode atribuir a característica inequivocamente negativa o inquisidor, ou o advogado do diabo."

Na contracapa:
"... Seu sobrinho, e seu confessor, o Padre Fr. João de S. Teresa também, preso do Sto Ofício depõe, que sendo rapaz, mas já clérigo, e sentindo muitos impulsos de carne, se deitou na cama nu com ela, por lhe dizer a Madre que era um eficaz remédio para se lhe apagar a concupiscência; e que depois de estarem na caam ela se punha em cima dele, tocando o seu membro viril as partes pudendas dela, ainda sem erecção nem introdução, aonde se conservava assim por um quarto de hora e meia; porém que nem nele havia polução, nem conhecera que nela a houvesse." (Do "Processo de Teresa Maria de S. José, Terceira da Ordem do Carmo").
 

Preço:15,00€

Referência:14573
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:SISMO
Descrição:

Portugália, Lisboa, 1952. In-8º de 59-(1) págs. Brochado, bom exemplar não obstante de apresentar o papel amarelecido, típico da sua qualide intrínseca.
PRIMEIRA EDIÇÃO DA OBRA DE ESTREIA deste autor, pioneiro na poesia concreta e visual em Portugal.

Observações:
Preço:80,00€

Referência:14317
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:QUEDA LIVRE
Descrição:

Livraria Nacional, Covilhã, 1961. In-8.º de 64-(2) págs. Brochado. Impecavelmente bem conservado apenas apontando-se como “defeito” um quase imperceptível amarelecimento marginal, provocado pela oxidação do papel desta zona das margens do livro quando em contacto com o ar, ao longo dos seus 60 anos de existência.

Obra invulgar e inserida na apreciada colecção "Pedras Brancas". Capa e desenho impresso em folha desdobrável à parte, da autoria de Manuel Batista.

Observações:

 

sento-me nestas cadeiras que limitam
quatro paredes brancas
onde me quebro as noites

terra de geometria

alicerce de pó
que nos mantém a vida

casa forma passiva de ser móvel

horizonte de braços

telhado

que deixa o sol entrar
e a chuva fugir

 

Preço:40,00€

Referência:14348
Autor:MONIZ, Manuel Mendes
Título:ANTI-PROLOGO CRITICO E APOLOGETICO no qual á luz das mais claras razões se mostrão desvanecidos os erros, descuidos, e faltas notaveis, que no insigne P. Manoel Alvares presumírão descobrir os Rr. Aa. Do Novo Methodo da Grammatica Latina
Descrição:

Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Encadernação coeva inteira em pele. Papel mantendo a sonoridade original.

Observações:

Trata-se de um dos varios textos de protesto contra "O Novo methodo da Gramatica Latina" de António Pereira de Figueiredo que fora escolhido como texto básico para uso nas escolas.

Preço:80,00€

Referência:14606
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:A MINHA CARTILHA
Descrição:

(Tipografia Cardos),Figueira da Foz, 1954. In-8º de 40-(1) págs. Brochado. Rubrica de posse no frontspício. Conserva a rara folhinha volante da errata.

Observações:

Edição comemorativa do 2º aniversário da morte do poeta.

Na primeira página: " AO LEITOR // Neste livrinho, desejo apenas dar, em resumo elucidativo, as minhas ideias sentimentais, espalhadas na minha obra poético-prosaica. Representam um conceito religioso da vida, em harmonia com a razão e o coração. Talvez contenham uma parcela da Verdade: e, portanto, de utilidade. Assim seja, para este meu trabalho final encontrar desculpa, perante os meus leitores ou irmãos ".

