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Livros do mês: Julho 2019
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Montra de Destaques

Referência:14220
Autor:BACELLAR, Bernardo de Lima e Melo
Título:DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA ...
Descrição:

LISBOA: Na Offic. DE JOZÉ DE AQUINO BULHOENS. ANNO DE MDCCLXXXIII. In 4º X-582 pags. Encadernação coeva inteira de carneira  mosqueada, sem grandes defeitos apontar, para além de uma simples e insignificantes sinais de manuseamento. Trabalho de traça fina e quase insignificante exclusivo às folhas de guarda e na charneira. Nítida impressão a duas colunas, com caractéres diminutos, sobre papel de boa qualidade manetnedo a sonoridade original.

Frontspício com recorte no pé da folha sem prejuizo da mancha tipográfica.

Ostenta ex-libros da famosa biblioteca privada de Annibal Fernades Thomaz, executado por Pastor (de Macedo, Montemor-o-Velho).

LIVRO MUITO INVULGAR, apesar de terem sido retirados do mercado na época a mando de Pina Manique.

 

Observações:

O título completo, dada a sua extensão, reproduz-se aqui:

" DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA, EM QUE SE ACHARÃ O DOBRADAS PALAVRAS DO que traz Bluteau, e todos os mais Diccionaristas juntos: a sua própria significação: as raizes de todas ellas: a accentuação. E a selecção das mais usadas, e polidas: a Gramatica Philosophica, a a Orthographia Racional no principio, e as explicaçoens das abreviaturas no fim desta Obra. OBRA DA PRIMEIRA NECESSIDADE PARA TODO aquelle, que quizer falar, e escrever com acerto a lingua Portugueza; por ser impossível, que pelos livros atégora impressos possa algum saber, a terça parte do idioma Portuguez. COMPOSTO POR BERNARDO DE LIMA, E MELO BACELLAR, PRIOR NO ALENTEJO &c ".

Este dicionário de Bacelar (o franciscano Bernardo de Lima e Melo Bacelar ou Bernardo de Jesus Maria c.1736 - p.1787) é identificado por Ramalho Ortigão (in Figuras e Questões Literárias, tomo II, ed. Livraria Clássica, 1945) como uma "obra jocosa da literatura portuguesa" onde figuram em primeira linha alguns dicionários. Adianta que este Dicionário de Bacelar é mais conhecido como o Dicionário do "... título de TRIS-TRIS PRATOS QUEBRADOS ..." e onde a entrada do s.f.  "Murça" diz ser "pele de rato em ombro de eclesiástico".

Trata-se da primeira vez que, na área da lexicografia portuguesa, se usa o termo "moderno" DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA , segundo Telmo Verdelho (Dicionários portugueses, breve história, 2002). O mesmo estudioso da língua portuguesa ainda adianta: "... trata-se, todavia, de uma obra falhada, que não contribuiu de modo apreciável para a modernização da lexicografia do português. O autor fundamentou o trabalho numa reflexão teórica que repercute o pensamento linguístico da época, valorizando a pesquisa lexical sobre todos os textos documentais do património escritural da língua, mas essa informação não transparece de modo nenhum ao longo do dicionário. Pelo contrário, não se fornece qualquer indicação textual ou histórica para o "corpus" recolhido, a não ser uma abundante e inconsistente etimologia grecizante, com base no pressuposto preliminarmente afirmado, de que o português tem a sua origem na língua grega. Esta perspectiva vicia grande parte da descrição etimológica e semântica do dicionário. O aspecto mais inovador encontra-se na tentativa de sistematizar a apresentação e ordenação da nomenclatura através de uma rigorosa segmentação morfémica. De resto, a obra apresenta ainda outras características que seriam muito louváveis (tais como a leveza e funcionalidade do volume e a abundância do "corpus", o mais copioso até então recolhido), se a selecção, fundamentação e redacção lexicográficas tivessem suficiente qualidade. O Diccionario de Bacelar, não obstante a sua originalidade, ocupa um lugar modesto e pouco lisonjeiro na história da lexicografia portuguesa. ...".