Preço:17,00€

Referência:14483
Autor:PEDRO, António
Título:GRANDEZA E VIRTUDES DA ARTE MODERNA - Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
Descrição:

Resposta do autor a uma Conferência proferida pelo Sr. Arnaldo Ressao Garcia a 20 de Abril na Sociedade Nacional de Belas Artes, na qual este, segundo António Pedro, terá insultado a arte e os artistas modernos.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14583
Autor:PIMENTA, José Augusto
Título:MEMORIA HISTORICA E DESCRIPTIVA DA VILLA DO BARREIRO
Descrição:

Typ. do Diccionario Universal Portuguez, Lisboa, 1886. In-4º de XII-116 págs. Ilustrado à parte sobre papel de gramagem e qualidade superior. Belíssimas vinhetas capitulares alegóricas. Encadernação coeva em percalina azul com elaborados ferros secos e dourados numa bonita composição em cercadura que emoldura os dizeres nas pastas. Impressão sobre papel de relativa qualidade, tão própria da época, apresentadno-se como tal intensa oxidação. Folha que compreende as páginas 3 e 4 solta. Ostenta uma dedicatória autógrafa a um antigo reitor da Universidade de Coimbra.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

 

José Augusto Pimenta (1860-1940), será sempre citado como o autor da primeira obra sobre a história e as origens da localidade onde nasceu. Embora incompleta, a monografia mereceu na altura na impresna rasgados elogios quando do seu aparecimento. Historiadores posteriores (como Armando S. Pais) não tiveram dificuldades em apontar certas deficiências, mas é mais que justo salientar que aquela obra de investigação partiu praticamente do zero.
Na página 1, lê-se o seguinte:

"... Na margem esquerda do Tejo, a nove kilometros proximamente ao sul de Lisboa, n´uma bem situada planicie, saudavel e lavada pelo norte, fica collocada a importante villa do Barreiro.
Não podemos determinar precisamente a data da sua fundação, mas o que nos afigura fóra de toda a duvida é que este sitio começou a ser povoado por pescadores vindos do Algarve que, attrahidos pela grande abundancia de peixe e marisco das aguas do Tejo, bem como pelo excellente mercado que lhes fornecia a cidade de Lisboa, vieram, pouco a pouco, desde muitos seculos, emigrando para estas paragens, onde se foram estabelecendo como actualmente sucede com o portinho d´Arrabida e tantos outros pontos da nossa costa.
O modo de fallar, bem como a accentuação da voz dos habitantes do Barreiro, tão differente do das outras povoações limitrophes, ainda as mais proximas, tem grande similhança com a dos povos do Algarve, bem como se nota ainda uma certa similhança de costumes ...”

Preço:75,00€

Referência:14611
Autor:RÉGIO, José
Título:HÁ MAIS MUNDOS. Contos
Descrição:

Lisboa, Portugália Editora, 1962. In-8º de 264-(6) págs. Brochado, capa anterior vincada no canto inferior direito. Charneira com sinas de uso. Miolo muito limpo. Ostenta um AUTÓGRAFO DATADO de José Régio.

Observações:

Insere os contos intiutlados:
Os Três Vingadores ou Nova História de Roberto do Diabo
O Fundo Do Espelho
Conto do Natal
Os Paradoxos do Bem
Os Três Reinos
Os Alicerces da Realidade
As Historietas dum Coleccionador de Antiguidades

«Tanto mais duvidamos quanto mais sabemos, ou julgamos saber. E sobre nós mesmos, homens, se torna ainda maior a nossa perplexidade! [...] Decerto há mais mundos que os já descobertos, conhecidos, sonhados! Porém o nosso espírito recua, o nosso entendimento vacila e teme, em se aventurando um passo no labirinto das esferas, nas sombras dos nossos próprios subterrâneos...» (in "Os Três Vingadores ou Nova História de Roberto do Diabo", JR)

Preço:35,00€

Referência:14603
Autor:Sem autoria
Título:MÉMOIRE PRESENTÉ PAR LE GOUVERNEMENT PORTUGAIS SUR LA RÉCLAMATION DU SUJET ITALIEN MICHELANGELO LAVARELLO soumise par accord des gouvernements italien et portugais a l'arbitrage de S. M. la Reine de Hollande.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1892. In-4º de 147 págs. Brochado. Cadernos por abrir, dedicatória autógrafa na capa de brochura. Papel acidificado e capas empoeiradas. Exemplar em bom estado.
 