Inocêncio t.I, p. 278, diz-nos o seguinte a respeito deste título:

" ... Inocêncio I, 278: “Fr. Bernardo de Jesus Maria, Franciscano observante da provincia de Portugal. Da sua naturalidade, nascimento, e óbito, nada tenho apurado até agora. Era amigo e correspondente do arcebispo Cenáculo, desde antigos tempos, e na Bibliotheca de Évora se conservam entre os manuscritos numerosas cartas dele para o prelado. Esta tentativa, anterior de alguns anos, como se vê pela data, à publicação da primeira edição do Dicionario de António de Moraes Silva, faz por certo honra aos bons e patrióticos sentimentos do autor, cujo zelo inconsiderado o levou a tentar uma empresa na verdade superior as suas forças e para a qual lhe faleciam os elementos e espécies necessárias. Á força de querer ser conciso e sistematico em demasia, tornou-se escuro, e por vezes ridículo; e nas suas extravagantes investigações etimologicas adoptou opiniões insustentáveis, e só próprias de um espírito irreflexivo, que deixando se dominar por ideias antecipadas, vê tudo a travez do prisma de uma imaginação preocupada. A obra, logo que saíu a luz, começou a servir de alvo aos apôdos e sarcasmos dos críticos; e ha quem diga que a autoridade pública interviera, mandando retirar da circulação os exemplares, que por isso chegaram a tornar-se raros, e valeram conseguintemente preços mais elevados. De há anos a esta parte os que apparecem no mercado têem sido vendidos por 480, 600, e 720 réis, conforme o empenho do comprador, e a mão em que se acham. Eu tenho um, com que fui ha muitos anos brindado por um amigo, e que a este custou, segundo o que depois poude saber, 1:200 réis. ...".

 




 

Preço:200,00€

Referência:14230
Autor:BARRETTO, Joam Franco
Título:ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA
Descrição:

"Na Officina de Ioam da Costa", Lisboa,  1671. In-4º de III-279-(9) págs. Encadernação do século XIX , meia inglesa em pele com dizeres e florões gravados a ouro na lombada. Encerra em extra-texto uma "tábua desdobrável" com palavras multilingue, tabela esta não descrita nas principais bibliografias consultadas.

O exemplar que aqui apresentamos para venda, está rigorosamente descrito no Catálogo da riquíssima Biblioetca de de Monteverde da Cunha Lobo (1912) sob a entrada nº 2474 de quem o presente exemplar ostenta uma assinatura de posse no frontspício. Na folha de guarda, ostenta escrito a lápis um apontamento: "ofereceu-me o Albino Forjaz de Sampaio". Acreditamos que o extra-texto desdobrável não descrita nas bibliografias consultadas tenha sido mandado imprimir pelo próprio bibliófilo Monteverde Cunha Lobo de quem se observa, também um apontamento, com o custo de execução de uma folha impresssa, da encadernação e do próprio livro.

PEÇA DE COLECÇÃO, ÚNICA e como tal RARÍSSIMA em primeira edição.

 

Observações:

A obra divide-se em duas partes, na primeira o autor discorrer sobre a ortografia e o uso da língua latina em Portugal, na segunda parte, Franco Barreto disserta pormenorizadamente sobre o nome, o verbo, as preposições, os advérbios, as conjunções, asinterjeições, os artigos, as divisão das letras, a pronúncia e o valor das vogais, os ditongos, a aspiração das consoantes, as sílabas e dicções, a acentuação, a pontuação, entre outros aspectos, terminando com Advertencias "em ordem a emmendar & melhorar as palavras, que a inorancia do vulgo tem corrutas"

"A primeyra, & principal regra é a nossa ortografia, he escrever todas as diçoens cõ tantas letras, cõ quantas pronunciamos, se por consoantes ociosas, como vemos na escritura Iltaliana, & Franceza. E dado que a diçã seja Latina, como a dirivamos a nós, & perde sua pureza, lógo a devemos escrever ao nosso modo, per semelhante  exemplo. Orthographia he vocábulo Grego, & os Latinos o escrevem desta maneira atrás, & nós devemos escrever cõ estas letras, Ortografia, porque cõ ellas o pronunciamos"

 

Preço:650,00€

Referência:14161
Autor:DUARTE, Afonso
Título:LÁPIDES E OUTROS POEMAS (1956 - 1957)
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1960. In-8.º de 52-(4) págs. Brochado, impecavelmente bem conservado nao obstante uma pequena mancha na capa posterior. Miolo muito limpo e fresco. Apresenta um poema facsimilado.

Observações:

Edição apresenta um Apêndice assinado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.

Preço:28,00€

Referência:14171
Autor:FILLIS, James.
Título:PRINCIPES DE DRESSAGE ET D'ÉQUITATION3e édition, revue, corrigée, et considerablement augmentée.
Descrição:

C. Marpon et E. Flammarion,Paris, 1892. In-4° de XIV-425 págs. Encadernação em sintético com a reprodução da capa de brochura gravada a negro. Ilustrado em extra-texto com litogravuras de L. Bombled e fotografias de J. Delton.

Observações:

Importante tratado sobre equitação escrita por um dos cavaleiros que teve mais influência no meio equestre no meio do espectáculo como no meio do exército e competição.

Preço:150,00€

Referência:14193
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:ALDEIA NOVA contos de...
Descrição:

Livraria Portugália, Lisboa, 1942. In-8º de 193-(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia. Valorizada pela dedicatória autógrafa.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Trata-se do livro de contos de estreia de Manuel da Fonseca, correspondendo a uma colectânea de contos escritos a partir do fim dos anos 20 até ao fim da década de 30. Alguns foram publicados originalmente em jornais e revistas literárias. Contos de teor neo-realista.

Preço:50,00€

Referência:14192
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:O FOGO E AS CINZAS
Descrição:

Editorial Gleba, Lda. , Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 161-(6) págs. Brochado. Capa ilustrada por Victor Palla e livro inserido na prestigiada colecção bibliográfica "Três Abelhas". Exemplar quase perfeito não fosse os ligeiros picos de humidade própria da qualidade do papel e a pequena falta de papel no pé da lombada.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra. Colecção dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.

A escrita de Maniuel da Fonseca "... trata na verdade de uma ideologia muito pessoal, que olha o passado afectivamente, como se o preferisse, o que não impede que a sua obra se insceva no espírito e movimento neo-realista, ainda que de forma mais universal, ao colocar o indíviduo num centro e num plano diferentes daqueles para que aponta a realização colectiva ...". (in DICIONÁRIO CRONOLÓGICO  DE AUTORES PORTUGUESES, vol. IV, Publicações europa-América, 1998)

Preço:25,00€

Referência:14218
Autor:GARRET, Almeida
Título:FOLHAS CAÍDAS
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa. 1955. In- 8º gr. de 203-(9) págs. Brochado. Introdução de José Gomes Ferreira e Desenhos de Maria Keil Amaral. Rúbrica de posse no ante-rosto. Lombada um pouco amarelecido provávelmente por acção do tabaco. Miolo muito limpo com uma nítida impressão e excelente cuidado gráfico.

Observações:

Ostenta um impressivo e importante prefácio de Gomes Ferreira – outro portuense tornado lisboeta, como Garrett –, que se espraia até à página 59. Este prefácio é considerado dos textos mais importantes escritos sobre este título, título este dos mais importantes do romantismo português. Este título, publicado originalmente em 1953, mereceu no ano seguinte uma paródia por parte de Camilo com um folheto Folhas Caídas, Apanhadas da Lama, que é uma "... sátira ferina contra a dissolução dos costumes, visando os barões, os ministros, as literatas ..." (DICIONÁRIO DE CAMILO CASTELO BRANCO por Alexandre Cabral, p.277).

Preço:24,00€

Referência:14175
Autor:LIMA, João de Lebre e
Título:O CLARO RISO MEDIEVAL
Descrição:

Livraria Chardron de Lello & Irmãos Editores, Porto, 1916. In-8.º de 79(3) págs. Br. Ligeira mancha de humidade desvanecida e marginal.

Bonita dedicatória autógrafa no ante-rosto.

Observações:

"Conferência lida pelo autor, no primeiro Salão de Humoristas e Modernistas, realisada na cidade de Porto." Muito curiosa conferência, tanto pelo tema bastante invulgar.