Observações:

Curiosa memória sobre direito maritimo elaborado à custa de um caso particular sucedido em São Vicente de Cabo Verde no ano de 1884, em que Miguelangelo Lavarello, italiano, reclama ao governo português uma indemnização do montante de 165.000 francos pelo prejuízo que lhe causou o procedimento ilegal, abusivo e injustificável, usado pelas autoridades sanitárias portuguesas de São Vicente de Cabo Verde, em torno do vapor italiano Adria, as duas vezes que atracou nesta vila, a primeira vez no mês de Agosto, vindo de Gênes com destino a Argentina (La Plata), com paragem em São Vicente e a segunda vez no regresso a Europa, em Outubro do mesmo ano. Para a resolução do caso, foram chamados os Reis de Italia e  Portugal para submeter uma decisão arbitrária de um jurisconsul afim de nomear pelo governo holandês, o diferendo existente entre ambas as partes no seguimento da reclamação apresentada por Lavarello contra o governo português. Ao processo jurídico suplementa o Livro Branco e a curiosa descrição da viagem assim como os incidentes que motivaram o presente escrito em forma de memória.
 

Preço:60,00€

Referência:14582
Autor:SENA, Jorge de
Título:ANDANÇAS DO DEMÓNIO. Histórias verídicas e fantásticas e outras ficções realistas, antecedidadas por um elucidativo prefácio.
Descrição:

Estúdios Cor, Lisboa, (1960). In-8º de 228-(10) págs. Brochado. Miolo bem cosnervado e capas com ligeiras manchinhas desvanecidas de humidade. Capa de brochura ilustrada por Luís Filipe.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Edição original de um dos títulos de Jorge de Sena mais destacados de toda a sua obra em prosa.

Preço:35,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14604
Autor:SILVA, Antonio Diniz da Cruz e Silva
Título:O HYSSOPE - Edição critica, disposta e annotada por José Ramos Coelho, com um prólogo, pelo mesmo, ácerca do auctor e seus escriptos.
Descrição:

Empreza do Archivo Pittoresco, Lisboa, 1879. In-4º de (6)-461-(3) págs. ilustrado. Edição especialmente apreciada pelas ilustrações em xilogravura, da autoria Alberto, Hildibrand, Pedroso e Severini, segundo desenhos de Manuel de Macedo, ao longo do texto como em separado, de página inteira. Encadernação editorial de luxo, em chagrin na lombada com elaborados ferros gravados a seco e pastas com molduras estilizadas a circundar os dizeres e vinheta alegórica, gravada a ouro fino. Corte das folhas brunido a ouro. Ocasionais picos de acidez.

Observações:

Esta obra apresenta a particularidade de ser a PRIMEIRA OBRA HEROI-COMICO publicada em Portugal, durante o governo de Junot, cuja edição original terá sido impressa em Paris, em 1802 e da autoria de António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799), cujo pseudónimo arcádico era Elpino Nonacriense (um dos fundadores da Arcádia Lusitana).
No seu tempo, teve esta obra grande popularidade tendo sido traduzida para francês, inglês e alemão. Nela são ridicularizadas, sobretudo, a mentalidade escolástica e os abusos praticados pelas altas esferas da Igreja quando em 1768, o bispo de Elvas, " ... D. Lourenço de Lencastre, e o deão do cabido, José Carlos de Lara, tiveram um arrufo que pôs fim ao costume que o último tinha em obsequiar o hissope (ou aspersório, instrumento utilizado para aspergir água benta) ao bispo, sempre que este se dirigia à sé. Ofendido, D. Lourenço de Castro conseguiu que o cabido emitisse um acórdão para obrigar o deão a continuar a executar o antigo costume. O deão protestou ao cabido, ao bispo e até ao metropolita de Évora, vendo sempre baldados os seus esforços e acabando mesmo por morrer, poucos meses depois, sem ver alterada a sentença. Sucedeu-lhe no cargo um seu sobrinho, ao qual também se exigiu o mesmo, sob pena de repreensão e multa. Sem se deixar intimidar, o novo deão apelou desta vez à Coroa. Prevendo um desfecho malogrado, o bispo e o cabido acabaram por riscar os acórdãos do respectivo livro e negar tudo o que se tinha passado (...) Este caso, que durou à volta de dois anos, foi acompanhado de perto pelos habitantes de Elvas, entre os quais se encontrava António Diniz da Cruz e Silva, exercendo funções de magistratura junto do exército da cidade. Tendo sido um dos fundadores da Nova Arcádia, Diniz aproveitou os seus dotes poéticos para caricaturizar esta "bagatela", compondo assim uma obra intitulada O Hissope, que começava com os seguintes versos: Eu canto o Bispo e a espantosa guerra // Que o hissope excitou na Igreja d'Elvas.