Preço:15,00€

Referência:14216
Autor:MONACI, Ernesto
Título:IL CANZONIERE Portoghese della Biblioteca Vaticana. Con una Prefazione con facsimili e con altre illustrazioni + IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti.
Descrição:

Max Niemeyer Editore, Halle, 1875. In-4º de XXX-456-(2) págs.: il. Junto com: MOLTENI (Enrico) IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti. Publicato nelle parti che Completano il Codice Vaticano 4803. Max Niemeyer Editore, Halle, 1880. In-4º de XII-188 págs.: il.. Encadernação inteira de pele castanha decorada nas pastas com cercadura dupla dourada, na lombada rótulos de pele vermelha com dizeres dourados e florões decorativos em casas abertas. CONSERVA AS CAPAS DE BROCHURA de ambos os títulos assim como a lombada estando apenas aparado à cabeça com um corte carminado.  Charneiras com sinais de cansaço, de resto excelente exemplar, bem conservado com o miolo muito fresco e de estrutura sólida.
PRIMEIRA EDIÇÃO DA OBRA, já rara de aparecer no mercado. MUITO BOM EXEMPLAR.

Observações:

Cancioneiro da Biblioteca Vaticana constitui uma colectânea medieval de 1200 cantigas trovadorescas escritas em galaico-português (cantigas de amigo, de amor e de escárnio e mal-dizer). Depositado na Biblioteca do Vaticano, deonde deriva o nome pelo qual é conhecido, foi compilado em Itália no final do séc. XV / inícios de XVI. Esta edição diplomática é da responsabilidade de Ernesto Monaci, conhecendo-se ainda uma edição anterior deste manuscrito medieval financiado pelo Visconde da Carreia em 1847.

 

O Cancioneiro Colocci-Brancuti (redigido em seis diferentes estilos caligráficos, com predominância da letra itálica chanceleresca e letra bastarda cursiva) mais tarde denomindado de Cancioneiro da Biblioteca Nacional constitui uma colectânea cantigas trovadoresco galaico-português, compilado em Itália por volta de 1525-1526 por ordem do humanista Angelo Colocci (1467-1549) tendo numerado 1664 composições e anotou praticamente todo o códice. Este manuscrito passou a ser muito mais tarde, pertença do conde Paolo Brancuti di Cagli, de Ancona, que em 1888 o vendeu ao filólogo italiano Ernesto Monaci. Em 1924 foi adquirido pelo Estado Português (anexado ao exemplar que aqui se apresenta para venda, a notícia que saiu no jornal no dia a seguir à sua aquisição) e depositado na Biblioteca Nacional de Lisboa, de onde colheu o nome pelo qual é hoje conhecido.

Das 1664 composições originais chegaram apenas 1560 aos dias de hoje. Entre os trovadores presentes salientam-se o rei Dinis, Sancho I, Pedro conde de Barcelos, Pay Soares de Taveirós, Joham Garcia de Guylhade, Ayras Nunes, Martim Codax, etc.

Segundo Teófilo Braga, poucos anos depois, em 1877,  na revista alemã Romanische Philologie, e a propósito da publicação desta edição em Halle, veio a lume com o importante texto crítico e acutilante (contra o panorama cultural nacional) O Cancioneiro portuguez da Vaticana e suas relações com outros Cancioneiros dos seculos XIII e XIV . diz-nos o seguinte:

"... O apparecimento do Cancioneiro portuguez da Bibliotheca do Vaticano, que encerra quasi toda a poesia lyrica do fim da edade media em Portugal, veiu mais uma vez provar a superioridade da iniciativa individual sobre a estabilidade inerte das instituições collectivas que apenas apresentam o vigor do prestigio official; desde 1847 que a Academia real das Sciencias de Lisboa deixava jazer no pó do archivo de Roma este importante documento nacional, e foram sempre ficticios os esforços para obter uma copia d'elle, que de ha muito devera ter sido reproduzida no corpo dos Scriptores, que forma uma das partes dos Portugaliae Monumenta historica. No emtanto, no estrangeiro o interesse scientifico muitas vezes se havia occupado do passado historico de Portugal, e foi a esta corrente que obedeceu o illustre philologo romanista Ernesto Monaci coadjuvado pelo activo e intelligente editor Max Niemeyer, restituindo a este paiz o texto diplomatico do mais precioso dos seus documentos litterarios. Ao terminar do modo mais consciensioso a sua empreza, escreve Monaci: " voglia il cielo che tornato il libro in Portogallo, diventi presto oggetto di studj novelli. È solo nella fonte delle tradizioni patrie che lo spirito di una nazione si ringagliardisce." (Canz. port., p. XVIII.) Infelizmente na litteratura portugueza ainda se não comprehendeu esta verdade salutar, e por isso o talento desbarata-se em architectar phantasmagorias de cerebros doentes ou em fazer traducções de romances dissolutos. Acceitando a responsabilidade das palavras do editor do Cancioneiro da Vaticana dirigidas a esta nação, cabia primeiro do que a todos á Academia real das Sciencias de Lisboa responder pela seguinte forma:

1°. Publicar o texto critico e litterario restituido sobre a lição diplomatica em grande parte illegivel fóra de Portugal.