 



 

Preço:80,00€

Referência:14550
Autor:VASCONCELOS , Mário Cesariny de
Título:19 PROJECTOSdePrémioAldonsoOrtigãoseguidosdePoemasdeLondres.
Descrição:

Quadrante, Lisboa, 1971. In-8º de 84-(2) págs. Brochado. Em excelente estado e conservação.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO

Preço:35,00€

Referência:14526
Autor:WAGNER, Padre Franz
Título:VIDA E VIRTUDES HEROYCAS DA AUGUSTISSIMA EMPERATRIZ LEONOR MAGDALENA THEREZA Esposa de LEOPOLDO O GRANDE, EMPERADOR DOS ROMANOS, DEDICADA A Serenissima Senhora INFANTE DE PORTUGAL D. MARIA NETA DA MESMA EMPERATRIZ, Composta por hum Religioso da Compa
Descrição:

Na PATRIARCAL OFFICINA DA MUSICA, Lisboa, Anno M. DCC. XXVII (1727). In-4º de xxxiii-487 págs. Encadernação artistica coeva em carneira mosqueada selectivamente a constituir elementos geométricos de decoração limitados por ferros gravados a seco e a ouro nas pastas, com ferros a ouro na lombada em casas fechadas e rolados nas esquadrias das pastas (com cantos coçados), Obra primorosamente impressa em papel de elevada gramagee ilustrada com conjunto apropriado de vinhetas decorativas de grande mestria (brasão da Infanta de Portugal, brasão de armas do Barão de Seegh, Monograma da Companhia de Jesus, monograma do Santo Oficio, monograma do Patriarcado, brasão de armas do Paço Real, brazão de armas da Imperatiz, miniatura do retrato da Imperatriz, mausoléu da Imperatriz e vinheta final); bem como bela estampa aberta a talhe-doce por Röster, ocupando página inteira e desdobrável (com legenda em rodapé), com o retrato a corpo inteiro da Imperatriz Leonor antecendendo a sua biografia.
RARO.

Observações:

Tem no fim um elogio, composto pelo conde da Ericeira D. Francisco Xavier de Menezes.

Preço:300,00€

Referência:14591
Autor:[editor: LIEBER, Francis]
Título:ENCYCLOPAEDIA AMERICANA. A Popular Dictionary of Arts, Sciences, Literature, History, Politics and Biography brought down to the present time; included a copious collection of original articles in AMERICAN BIOGRAPHY ...
Descrição:

Thomas Cowperthawt & Co, Philadelphia, 1838. In-8º de 13 volumes com encadernação coeva, inteira de pele mosqueada com decoração dourada na lombada em casas fechadas e dizeres também dourados sobre rótulos de pele preta. Aparo generalizado de todos os volumes com goteiras pintadas. Picos de acidez dissimenados pelo miolo. Bom exemplar.

Observações:

Esta edição publicada em 1838 leva a designação de NEW EDITION. De facto, trata-se de uma nova edição publicada por uma distinta casa editorial em relação à  primeira edição que apareceu em 1833. Conhece-se ainda uma de 1836 sem designação de ordem editorial alguma. Trata-se da primeira Enciclopédia Americana, publicada com enorme sucesso, baseada na enciclopédia alemã de Brockhaus (Conversations Lexikon), com substancial desenvolviento no que respeita aos Estados Unidos com especiais entradas sobre a rede ferroviária (muito invulgar nestas datas de desenvolvimento primordial das locomotivas e comboios), artigos de biografias célebres e, sobretudo, com bastante destaque, discussão sobre os idiomas nativos americanos.

A início desta pulicação foi realizada em fascículos no ano de 1829. A presente edição, tal como a anterior, teve ainda o apoio e os precisosos contributos de Edward Wigglesworth (1804-1876), Thomas Gamaliel Bradford (1802-1887) e  Henry Vethake (1792-1866) entre muitos outros.

Sabin 22556.
 

Preço:400,00€

Referência:14624
Autor:[MARTINHO, Virgílio & SAMPAIO, Ernesto]
Título:ANTOLOGIA DO HUMOR PORTUGUÊS. Selecção e notas: Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio. Prefácio, Ernesto Sampaio.
Descrição:

Edições Afrodite de Fernando Ribeiro de Melo, Lisboa, 1969. In-8º de  XXV-(3)-1004-(3) págs. Brochado. Rúbrica de posse. Capas com sinais de manuseamento, como sempre, lombada com vincos próprios providados pela leitura deste espessíssimo volume. Miolo em muito bom estado.

Observações:

Edição ricamente ilustrada com muitos e originalíssimos desenhos de Carlos Ferreiro, Eduardo Batarda, João Machado e José Rodrigues.

Na badana, lê-se:

"A Antologia do Humor Português contém sessenta e dois autores. Inicia-se com Cantigas d´Escarnho e Mal Dizer e termina nos nossos dias. Inclui textos, entre outros, de Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, D. Francisco Manuel de Melo, Padre Manuel Bernardes, Autor Anónimo da Arte de Furtar, Cavaleiro de Oliveira, António José da Silva, Nicolau Tolentino de Almeida, José Agostinho de Macedo, Manuel Maria Barbosa du Bocage, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Gomes Leal, Cesário Verde, Fialho de Almeida, Teixeira-Gomes, António Feijó, Mário Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, José Rodrigues Miguéis, Branquinho da Fonseca, Ruben A., Manuel de Lima, Natália Correia, Alexandre O´Neill, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Manuel de Castro, Pedro Oom. (...)

A ideia que presidiu à organização da Antologia do Humor Português foi a de evitar tanto quanto possível o riso fácil, preferindo-se seleccionar autores e textos em que o humor tivesse função crítica e demonstrativa de duma literatura maior, indo-se assim ao encontro do possível autêntico «espírito» português. Na verdade, um humor que fosse forma de libertação e elevação, como diz Freud, e não de degradação. A tarefa não foi impossível. De Gil Vicente aos dias de hoje existe de facto na nossa literatura uma linha de força expressa pela sátira, pela crítica de costumes e pela farsa, que corresponde inteiramente ao critério adoptado. Critério que pode caber no que Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão escreveram no primeiro número de As Farpas: «Vamos rir. O riso é um castigo, uma filosofia». E nestas palavras a Antologia do Humor Português tem toda a sua justificação. Pois encerra a força de uma gente que sempre necessitou de criar uma linguagem adaptada às circunstâncias, de dissimular os seus processos de exteriorização, de reter os seus impulsos mais íntimos.
Numa palavra, de dosear cautelosamente o ranger dos seus dentes. E é aqui que se encontra o ponto crucial do humor nosso, o seu sinal mais importante e profundo. Forma de riso resultante que gravita longe do domínios do sonho, das esferas do irreal, antes se radica, e por vezes com que força e arte, no mundo palpável, vivente, processando-se através da gargalhada exuberante, do verbo caudaloso, do chiste sem piedade, do sarcasmo, da caricatura, do pormenor burlesco, da louvaminha tendenciosa, da violência, da crueldade, da felicidade, da ironia, do absurdo, da regra moral até, do grotesco, enfim, das muitas formas que podem compor o humor, de modo a repetir ou aceitar o que se odeia, o que se ama ou o que se despreza.
”.

Preço:73,00€
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