2°. Acompanhar esse texto com todos os dados bibliographicos de que se possa alcançar noticia, para sobre elles basear a historia externa da formação do Cancioneiro.

3°. Acompanhal-o de um bom glossario das palavras empregadas na dicção provençalesca da poesia palaciana.

4°. Por ultimo organisar um vasto quadro da historia litteraria de Portugal no periodo dos nossos trovadores, deduzido dos abundantes factos historicos que fornece o Cancioneiro da Vaticana.

É para isto que existem as Academias nos paizes civilisados, que os governos as subsidiam, e que os seus membros têm o fôro de sabios. Em quanto a Academia real das Sciencias de Lisboa não cumpre este seu dever, cumpre-nos dar uma noticia d'este Cancioneiro, longos seculos perdido pelas bibliothecas estrangeiras. ...".

Em 1878 veio a lume a sua edição crítica do Cancioneiro Portuguez da Vaticana.

Preço:300,00€

Referência:14194
Autor:PESSOA, Fernando
Título:CORAÇÃO DE NINGUÉM
Descrição:

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1985. In-8º de 136 págs. Brochado. Ilustrado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior. Bom exemplar, em excelente estado de cosnervação.

Observações:

Livro da exposição na Fundação Calouste Gulbenkian (1985), organizada pela comissão executiva das Comemorações do Cinquentenário da Morte de Fernando Pessoa. Reprodução facsimilada da cartas, manuscritos, livros, e outros documentos seleccionados por Teresa Rita Lopes.

Preço:25,00€

Referência:14206
Autor:TELO, Alencastre
Título:ANGOLA TERRA NOSSA - Diário do Terrorismo
Descrição:

Lisboa, Edição do Autor, (1962). In. 4º de 320 págs + 25 ilustrações impressas a preto e branco. Brochado, em excelente estado de conservação. Ilustrado à parte sobre papel couché.

BASTANTE INVULGAR quando em excelente estado o exemplar que agora se apresenta.

Observações:

O autor relata através de uma espécie de diarística todos os acontecimentos em torno da guerra no norte de Angola desde Março de 1961, quando a UPA (Antecessora da FNLA e liderada por Holden Roberto) desencadeou uma onde de terror, matando civis indefesos, brancos, negros e mestiços de forma selvática e com requintes de malvadez. Encerra dezenas de ilustrações com fotografias sobre a guerra e o terror da UPA. As ilustrações representam bem a violência das chacinas e assassinatos de familias inteiras assim como das destruições de aldeias inteiras. Um excelente registo com imensa informação sobre a guerra colonial em Angola desde o seu primeiro dia, com nomes das vitimas, aldeias e fazendas atacadas e destruidas.

 

 

Preço:45,00€

Referência:14221
Autor:USQUE, Samuel
Título:CONSOLAÇÃO ÁS TRIBULAÇÕES DE ISRAEL Vol. I (II e III)
Descrição:

França Amado editor, Coimbra, 1906 e 1907. In-8º de 3 volumes com LXVII-(12)-LIII ff-(I); (5)-XLIV e (5)-LXXVIV-(1)-52 págs respectivamente, encadernado num volume único, conservando as capas de brochura. Encadernação coeva meia francesa em pele com cantos , com dizeres e florões dourados na lombada. Cabeça da lombada com pequenso defeitos, sem afectar a estrutura do livro. Pasta com pequenos e meia dúzia de arranhões provocados por garras de felino(?). Apesar dos defeitos apontados, é um muito BOM EXEMPLAR desta bastante invulgar edição da raríssima edição original de que se conhecem apenas dois exemplares em território nacional.

Observações:

Com revisão e prefácio de Mendes de Remédios, esta é uma reedição da obra de Samuel Usque e acopulada nesta edição (a segunda) em três volumes, impressos em Coimbra, de 6 de Janeiro de 1906, a 30 de Outubro de 1907.

 

A extrema raridade do livro deve-se ao facto de ter pertencido ao Index proibitório e principalmente expurgatório, de Madrid, de 1640. Encontra-se em Portugal um exemplar na Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa, que pertenceu a D. Manuel II, em excelente estado de conservação, numa encadernação antiga de valor artístico não muito elevado, segundo escreveu o Professor Pina Martins, existindo ainda uma segunda edição na Biblioteca Municipal de Viseu. Confrontando o texto de Mendes dos Remédios com o da edição da Fundação Calouste Gulbenkian, que apresenta a edição fac-similada da primeira publicação, é possível verificar que faltam na de Mendes dos Remédios os sinais calderónicos que assinalam os capítulos e parágrafos. Para quem não possui grande destreza em paleografia, é mais fácil a leitura do texto publicado no princípio do século passado, trabalhado por Mendes dos Remédios. Livro avançado, em relação ao seu tempo, escrito por um homem fustigado por uma perseguição que vai lamentando, mas cujo fim augura.

Do Instituto Camões, obtivemos a seguinte informação:

"... Escritor português, nascido em 1492, sofreu as vicissitudes e perseguições de que foram alvo os judeus portugueses no período renascentista. Exilado, publicou em Ferrara a sua principal obra Consolação às Tribulações de Israel (1553).

Este texto apresenta um carácter vincadamente apologético do judeísmo, dando corpo a uma «filosofia religiosa em torno da história judaica». Com efeito, propôs-se narrar o sofrimento e as perseguições de que fora e era alvo o seu povo desde os tempos bíblicos até às opressões de que ele próprio fora vítima.

A obra é composta por três diálogos travados entre outros tantos interlocutores: Jacob, que representa o pensamento do autor, e os profetas Nahum e Zicareo, cuja função é vincar o carácter verídico das profecias, ao mesmo tempo que consolam o povo apontando a eminência do seu destino e missão históricas.

Sempre com o texto da Escritura por fundamento da narração e em estilo marcadamente bucólico e pastoril, dá acolhimento à filosofia esotérica hebraica, nomeadamente à teoria da metempsicose, que acolhe possivelmente através do esoterismo cabalístico, com mistura de concepções neoplatónicas. Com efeito, num dos citados diálogos, coloca na boca de uma das suas personagens, a respeito do destino das almas que abandonam a crença, a defesa da transmigração das almas, passando de corpo em corpo, num processo de purificação ou degradação progressivas.

Obra submetida a apertada censura por parte do Santo Ofício, encontrou sempre dificuldades de circulação em Portugal e Espanha. Modernamente foi publicada por Mendes dos Remédios...
".

Para mais informação adiantada sobre esta obra e seu autor, remetemos para este lugar.

Preço:70,00€

Referência:14162
Autor:[ANDRADE, José Calheiros Magalães e]
Título:REGRAS DAS CINCO ORDENS DE ARCHITECTURA SEGUNDO OS PRINCPIOS DE VIGNHOLA, com hum ensaio sobre as mesmas Ordens feito sobre o sentimento dos mais celebres Architectos
Descrição:

Impressão Régia, Lisboa, 1830. In-4º de frontspício alegórico+VII-154pp + 82 estampas abertas a buril. Encadernação coeva inteira de carneira com decoração dourada ao gosto da época, também com rótulo de pele preta na lombada com dizeres a ouro. Esta apresenta defeitos de uso nas charneiras e zonas marginais das pastas. Miolo limpo e papel mantendo a sonoridade própria. Assinaturas de posse no frontispício.
Ao presenta exemplar faltam as gravuras numeradas nº 2 e 81. Rúbricas de posse no frontspício e no verso deste, página branca (sem impressão) toda manuscrita com historial de pertence do livro até 1922.
 

Observações:

Esta tradução é feita por José Calheiros Magalhães Andrade e dedicada a D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho (1735-1822). Conheceu uma primerira edição em 1787, e ainda, segundo Inocêncio, duas outras posteriores à presente.

Inocêncio, t.IV, 287; t. XII, 270

Preço:275,00€